AIDS: Teste rápido é o primeiro passo para o Brasil ter a doença sob controle em 2020

Essa meta é estabelecida pela Unaids, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, e pela Organização Mundial de Saúde e significa que as autoridades de saúde do país terão que fazer com que pelo menos 90 por cento das pessoas com HIV positivo saibam que têm o vírus da aids.

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REPÓRTER: O teste rápido para HIV e aids é o primeiro passo para o Brasil cumprir a meta mundial de controle da doença até 2020. Essa meta é estabelecida pela Unaids, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, e pela Organização Mundial de Saúde e significa que as autoridades de saúde do país terão que fazer com que pelo menos 90 por cento das pessoas com HIV positivo saibam que têm o vírus da aids. O ministro da Saúde, Arhur Chioro, acredita que o país já tem condições para alcançar este objetivo antes mesmo de 2020.

SONORA: ministro da Saúde – Arthur Chioro

"A própria Unaids e a Organização Mundial de Saúde vêm trabalhando com a ideia de que até o ano de 2020 nós tenhamos 90% da população que tem HIV positivo sabendo que tem HIV positivo, que nós tenhamos 90% em tratamento e 90% com carga viral indetectável. Nós temos condições aqui no Brasil, pelo jeito que a nossa sociedade e os nossos serviços já se organizaram, para conseguir atingir essa meta antes de 2020. Portanto, a partir deste ano, este passa a ser o grande desafio, que é trabalhar atingindo antes de 2020 a meta 90-90-90 no nosso país".

REPÓRTER: Quando um paciente com o vírus da aids atinge carga viral indetectável significa dizer que ele não apresenta sintomas da doença e as chances de transmitir a aids são mínimas. Mas para isso, é muito importante que a pessoa saiba o quanto antes se está com o vírus e comece o tratamento imediatamente. Foi por isso que o Ministério da Saúde lançou em 2005 o teste rápido para HIV. O enfermeiro do Centro de Testagem e Aconselhamento da Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, Tiago de Amorim, explica que é muito simples fazer o teste.

SONORA: enfermeiro do Centro de Testagem e Aconselhamento da Rodoviária do Plano Piloto – Tiago de Amorim

"Teste pode ser feito de forma anônima, a pessoa não se identifica e recebe um pré-aconselhamento com orientações gerais sobre a transmissão das doenças sexualmente transmissíveis. Logo em seguida, com um furo na ponta do dedo nós coletamos o sangue e realizamos o teste de HIV, de sífilis, hepatite B e hepatite C. Esses testes são lidos num período de 30 minutos. Ele recebe o resultado individualmente. O resultado é sigiloso. E o profissional de saúde orienta ele sobre as estratégias de prevenção e sobre os riscos e vulnerabilidades que ele tem passado, discute um plano de prevenção individualizado".

REPÓRTER: O vigilante Rafael Batista faz o teste rápido pelo menos uma vez por ano. Ele considera o teste importante para que a pessoa fique sabendo se tem o vírus e tome um maior cuidado para não transmitir a aids.

SONORA: vigilante – Rafael Batista

"É importante fazer por que a pessoa fica sabendo. Fica sem dúvidas, não corre risco de passar adiante e finaliza logo, se tem ou se não tem, perde qualquer dúvida que tenha na cabeça. Casamento não é segurança. Deve fazer e tirar qualquer dúvida que tiver".

REPÓRTER: Quem desejar fazer o teste rápido de aids de graça na rede pública de saúde deve procurar um dos 517 centros de testagem e aconselhamento espalhados em todos os estados e no Distrito Federal. Se no município não houver centros de testagem, é preciso se informar na unidade básica de saúde mais próxima. Além do teste rápido feito com amostra de sangue, 60 Organizações Não Governamentais já aplicam o teste rápido com fluídos orais em grupos prioritários, como gays, travestis e homens que fazem sexo com homens. Os fluidos orais são retirados de amostras da mucosa da bochecha, por dentro da boca.

Reportagem, Fábio Ruas

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