JUSTIÇA: Campanha enfrenta violência doméstica contra mulher no Pará

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REPÓRTER: Foi aberta oficialmente nesta segunda – feira, dia 1 de dezembro, a 3ª etapa da Campanha “Paz, Nossa Justa Causa”, que prossegue até 5 de dezembro. O objetivo da campanha é dar ainda maior celeridade aos processos que envolvam violência doméstica e familiar contra a mulher, a fim de efetivar a Lei Maria da Penha. Segundo a juíza titular da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital, Rubilene do Rosário, a Lei Maria da Penha veio para ajudar no combate a violência contra a mulher.
 
SONORA: Juíza Rubilene Rosário.
 
“Veio justamente para fazer com que houvesse essa mudança de valor, essa mudança de comportamento com relação à violência no âmbito familiar. Então veio para nos educar. O Judiciário só não tem como mudar essa historia, mas de mãos dados com os demais poderes da sociedade civil, sim, a gente pode fazer uma grande diferença.”
 
REPÓRTER: Agentes da rede de proteção à mulher participam de palestras e debates sobre o tema, no Fórum Criminal de Belém, ao mesmo tempo em que uma força-tarefa dará celeridade a audiências e júris de processos envolvendo casos de violência contra a mulher, em todas as comarcas do Estado. O Ministério Público do Pará é um dos grandes parceiros que ao lado do Tribunal de Justiça tem enfrentando e ajudado no combate a violência contra a mulher. A promotora de Justiça Lucinery Helena Rezende Ferreira faz um alerta às mulheres.
 
SONORA: Promotora de Justiça do MP, Lucinery Helena Rezende Ferreira.
 
“Qualquer empurrão, qualquer bate-boca, qualquer insulto, qualquer tapa é crime, então a mulher tem que saber que ele começa agredindo com um empurrão, um insulto e depois ele começa a bater, depois ele tenta matar e por fim ele mata, então é essa a evolução que nós temos que evitar”.
 
REPÓRTER: No sábado, dia 5, vai ocorrer na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Tenoné uma ação de cidadania. Durante a manhã, haverá emissão de carteiras de identidade, certidões de nascimento, carteiras de trabalho, entre outros serviços. No Pará, segundo dados Coordenadoria Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, do Tribunal de Justiça do Pará, cerca de dezoito mil processos envolvendo casos de violência doméstica e familiar tramitam, atualmente, no Judiciário Paraense.A coordenadora estadual de Mulheres em Situação de Violência Doméstica do Judiciário paraense, desembargadora Vera Araújo, ressalta que qualquer pessoa pode denunciar casos de violência contra a mulher.
 
SONORA: Desembargadora Vera Araújo.
 
“Para que as pessoas tenham maior esclarecimento, principalmente as mulheres, para que elas saibam que elas podem denunciar e todas as pessoas que tomarem conhecimento da violência, não só a vítima, qualquer uma pessoa, pode fazer a ocorrência policial”.
 
REPÓRTER: A cerimônia oficial de abertura da 3ª etapa da Campanha “Paz, Nossa Justa Causa”, contou com a presença da desembargadora Vera Araújo e de representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará, Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos, Secretaria de Segurança Pública, Pro Paz Mulher e Delegacia Especializada da Mulher.
 

Reportagem, Storni Jr. 

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