Foto: Sindileq-CE
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CIMENTO: Vendas internas crescem 15,8% no semestre

"Aumento das vendas de imóveis residenciais em patamares surpreendentes sustenta desempenho do setor", explica presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).

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Segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), as vendas no mercado interno somaram 5,5 milhões em junho de 2021 e 31,5 milhões de toneladas no primeiro semestre do ano, o que correspondem a aumentos de 1,7% e 15,8%, respectivamente. A autoconstrução, reformas (residencial e comercial) ainda em alta e a continuidade de obras do setor imobiliário são as principais razões de demanda do produto. Atualmente, esses vetores de consumo respondem por aproximadamente 80% da destinação do cimento no país e colaboraram com as vendas no mercado interno. A expectativa é que o setor encerre o ano com crescimento de 6%. 

“Acreditamos que o setor deve continuar em um bom ritmo de crescimento. O aumento das vendas de imóveis residenciais em patamares surpreendentes sustenta o desempenho do setor de cimento, mas impõe cautela para o futuro. É fundamental a continuidade dos lançamentos imobiliários, a manutenção do ritmo das obras, aumento da massa salarial (emprego e renda) e da atividade econômica que manterão o fôlego do auto construtor e a confiança do empreendedor. A infraestrutura continua sendo uma atividade de extrema importância para a indústria do cimento e os resultados dos leilões e concessões ocorridos principalmente a partir de abril começarão a ser percebidos em 2022”, disse Paulo Camillo Penna, presidente do SNIC. 

As projeções do consumo de cimento apontam um crescimento em torno de 6% para 2021, em razão dos novos leilões de concessões (aeroportos regionais, saneamento municipais, rodovias, ferrovias) e investimento público em infraestrutura gerando boas perspectivas para a atividade. Apesar desse cenário, é preciso acompanhar os desdobramentos das reformas estruturantes (administrativa e tributária), a evolução da taxa Selic (o aumento inibe novas construções imobiliárias) e a recuperação do emprego e da massa salarial.

A indústria está preocupada também com a crise hídrica, pois ela irá impactar o desempenho da eletrointensiva indústria do cimento. Desde 2015 o setor sofre forte pressão de custos de produção no frete, sacaria, energia elétrica e térmica (coque de petróleo), principalmente. 

A solução para o setor é a ampliação de combustíveis alternativos com o objetivo de reduzir as emissões e dependência do coque, um produto majoritariamente importado. A queima de resíduos em fornos de cimento – coprocessamento - é uma importante alternativa para redução das emissões no setor, além de representar uma solução ao passivo ambiental. A energia térmica é, de longe, o maior item de custo para a produção do cimento e a indústria tem como meta a substituição de 55% do coque até 2050.

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