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LOC: O governo federal criou um novo mecanismo para ajudar companhias aéreas a financiar a compra de querosene de aviação com garantia pública. Em troca, as empresas terão que assumir compromissos de descarbonização, investindo em combustível sustentável de aviação.
Este mecanismo, aprovado na quinta-feira, 27 de novembro, possibilita o uso do Fundo de Garantia à Exportação para garantia para financiamentos de QAv. Cada companhia poderá utilizar até DOIS BILHÕES DE REAIS por ano, com juros menores.
Em contrapartida, para acessar a garantia do Fundo, as aéreas terão de comprovar ações como compra de SAF nacional, investimentos em fábricas de SAF ou aportes em projetos do FNDIT voltados a esse combustível.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, explica que a iniciativa faz parte de um pacote para reduzir despesas operacionais das empresas e trazer alívio ao bolso do passageiro. Segundo o ministro, ao utilizar o FGE como cobertura na compra de QAv, as companhias terão mais facilidade para negociar condições melhores de financiamento, o que deve impactar positivamente o preço das passagens
Para a Diretora de Planejamento e Fomento da Secretaria Nacional de Aviação Civil, Júlia Lopes, a exigência de SAF é uma oportunidade de estruturar um novo mercado no país.
A gestora explica a importância deste mecanismo para impulsionar o setor:
TEC/SONORA: Júlia Lopes, Diretora de Planejamento e Fomento da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC)
"Empresas de transporte aéreo doméstico regular poderão acessar crédito com garantia do FGE, o Fundo de Garantia à Exportação, para compra de querosene de aviação. Com isso, elas terão acesso a financiamento em reais, com cobertura de até 100% dos riscos, o que diminui a exposição ao câmbio e reduz o custo desse insumo essencial."
LOC.: Todas as empresas com voos regulares domésticos podem solicitar a garantia, com tetos diferenciados conforme a participação no mercado. Com a medida, o governo espera fortalecer as companhias, incentivar a transição energética e, no médio prazo, melhorar a competitividade, reduzir custos e emissões na aviação brasileira.
Reportagem, Paula Coutinho