PARÁ: Estoque de sangue no Hemopa está crítico

Situação pode comprometer o atendimento em mais de 200 hospitais. 

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LOC.: Aos 64 anos, o porteiro Ismael Monteiro se orgulha de fazer parte do grupo de doadores antigos do Hemopa, o Hemocentro do Pará. A coleção de cartões é grande são 178 doações durante 45 anos. A primeira ocorreu quando ele servia o Exército. De lá pra cá não parou mais. E o número vai aumentar, Seu Ismael pretende doar sangue até os 69 anos.

TEC./SONORA: Ismael Monteiro de Souza, 63 anos, porteiro.

“Eu comecei a doar sangue com 19 anos. Cada vez que eu doo sangue e eu sinto que estou ajudando a salvar vidas, me sinto bem, eu me sinto maravilhado de ser um doador de sangue voluntário. É muito bom a gente ser solidário àquelas pessoas que estejam necessitando.”

LOC.: O caminho do Hemopa também é bem conhecido por Roseni Pereira, de 41 anos. O lavrador que mora no interior de Acará, cidade que fica a 100 quilômetros de Belém, tem que ir de dois em dois meses à capital levar os dois filhos, de 16 e 13 anos, para fazer transfusão de sangue. Os filhos nasceram com anemia falciforme, doença causada por uma alteração genética no sangue, e, por isso, dependem da transfusão para viverem.

TEC./SONORA: Roseni Gonçalves Pereira, 41 anos, lavrador.
“Eu agradeço primeiramente as pessoas que têm colaborado com isso, para doar sangue não só para os meus filhos como para outras pessoas que também precisam. Doar sangue é uma forma que você está contribuindo pra uma pessoa sobreviver.”

LOC.: A Hemorede da Fundação Hemopa conta hoje com um Hemocentro Coordenador na capital e três regionais, nos municípios de Marabá, Castanhal e Santarém. Cinco núcleos de Hemoterapia em Altamira, Tucuruí, Redenção, Capanema e Abaetetuba e 52 agências transfusionais. A Hemorede atende 200 hospitais em todo o estado. Por mês, são coletadas oito mil bolsas de sangue. De acordo com a presidente da Fundação, Ana Suely Saraiva, os estoques estão em estado crítico. A chegada do inverno faz com que o número de comparecimento de doadores caia em torno de 40%

TEC./SONORA: Ana Suely Leite Saraiva, presidente da Fundação Hemopa.
“Hoje nós estamos em termos críticos de estoque de sangue. A participação, a mobilização da comunidade nesse momento, ela é de suma importância para todos nós. O sangue possui sua validade técnica, então, por exemplo, os concentrados de hematos eles têm uma validade de 42 dias, os concentrados de plaquetas, de cinco dias. É importante essa renovação do estoque.”

LOC.: No Hemocentro da capital, 64% das doações são voluntárias. 65% dos doadores são homens e 35% mulheres. Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e estar bem de saúde. Doe sangue regularmente e ajude a quem precisa. Para mais informações sobre doação de sangue acesse, saude.gov.br/doesangue.

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