Voltar
Baixar áudioO Brasil registrou 34.086 mortes violentas em 2025, o que representa uma redução de 11,1% em relação aos casos registrados em 2024. No ranking nacional, a Bahia lidera com o maior número de vítimas, sendo 3,9 mil. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública, computados até terça-feira (20), e consideram indicadores de feminicídio, homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte.
Os números mostram que a queda nacional nas mortes violentas ocorreu em 21 das 27 unidades federativas. O estado do Amazonas encabeça a redução, registrando recuo de 33% em relação a 2024. Mato Grosso do Sul aparece em seguida, com - 28% e Paraná e Rio Grande do Sul – ambos com recuo de 24%.
Apesar de a Bahia liderar com o maior número de mortes violentas no país, o Rio de Janeiro aparece logo em seguida, com 3.581 óbitos violentos. Já Pernambuco ficou em terceiro lugar, com pouco mais de 3 mil vítimas.
Os dados são disponibilizados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp), uma plataforma do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Os números por UF não consideram a atualização de informações de quatro estados, sendo: São Paulo, Alagoas, Paraíba e Pernambuco. De acordo com o painel do Ministério da Justiça, essas UFs não haviam encaminhado os dados completos até a data de extração das informações.
Considerando a taxa de morte para cada grupo de 100 mil habitantes, Ceará, Pernambuco e Alagoas aparecem no topo.
A taxa nacional, levando em conta os 26 estados e o Distrito Federal, ficou em 15,97 no ano passado. Apesar disso, a taxa registrada pelo Ceará foi de 32,6. Em seguida aparece Pernambuco, com 31,61. Na terceira posição, Alagoas registrou uma taxa de 29,37.
Em contrapartida, São Paulo (5,44), Santa Catarina (6,38) e Distrito Federal (8,88) registraram as menores taxas.
Copiar o texto
Baixar áudioO novo piso salarial dos professores da educação básica já está em vigor. Com reajuste de 5,4%, o salário mínimo pago aos magistrados passa a ser R$ 5,1 mil. O novo valor foi estabelecido em medida provisória (MP 1334/26) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última na quarta-feira (21) e publicada no Diário Oficial da União no dia 22.
O texto prevê um aumento maior que a inflação, representando um ganho real de 1,5% – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, que foi de 3,9%.
Segundo o Ministério da Educação (MEC), a atualização foi calculada com base nos novos critérios previstos pela MP e pretende adequar a Lei do Piso Salarial às mudanças introduzidas pela Emenda Constitucional 108, que instituiu o novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A medida abrangerá os profissionais da rede pública de educação básica de todo o país, com jornada de 40 horas semanais.
Apesar de as medidas provisórias terem efeitos imediatos, precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para se tornarem lei. A MP 1334/26 será analisada primeiro pela Comissão Mista de Orçamento. Em seguida, a proposta passará pelos plenários da Câmara e do Senado.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) manifestou oposição à decisão, argumentando que a alteração deve impactar os cofres municipais em até R$ 8 bilhões.
Em nota, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, manifestou inconformidade com a decisão.
“É inaceitável que, após anos de silêncio diante de reajustes elevados e ilegais — como os de 33,24% em 2022, e de 14,95% em 2023 —, agora, quando o índice sinaliza 0,37%, o governo federal se mobilize para editar uma MP sob o argumento de “injustiça” no cálculo. Essa incoerência fere a lógica da gestão pública responsável e evidencia o uso político de um instrumento que deveria ser técnico e estável”, diz em um trecho da nota.
Para a entidade, aumentos reais nesses repasses devem ser negociados entre o governo de cada município e o respectivo quadro do magistério. A justificativa é de que tais vencimentos dependem das condições fiscais e orçamentárias dos entes locais e dos limites de despesas com pessoal pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Ziulkoski ainda reiterou que “essa é uma despesa criada por norma com força de Lei Ordinária”, além de não ter a indicação da fonte de custeio.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) comemorou o reajuste e classificou a decisão como vitória da mobilização da categoria, conforme a Agência Brasil.
Segundo a CNTE, o critério de reajuste foi debatido de forma ampla no Fórum Permanente do Piso. As discussões consideraram os princípios da previsibilidade e da sustentabilidade orçamentária. Ainda de acordo a entidade, as organizações representativas dos secretários estaduais e municipais de educação concordaram com a proposta.
A Agência Brasil informou que a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), que representa cerca de 400 municípios com mais de 80 mil habitantes, também já havia apontado preocupação com o reajuste, reforçando a necessidade de previsão de aporte de recursos da União para custear eventuais aumentos que extrapolem os parâmetros atualmente previstos em lei. Em nota, a FNP também salientou que o reajuste do piso poderia comprometer o equilíbrio fiscal dos entes locais.
Pela legislação vigente, o piso salarial dos professores deve ter recomposição anual do valor. A norma define que o piso será atualizado a partir da soma do INPC do ano anterior e de 50% da média da variação percentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de estados, Distrito Federal e municípios ao Fundeb – feita nos cinco anos anteriores ao ano da atualização.
Em 2026, o piso será atualizado em 5,4% e passará de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63.
Copiar o texto
Baixar áudioOs microempreendedores individuais que tiveram o registro excluído do Simples Nacional e deixaram de ser enquadrados no Simei devem ficar atentos ao prazo. Até o dia 31 de janeiro, é possível regularizar pendências e solicitar a volta ao regime simplificado, garantindo a permanência como MEI no ano-calendário atual.
Para iniciar o processo, o empreendedor deve acessar o Portal do Simples Nacional e consultar a situação do CNPJ. Caso apareça a indicação de que não é optante pelo Simples Nacional e não está enquadrado no Simei, será necessário verificar as causas do desenquadramento. Na maioria dos casos, a exclusão ocorre em razão de débitos fiscais ou irregularidades junto à Receita Federal, aos governos estaduais ou municipais.
Após identificar as pendências, o próximo passo é a regularização fiscal, que pode ser feita por meio do pagamento integral dos valores devidos ou pela adesão a parcelamentos. Essa etapa deve ser realizada no e-CAC da Receita Federal, com acesso pela conta Gov.br.
Com a situação fiscal regularizada, o microempreendedor deve formalizar o pedido de adesão ao Simples Nacional no portal oficial. Somente após a aprovação dessa solicitação é que será possível requerer o reenquadramento no Simei. As análises ocorrem de forma sequencial, e a condição de MEI depende, obrigatoriamente, da aceitação no Simples Nacional.
O Ministério do Empreendedorismo destaca a importância de acompanhar diariamente o andamento do pedido nos sistemas oficiais, já que eventuais exigências podem surgir durante a análise e precisam ser resolvidas dentro do prazo. Caso a solicitação não seja feita até 31 de janeiro, o retorno ao Simples Nacional e ao Simei só poderá ocorrer no próximo ano.
Copiar o texto
Baixar áudioOs gestores públicos municipais devem estar atentos às regras sobre a execução de emendas parlamentares previstas na Portaria Conjunta MPO/MGI/SRI-PR nº 2/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
A relevância da norma para as prefeituras se deve à necessidade de compreender o regramento das indicações na execução das emendas individuais, de bancada estadual e de comissão do Congresso Nacional. O intuito da medida é orientar os entes locais a promover maior transparência e rastreabilidade no processo de execução.
Diante disso, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) recomenda que prefeitos e parlamentares considerem as reais necessidades das cidades, a fim de que os recursos sejam aplicados de forma mais eficiente.
De acordo com a entidade, o texto também contém direcionamentos para resolver impedimentos técnicos, seguindo dispositivos estabelecidos na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).
“O texto traz detalhes em relação à indicação de beneficiário, alteração e priorização de beneficiários, prazos comuns, impedimentos de ordem técnica, bem como sobre como pode ser feita a execução das emendas”, destaca a CNM.
Outra atenção exigida refere-se aos prazos. Os gestores também devem observar as regras de indicação de beneficiários, bem como a resolução de impedimentos técnicos, sobretudo quanto aos seguintes pontos:
Conforme informações da Controladoria-Geral da União, emenda parlamentar é compreendida como um instrumento que o Congresso Nacional pode utilizar na fase de apreciação legislativa para influenciar o processo de elaboração do orçamento anual.
Municípios têm até 31 de janeiro para aderir à Estratégia Alimenta Cidades
Saneamento: projeto em análise na Câmara prevê novos incentivos fiscais para empresas do setor
Por meio desses mecanismos, os parlamentares podem incluir, suprimir ou alterar determinados itens do projeto de lei orçamentária enviado pelo Poder Executivo.
Com isso, é possível que os congressistas opinem sobre a alocação de recursos públicos em função de compromissos políticos assumidos durante seu mandato, tanto junto aos estados e municípios quanto a instituições.
Recentemente, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, cuja redação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). A norma estabelece as despesas públicas e apresenta a estimativa de receitas para 2026.
O texto aprovado prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Desse montante, aproximadamente R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas (de pagamento obrigatório).
As emendas individuais somam R$ 26,6 bilhões, enquanto as emendas de bancada estadual, destinadas às bancadas estaduais, totalizam R$ 11,2 bilhões. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, chegam a R$ 12,1 bilhões.
Copiar o texto
Baixar áudioO Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) criou uma coordenação específica para fiscalizar e aplicar multas administrativas a cartórios que omitirem registros civis de óbitos e nascimentos, bem como casamentos, averbações e retificações. A medida pode arrecadar até R$ 14 bilhões. A iniciativa é inédita e atende a uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
A justificativa é de que a falta de informações dos registros civis impacta diretamente a Previdência Social, podendo ocasionar o pagamento indevido de benefícios.
Conforme o Instituto, a implementação da novidade também fortalece a atuação do órgão no controle sobre a atualização de dados previdenciários.
Com a criação da nova coordenação, o INSS passa a estruturar a cobrança das multas administrativas. Os valores variam de R$ 636,17 a R$ 3.180,85 por infração.
Pela legislação vigente, os cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais são obrigados a comunicar ao INSS, por meio do Sistema Nacional de Informações de Registro Civil (Sirc), dentro dos prazos estabelecidos, todos os nascimentos, óbitos, casamentos, averbações e retificações. As informações são relevantes para manter a base de dados atualizada e prevenir a concessão irregular de benefícios
Em nota, o INSS informou que apenas nos últimos cinco anos foram lavrados cerca de 4,4 milhões de autos de infração contra cartórios de todo o país pelo descumprimento da obrigação legal.
Conforme o Instituto, até então as penalidades previstas não estavam sendo efetivamente cobradas.
Copiar o texto
Baixar áudioEm busca de avançar em um acordo bilateral Brasil-Angola voltado à produção agrícola, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, esteve em Angola, nesta terça-feira (20), para reuniões com representantes do governo angolano e de instituições financeiras. A iniciativa reúne o interesse de mais de 30 produtores brasileiros, que já formalizaram disposição para investir no setor agrícola no país africano.
O acordo bilateral já conta com o interesse da Corporação Financeira Internacional (IFC) – braço do Grupo Banco Mundial voltado ao setor privado em mercados emergentes – em financiar as operações previstas.
Para o ministro Fávaro, o acordo traz ganhos concretos para ambos os lados. O Brasil amplia oportunidades de venda de máquinas, equipamentos, sementes, insumos e transferência de tecnologia, enquanto Angola avança na produção de alimentos e na segurança alimentar.
Fávaro destacou ainda que a cooperação reforça laços históricos e amplia oportunidades. "Estamos dando um passo importante. O Brasil tem muito a contribuir com sua experiência em pesquisa agropecuária e em tecnologias de baixo carbono. Avançar nessa parceria é beneficiar ambos os países e promover oportunidades para os nossos produtores”, disse.
Corporação Financeira Internacional
A IFC atua em Angola no fortalecimento de parcerias estratégicas voltadas à diversificação econômica, com investimentos e apoio técnico em áreas como agricultura, energia, infraestrutura, logística, turismo e finanças. A instituição possui planos de ampliar significativamente seu portfólio de investimentos no país nos próximos anos, com foco no desenvolvimento econômico e na geração de empregos.
Copiar o texto


Baixar áudioUma delegação formada por 97 empresas brasileiras participará da Gulfood 2026, considerada a maior feira global de alimentos e bebidas do Oriente Médio. O evento será realizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, entre 26 e 30 de janeiro deste ano.
A participação do Brasil é coordenada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e será distribuída em quatro pavilhões. O objetivo é fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor global de alimentos, bebidas e ingredientes de alto valor agregado. A projeção é de que, durante o evento e ao longo do ano, sejam gerados US$950 milhões em negócios.
O gerente de Agronegócios da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirma que essa participação é um passo importante para que a trajetória de expansão das exportações brasileiras de alimentos e bebidas seja mantida.
“Cada vez mais as empresas e o mundo do consumo e das compras do agronegócio estão indo para aquela região. Lá, encontramos cada vez mais compradores. Os africanos estão indo para a feira, os europeus vão para a feira, os asiáticos vão para a feira, assim como o pessoal das américas. Por isso a ApexBrasil faz um grande esforço de levar as empresas brasileiras para lá”, considera.
A expectativa é de que a Gulfood 2026 reúna mais de 5 mil expositores de 120 países e receba cerca de 150 mil visitantes qualificados, entre compradores, formadores de opinião e líderes do setor.
ApexBrasil cria ferramenta interativa gratuita para impulsionar o comércio exterior de serviços
Na edição de 2025 — apontada como a participação brasileira mais bem-sucedida até hoje — foram registrados mais de US$3,5 bilhões em negócios fechados e previstos para os 12 meses seguintes, superando o US$1,9 bilhão obtido em 2024.
Pela primeira vez, a Gulfood será promovida simultaneamente em dois locais: o Dubai World Trade Centre (DWTC) e o Dubai Exhibition Centre (DEC), localizado na Expo City Dubai. A feira será dividida por setores: carnes, proteínas e bebidas estarão concentradas no DWTC, enquanto grãos, pulses, world food e segmentos emergentes de alto valor agregado estarão no DEC.
O Pavilhão do Brasil estará presente em ambos os locais:
A Gulfood ganha destaque na medida em que o Brasil amplia mercados para seus produtos. De acordo com a ApexBrasil, a região do Golfo é caracterizada por alto volume de importação de alimentos. Além disso, sua posição geográfica oferece proximidade estratégica com a Ásia, a Europa e a África, o que a torna um importante hub comercial.
O Perfil de Comércio e Investimentos da ApexBrasil identificou 446 oportunidades para produtos brasileiros nos Emirados Árabes Unidos. Entre os setores mais representativos na região estão os de produtos alimentícios, como castanha de caju, cevada e extratos, além de artigos manufaturados, como vidros, pneus, couros e peles.
Copiar o texto
Baixar áudioMesmo já tendo superado a marca de 500 mercados internacionais abertos para alimentos nacionais, o governo brasileiro segue investindo na diversificação de destinos para esses produtos. A mais nova habilitação foi oficializada pelo Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa), que liberou 36 novas unidades brasileiras para exportação de material genético.
Do total, 31 são voltadas à genética de aves e cinco ao material genético bovino. Com as novas habilitações, o setor avícola dobra o número de estabelecimentos autorizados a exportar para o Peru. No segmento de material genético bovino, a inclusão de cinco unidades representa um aumento de 83% na lista de estabelecimentos aptos, com foco no atendimento à pecuária de corte e de leite.
Além das novas inclusões, a autoridade peruana estendeu até o fim de 2028 as licenças de exportação de todos os estabelecimentos do segmento que já operavam no país. A medida visa conferir maior previsibilidade às operações comerciais entre os dois países.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) do Brasil, a decisão do Senasa foi tomada com base em critérios técnicos e reforça o reconhecimento do controle sanitário e das medidas de biosseguridade adotadas pelo Brasil na produção e exportação de material genético animal.
No último ano, o vizinho latino-americano importou mais de US$729 milhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para produtos florestais, carnes, cereais, farinhas e preparações.
Dentre os 12 países da América do Sul, o Peru é sexto maior comprador dos produtos do agronegócio brasileiro.
Dos 525 novos mercados abertos para itens agropecuários brasileiros desde 2023, 79 foram para material genético animal. A subcategoria é a segunda com maior fatia na iniciativa, com 15% do total, atrás apenas de proteínas animais, de acordo com o painel interativo do Mapa, que contabiliza a operação.
Quase metade dessas autorizações foram para material genético de bovinos e bubalinos. As informações orgânicas de aves (18), ovinos (9) e caprinos (8), aparecem na sequência.
Copiar o texto
Baixar áudioO Brasil encerrou o ano de 2025 com recorde de US$629,1 bilhões na corrente de comércio internacional, o maior valor já registrado na série histórica. As exportações totalizaram US$348,7 bilhões e as importações somaram US$280,4 bilhões em 2025, ambos também recordes.
Com esses resultados, o superávit da balança comercial fechou o ano em US$68,3 bilhões, consolidando-se como o terceiro maior saldo da história do país.
O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, avaliou que o desempenho reforça a capacidade do Brasil de ampliar sua presença no comércio global, destacando a competitividade das empresas brasileiras no exterior.
“O Brasil pode ter um fluxo de comércio perto de 700 bilhões de dólares, com um crescimento nas exportações e, obviamente, uma presença maior no comércio internacional. Esse saldo na balança comercial de quase 70 bilhões de dólares é o terceiro maior da história e vai ajudar, inclusive, a ampliar mais ainda as reservas internacionais do Brasil”, considerou.
Viana também afirmou que o crescimento do fluxo comercial brasileiro (5,7%) superou o crescimento médio do comércio mundial, projetado em cerca de 2,4% pela Organização Mundial do Comércio (OMC), demonstrando resiliência em um ano marcado por desafios globais.
“Teve tarifaço e, mesmo com o tarifaço, o Brasil quebrou recorde. O mês de dezembro foi extraordinário, um saldo de 9 bilhões de dólares na balança comercial”, pontuou.
Mais de 40 mercados registraram recordes de compras de produtos brasileiros ao longo de 2025, com destaque para países como Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.
Imposto de Renda: confira as mudanças após isenção para salários até R$ 5 mil
O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que, apesar de um cenário composto por dificuldades geopolíticas, os resultados foram satisfatórios.
“O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo federal para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”, destacou Alckmin.
No acumulado de 2025, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor, impulsionadas por um aumento de 6% em volume, atingindo um total de US$189 bilhões. Entre os principais produtos estão:
A indústria extrativa apresentou um crescimento de 8% no volume exportado, com embarques recordes de minério de ferro (416 milhões de toneladas) e petróleo (98 milhões de toneladas). Os bens agropecuários tiveram alta de 3,4% em volume e 7,1% em valor.
Quanto aos principais destinos, as exportações para a China somaram US$100 bilhões, com alta de 6%. As vendas para a União Europeia aumentaram 3,2%.
Já as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, sobretudo entre agosto e dezembro, em decorrência de tarifas adicionais impostas pelo governo norte-americano.
No lado das importações, os bens de capital registraram o maior aumento (23,7%), seguidos por bens intermediários (+5,9%) e bens de consumo (+5,7%). Em contraste, as importações de combustíveis caíram 8,6%.
As importações provenientes da China cresceram 11,5%, dos Estados Unidos 11,3%, e da União Europeia 6,4%. Já as compras de produtos da Argentina registraram queda de 4,7%.
Copiar o texto
Baixar áudioOs gestores municipais e consórcios públicos de todo o Brasil já podem cadastrar projetos referentes ao ciclo 2026 do programa da Lei de Incentivo à Reciclagem (Lei 14.260/2021). Pela iniciativa, as prefeituras podem captar investimentos voltados a modernizar a gestão de resíduos sólidos e fortalecer a economia circular nas cidades. O prazo de envio de propostas vai até 30 de julho.
Pela iniciativa, estão previstas diversas oportunidades para as prefeituras, como incentivos para a aquisição de equipamentos e veículos para a coleta seletiva, reutilização, beneficiamento, tratamento e reciclagem de materiais.
As oportunidades também abrangem a implantação e adaptação de infraestrutura física e o fortalecimento da participação dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas cadeias de reciclagem.
A Portaria GM/MMA nº 1.250/2024 regulamenta a medida e estabelece os procedimentos de avaliação e aprovação das propostas e projetos, bem como os valores mínimos para captação. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) recomenda a leitura integral da publicação para auxiliar gestores na elaboração dos projetos.
Pela Portaria, podem enviar propostas:
De acordo com a Portaria, os projetos podem abranger ações como o fortalecimento da participação de catadores de materiais recicláveis. As iniciativas devem colaborar para a redução da geração de resíduos e o aumento da reutilização de materiais.
As propostas devem ser enviadas pelo sistema oficial Transferegov.br.
O Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR) disponibiliza passo a passo para submissão de projetos. As orientações podem ser acessadas em www.sinir.gov.br. Basta acessar a aba superior “Incentivo à Reciclagem” e clicar em “Submeta proposta”. Na mesma aba é possível acessar o sistema, o tutorial de cadastro e o tutorial de envio de proposta.
A CNM orienta que os municípios que não conhecem a ferramenta acessem o tutorial e os modelos sobre o envio de propostas da Lei de Incentivo à Reciclagem.
Os gestores também podem acessar as iniciativas já cadastradas como referência para elaborar as suas propostas. Os projetos anteriores podem ser acessados pelo Painel de Parcerias do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) ou diretamente pelo Transferegov, por meio do código do programa (2024-00007 ou 2025-00001) e a aplicação do filtro de natureza jurídica “Município”, conforme orientação da CNM.
A Confederação destaca, em nota, que dados do Painel de Parcerias do MGI apontam que, atualmente, há 287 propostas “em captação”, das quais apenas 12 são de municípios.
A Lei nº 14.260/2021 foi regulamentada em 2024 e tem como objetivo fortalecer a cadeia da reciclagem no país, além de estimular a economia circular e fomentar investimentos de empresas e pessoas físicas em iniciativas que promovam a transformação de resíduos em novos produtos.
Conforme o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, os incentivadores podem conseguir benefícios fiscais, com possibilidade de dedução no imposto de renda.
Copiar o texto
Baixar áudioDos 195 municípios brasileiros com receita orçamentária bilionária, 169 são cidades do interior, conforme dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi). Nesse cenário, o principal destaque é Campinas (SP), que ocupa a décima posição nacional, com receita superior a R$ 9 bilhões em 2024. O município possui um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente R$ 73 bilhões, tendo o setor de Serviços como principal motor da economia.
Outros municípios do interior que também figuram entre os bilionários são Guarulhos (SP) e Maricá (RJ), com receitas acumuladas de R$ 7,4 bilhões e R$ 6,9 bilhões, respectivamente. Guarulhos apresenta PIB superior a R$ 77 bilhões, enquanto Maricá registra cerca de R$ 86 bilhões.
Enquanto Guarulhos se destaca pelas atividades ligadas ao setor de Serviços, o município fluminense tem a Indústria como principal setor econômico, impulsionada sobretudo pela cadeia de óleo e gás.
Na avaliação do especialista em orçamento público Cesar Lima, assim como num cenário mais amplo, o setor de Serviços se destaca em meio às cidades do interior com maior arrecadação orçamentária. No entanto, ele aponta que a atividade industrial tem dado uma parcela importante de contribuição, apesar de uma arrecadação menos significativa.
“Podemos ver que Serviços tem mantido o PIB brasileiro no último ano e, apesar da queda da atividade industrial que nós acompanhamos no segundo semestre de 2025, o PIB não foi tão afetado. Nós temos Maricá e Niterói com alguns estaleiros por causa de petróleo”, afirma.
“O mercado espera uma ligeira queda para essa taxa de juros no decorrer de 2026. Vamos esperar que isso dê um fôlego para que a indústria tenha um papel mais relevante nesses dados de arrecadação, uma vez que ela gera uma receita mais perene. Serviços são muito sazonais, já a receita da indústria quando você mantém ali uma industrialização crescente, é possível atingir níveis de produção mais estáveis”, complementa Lima.
LOA sancionada pelo governo prevê R$ 6,54 trilhões em orçamento da União
Do total de municípios bilionários do país, apenas 30 têm a Indústria como principal atividade econômica. Com exceção de Manaus, capital do Amazonas, as outras 29 cidades com esse perfil são do interior. Entre elas estão Betim (MG), com receita orçamentária de R$ 3,3 bilhões, e Camaçari (BA), com R$ 2,5 bilhões.
De acordo com o Siconfi, os 195 municípios bilionários somaram, em 2024, mais de R$ 678 bilhões em receitas orçamentárias. Entre as unidades da federação, São Paulo concentra o maior volume arrecadado, com R$ 250,8 bilhões.
Na sequência aparecem o Rio de Janeiro, com arrecadação superior a R$ 92 bilhões, e Minas Gerais, cujos municípios bilionários somaram mais de R$ 53 bilhões.
O setor de Serviços se destaca como principal atividade econômica em 165 municípios brasileiros com arrecadação bilionária, como é o caso de Ribeirão Preto (SP), que registrou receita orçamentária superior a R$ 4,7 bilhões.
Copiar o texto
Baixar áudioUniversalização do acesso à água potável e esgotamento sanitário até o ano de 2033. Abastecimento de água a 99% da população brasileira. Esgotamento sanitário ou fossa séptica acessível à 92% dos domicílios. Essas foram as ambiciosas metas traçadas pelo Marco Legal do Saneamento, mas 6 anos após a sanção da lei, pouco avançou.
Segundo o ranking da Universalização do Saneamento 2025, produzido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), 63 das 2.483 cidades brasileiras analisadas estão próximas de alcançar a universalização do saneamento básico nos termos definidos pela legislação. Ou seja, apenas 2,5% do total devem cumprir as metas estabelecidas.
Dante Ragazzi, diretor da ABES, avalia que o que difere os municípios com melhor desempenho é a priorização da política. “A gente tá falando de municípios menores, muito pequenos termos de população e ele não prioriza. Às vezes, não é nem por maldade, porque ele tem tantas outras demandas que o saneamento fica para trás. Os que tratam de forma prioritária, de fato, são em número menor”, avalia o executivo.
O levantamento avaliou a qualidade do abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos e disposição final adequada de resíduos sólidos, extraídos do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico. Cada município recebeu uma nota de 0 a 500 e foi classificado nos 4 estágios abaixo:
Assim ficou o desempenho de cada região do país conforme avaliação dos municípios:
Ragazzi conta que o desempenho frustrante já faz com que gestores municipais busquem o adiamento do prazo legal, mesmo faltando 7 anos para a conclusão. Para ele, isso é falta de visão estratégica, pois a política de saneamento básico, embora onerosa, traz benefícios socioeconômicos fundamentais para o desenvolvimento das comunidades, desde a redução de doenças, o aumento da produtividade no trabalho e na escola.
“Os efeitos, quando bem aplicada a política, são maravilhosos . Por outro lado, quando não há, são de fato desastrosos. O cumprimento da meta no prazo de 2033 é um grande desafio e com probabilidade de não ocorrer no país como um todo”, lamenta o gestor.
O Ministério das Cidades, responsável pela coordenação federal da política, descarta o adiamento do prazo neste momento. O ministro Jader Filho avalia a hipótese como “insensibilidade social e uma desconexão com a realidade brasileira”. Desde 2023, a pasta alega ter investido cerca de R$40 bilhões para cumprir as metas do Marco Legal, mais de R$12 bilhões somente em 2025.

O Índice de Progresso Social (IPS Brasil 2025) para Água e Saneamento confirma a realidade demonstrada pela Abes. A pesquisa revela disparidades significativas entre as regiões do país. Enquanto os municípios do Sul e Sudeste se destacam com notas elevadas, com uma média de 99,91, a Amazônia Legal enfrenta grandes desafios, com os municípios dessa região apresentando notas médias de apenas 14,97, numa escala de 0 a 100.
Copiar o texto
Baixar áudioO Brasil conta com 195 municípios com receita bilionária. Juntos, esses entes somaram mais de R$ 678 bilhões em arrecadação orçamentária em 2024, de acordo com dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (SICONFI).
Entre as unidades da federação, o estado de São Paulo concentra o maior volume de receitas arrecadadas pelos municípios, com um total de R$ 250,8 bilhões. Na sequência aparecem o Rio de Janeiro, com arrecadação superior a R$ 92 bilhões, e Minas Gerais, cujas cidades bilionárias somaram mais de R$ 53 bilhões.
O especialista em orçamento público Cesar Lima avalia que os principais fatores que levam uma cidade a atingir esse patamar de arrecadação estão relacionados ao tamanho da população, além do crescimento econômico de setores como a indústria e os serviços.
“Fatores como industrialização, minérios e minerais de forma geral, petróleo, também podem levar a que uma cidade tenha uma grande receita. Isso demonstra que há um grande gap social entre os municípios brasileiros. Tem muitos municípios hoje que não se sustentam pelas suas próprias economias e que dependem quase que exclusivamente de recursos do Fundo de Participação dos Municípios e da repartição de receitas dos estados”, destaca.
“Essa discrepância demonstra que nós temos um número exagerado de municípios. Poderíamos ter menos municípios em alguns estados e em outros poderíamos até ter mais. Eu acho que a questão é mesmo geográfica, de termos esse grande número de municípios, com alguns que não se sustentam com as suas próprias economias”, complementa Lima.
Um levantamento divulgado recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 2023, 25 municípios concentraram 34,2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, indicador que representa a soma de bens e serviços produzidos no país. A lista é liderada por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
Ainda segundo o estudo, os cinco municípios que registraram as retrações mais intensas na participação do PIB nacional possuem economias mais ligadas à exploração de petróleo. Maricá (RJ) apresentou recuo de 0,3 ponto percentual, enquanto Niterói (RJ) e Saquarema (RJ) registraram queda de 0,2 ponto percentual, cada. Já Ilhabela (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ) tiveram diminuição de 0,1 ponto percentual.
Reajuste do mínimo em 2026 custará R$ 4,28 bilhões aos municípios
Piso da enfermagem: estados e municípios partilharam mais de R$ 815,1 milhões, em dezembro
Após reajuste de 3,9%, teto do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026
Na avaliação dos analistas do IBGE, esse desempenho contribuiu para a desaceleração do processo de desconcentração econômica no país. A participação no PIB nacional dos 5.543 municípios que não são capitais caiu de 72,5% em 2022 para 71,7% em 2023. Em contrapartida, as 27 capitais ampliaram sua participação de 27,5% para 28,3% no mesmo período.
O estudo também aponta que o desempenho positivo do setor de serviços foi determinante para o aumento da participação das capitais no PIB. O maior ganho foi registrado em São Paulo (SP), com alta de 0,4 ponto percentual, alcançando 9,7% do PIB nacional. Brasília (DF), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ) aparecem na sequência, com avanços de 0,1 ponto percentual, cada.
No extremo oposto, o município com o menor PIB per capita do país em 2023 foi Manari (PE), com R$ 7.201,70. Além disso, quatro dos cinco menores PIBs per capita estão localizados no estado do Maranhão:
Na outra ponta do ranking, Saquarema (RJ) liderou o PIB per capita nacional, com R$ 722,4 mil por habitante. Entre as capitais, o maior valor foi registrado em Brasília (DF), com R$ 129,8 mil, cifra 2,41 vezes superior à média nacional, estimada em R$ 53,9 mil.
Copiar o texto
Baixar áudioO salário mínimo maior em 2026 deve elevar as despesas municipais em R$ 4,28 bilhões. A projeção foi realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com o objetivo de auxiliar no planejamento dos gastos públicos municipais. O acréscimo de R$ 103 no mínimo deve pressionar as despesas de pessoal ativo das prefeituras até o final de 2026, conforme a CNM.
A Confederação alerta que o reajuste do piso salarial nacional exige atenção dos gestores municipais, com atuação focada em planejamento fiscal e gestão de despesas de pessoal do município.
Os dados apontam que a maior concentração de servidores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo está em Minas Gerais, Bahia e Ceará. A quantidade de pessoal dessas UFs representa 32% do total nacional de servidores nessa faixa. “Para os gestores desses estados, o planejamento de tesouraria deve ser particularmente robusto, dada a magnitude do impacto no agregado regional”, diz a CNM.
Pelas projeções, o estado com maior impacto financeiro anual será Minas Gerais, na ordem de R$ 537.943.782. Em seguida aparece Bahia, com R$ 452.654.532. O terceiro maior volume de despesas poderá ser sentido pelo Ceará, sendo de R$ 356.958.391.
A análise da entidade reforça que as prefeituras devem incorporar o novo patamar remuneratório nos cálculos de todas as despesas vinculadas. Além disso, é relevante que, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a gestão promova a devida revisão e eventual adequação das projeções orçamentárias estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, destaca a CNM.
A entidade explica que o salário mínimo impacta diretamente os vencimentos de servidores, aposentados e pensionistas do setor público municipal. A projeção da CNM aponta que, apesar do reajuste ter validade legal a partir de janeiro, o impacto financeiro direto no Tesouro Municipal, referente à primeira folha de pagamento do novo ano, será sentido a partir de fevereiro.
O estudo mostra que o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026 representa um desafio em relação à implementação para a gestão municipal, já que pode impactar as cidades de formas distintas.
“O reajuste do salário mínimo nacional não afeta os cofres municipais de forma homogênea, sendo os municípios de pequeno porte os mais vulneráveis e os que suportam o ônus proporcionalmente maior do aumento", aponta o documento da Confederação.
A estimativa da CNM sobre o impacto do novo salário mínimo considera a expansão contínua do quadro de pessoal nas administrações municipais.
Dados da da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023 indicam uma tendência consistente de crescimento no número de servidores, considerando todos os vínculos registrados ao longo do ano. Entre 2019 e 2023, esse contingente passou de 6,9 milhões para 8,3 milhões de ocupações.
Segundo a CNM, cerca de 2,1 milhões desses vínculos no âmbito municipal recebem remuneração de até 1,5 salário mínimo.
Copiar o texto
Baixar áudioPraticamente um a cada cinco municípios têm nível de transparência abaixo do ideal. Segundo o Programa Nacional de Transparência Pública, análise feita pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), 18% dos sites institucionais das prefeituras foram avaliados como “inicial”, “básico” ou “inexistente” para controle e prestação de contas.
O projeto de Lei 708/2025, apresentado pelo deputado Kim Kataguiri (União-SP), visa punir por crime de responsabilidade os gestores que não mantiverem os endereços virtuais atualizados. A omissão, manipulação, desatualização ou indisponibilidade do serviço online pode levar prefeitos e vereadores à prisão por até 2 anos.
Se a conduta for praticada com a participação de outras pessoas ou em benefício alheio, o texto prevê aumento de pena em até um ano.
Pelas avaliações feitas nas plataformas das prefeituras, os políticos de 916 cidades poderiam ser punidos, caso a lei fosse aprovada. Outras 2.104 administrações municipais, 42% do total, estariam no limbo, com nível de transparência considerado “intermediário”.
40% das municipalidades cumpriram os requisitos mínimos. Das 1.982 prefeituras desse grupo, 546 receberam avaliação de “elevado” (11%), 479 “prata” (10%), 560 “ouro”, e como “diamante”, a avaliação mais alta, foram 397.
Outra novidade no projeto é a punição de perda de mandato para atos de improbidade cometidos por prefeitos e vereadores que causem prejuízo aos cofres públicos ou contrariem princípios da administração pública. Os políticos condenados ficariam inabilitados para exercer cargo ou função pública por até 8 anos e teriam que devolver os valores corrigidos.
A análise da proposição ainda está em fase inicial. Ela deve ser analisada pelas comissões de Administração e Serviço Público e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se passar, segue para votação no Plenário da Casa e, caso aprovada, vai para deliberação do Senado Federal e, posteriormente, para sanção presidencial.
Copiar o textoSegundo o estudo “Brasil na Era dos Minerais Críticos: Potencial, Desafios e Rotas para o Protagonismo” realizado pela PwC Brasil, o Brasil detém 23% das reservas mundiais de terras raras, mas representa apenas 1% da produção global, um contraste que revela o desafio de transformar potencial geológico em protagonismo industrial. Apesar do País ter um potencial geológico diversificado, ainda ocupa papel limitado nas cadeias de valor globais de minerais críticos, insumos essenciais à transição energética, como lítio, níquel, grafita e terras raras.
A transição energética e a corrida global por autonomia tecnológica impulsionam uma demanda sem precedentes por minerais estratégicos. Projeções da Agência Internacional de Energia (IEA) indicam que a demanda por lítio pode crescer até 42 vezes até 2040, enquanto grafita, cobalto e níquel devem registrar aumentos entre 20 e 25 vezes. Nesse cenário, o Brasil aparece como um fornecedor estratégico, com reservas expressivas de níquel, manganês, nióbio, grafita e lítio, além de uma matriz energética majoritariamente renovável. “O País tem todas as condições para se posicionar como líder global na nova economia verde, desde que avance em infraestrutura, tecnologia e regulação. A oportunidade é transformar o papel de exportador de commodities em referência em inovação e sustentabilidade”, afirma Daniel Martins, sócio e líder da indústria de Energia e Serviços de Utilidade Pública da PwC Brasil.
O estudo aponta ainda que o Brasil se concentra nas etapas de menor valor agregado, enquanto as fases de refino, transformação química e manufatura avançada permanecem pouco desenvolvidas. A diferença de retorno é expressiva, uma vez que uma tonelada de espodumênio (lítio bruto) é exportada por cerca de US$ 800, enquanto o hidróxido de lítio grau bateria pode superar US$ 8.000 por tonelada. Entre os principais gargalos estão a falta de plantas de refino, a burocracia e a ausência de uma política industrial estruturada, de acordo com o estudo da PwC. Por outro lado, o Brasil possui vantagens competitivas como a estabilidade institucional relativa, a base mineral diversificada e a experiência consolidada em setores eletrointensivos, que podem ser articulados à nova cadeia de valor dos minerais críticos.
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) estima R$ 100 bilhões em investimentos entre 2025 e 2029 e o relatório destaca projetos que quadruplicaram a produção na região de Minas Gerais e investimentos para ampliação da capacidade produtiva. O mercado de fusões e aquisições (M&A) também reflete o interesse crescente no tema. Segundo o estudo da PwC Brasil, as transações no setor de mineração no Brasil cresceram, em média, 26% ao ano entre 2021 e 2024, impulsionadas pela busca global por minerais estratégicos. O relatório da PwC Brasil propõe um conjunto de estratégias para que o Brasil converta potencial em liderança global, como a criação de polos industriais de refino e manufatura, ampliação de linhas de financiamento específicas (BNDES, Finep), regulação estável e parcerias internacionais com países como EUA, Alemanha e Japão.
Copiar o textoO Brasil foi um dos países que mais se destacaram no FMF (Future Minerals Forum) 2026, realizado em Riade, na Arábia Saudita, de 13 a 15 de janeiro, participando com uma delegação de mais de 60 pessoas, que incluiu representantes de governo, de empresas de mineração, investidores e prestadores de serviços.
De acordo com Carlo Pereira CEO da GIN Capital, empresa que organizou a participação brasileira no evento, além de empresas como Vale e Sigma Lithium, chamou atenção este ano o grande número de junior companies como Meteoric, Viridis e St. George, dentre outras, que buscam investidores para seus empreendimentos, sobretudo no universo das terras raras.
Veja detalhes da participação brasileira na entrevista a seguir.
BRASIL MINERAL - Como avalia a participação brasileira no FMF 2026?
CARLO PEREIRA - Em 2025, o FMF fez um esforço específico para trazer brasileiros — organizações, imprensa, executivos. Por isso, o número de participantes foi maior naquela edição. Mas este ano a participação foi qualitativamente diferente: mais estratégica, mais focada. Foram cerca de 60 brasileiros, entre representantes do governo, empresas de mineração, investidores e prestadores de serviços.
Houve participação de “habitués” como a Vale — cujo CEO Gustavo Pimenta foi speaker — e a Sigma Lithium, com a sua CEO Ana Cabral também na programação. Porém, o que chamou atenção foi o grande número de junior companies brasileiras, como a Meteoric Resources, a Viridis e a St. George, entre outras. Essas empresas estão na linha de frente dos projetos de terras raras no Brasil, especialmente no complexo alcalino de Poços de Caldas.
Um ponto importante: não foram apenas mineradoras. Empresas de serviços geológicos brasileiras, como a Geosol, estão estabelecendo escritórios na Arábia Saudita. Isso demonstra que o setor brasileiro está entendendo que a presença local é fundamental para capturar oportunidades no Reino.
Brasileiros participaram de vários painéis ao longo da semana. Houve uma mesa focada na América Latina, co-liderada pelo FMF e pelo Banco Mundial, para discutir modelos de financiamento de infraestrutura para mineração na região — incluindo os dois corredores de infraestrutura identificados na América Latina, parte de um total de sete corredores globais priorizados pelo FMF.
E houve um painel específico sobre o Brasil, que tive a honra de liderar, com participação de Ricardo Fonseca (Sócio e Head de Mineração da Prisma Capital), Marcelo Carvalho (CEO da Meteoric Resources), Eduardo Gamma (Head de Ouro do Ouribank) e Klaus Petersen (Country Manager da Viridis no Brasil). Nesse painel, foram apresentados os cinco pilares que tornam o Brasil um parceiro estratégico para a Arábia Saudita:
BRASIL MINERAL - Quais empresas e organizações governamentais formaram a delegação brasileira?
CARLO - A delegação brasileira foi compacta, mas qualificada — cerca de 60 pessoas. Do lado governamental, o destaque foi o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que participou ativamente da Mesa Ministerial — a maior reunião ministerial sobre minerais do mundo, com mais de 100 países representados — e assinou o MoU com a Arábia Saudita. O Ministro também teve reuniões bilaterais com o Príncipe Abdulaziz bin Salman, Ministro de Energia saudita, para discutir colaboração em eletricidade, renováveis, óleo e gás, e intercâmbio técnico.
No setor privado, tivemos presença de grandes players como a Vale e J&F, além de uma forte representação de junior companies focadas em terras raras e minerais críticos — Meteoric Resources, Viridis Mining, St. George. Do lado financeiro, participaram representantes do Ouribank e da Prisma Capital, que estão estruturando veículos de investimento para mineração.
Um movimento interessante foi a presença de empresas de serviços geológicos, como a Geosol, que estão estabelecendo operações na Arábia Saudita. Isso reflete o entendimento de que, para capturar oportunidades no Reino, presença local é condição sine qua non. Além de alguns investidores, como a GIN Capital.
BRASIL MINERAL - Que resultados o Brasil alcançou com a participação este ano?
CARLO - Entendo que o principal resultado, fruto de uma participação mais qualificada, foi a aproximação concreta com a Arábia Saudita, que planeja investir mais de 30 bilhões de dólares em mineração nos próximos anos.
O grande marco foi a assinatura do Memorando de Entendimento entre o Ministério de Minas e Energia do Brasil e o Ministério de Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita. O acordo, válido por cinco anos, prevê cooperação técnica em geologia, exploração, mineração e avaliação mineral, além de intercâmbio de especialistas, programas de treinamento e compartilhamento de tecnologia. Mais importante: o MoU também contempla a possibilidade de investimentos privados de ambos os países em licenças de exploração e mineração, e fala explicitamente em uma “Aliança Brasil-Arábia Saudita para Investimentos em Mineração”.
Ficou evidente, durante o evento, a estratégia saudita para mineração, que está totalmente alinhada com três pilares da Visão 2030: transição energética, defesa e inteligência artificial. Os sauditas não estão interessados em minério pelo minério. Eles querem os minerais críticos que alimentam baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, semicondutores e sistemas de defesa. Terras raras, lítio, cobre, grafita — tudo isso está no radar porque são insumos estratégicos para essas três verticais.
Mas vale lembrar: os sauditas são relacionais. Além de bons projetos, é necessário presença frequente no país e contato constante. Portanto, não acredito que contratos tenham sido fechados nesta semana. Porém, contatos foram firmados e certamente nos próximos meses acontecerão anúncios de coinvestimentos. A porta está aberta.
BRASIL MINERAL -- Além do acordo firmado pelo Ministério de Minas e Energia do Brasil e a contraparte da Arábia Saudita, houve algum outro?
CARLO -- O FMF é tradicionalmente utilizado para a construção e assinatura de vários acordos. Este ano não foi diferente. Ainda não divulgaram o balanço completo de 2026, mas ao longo dos dias foram anunciados diversos MoUs significativos.
No primeiro dia (13 de janeiro), a Arábia Saudita assinou memorandos de cooperação em recursos minerais com três países: Brasil, Canadá e Chile. O acordo com o Canadá foi acompanhado de uma parceria concreta: a Northern Graphite canadense e o grupo saudita Obeikan anunciaram a construção de uma planta de processamento de materiais anódicos para baterias na Arábia Saudita — exemplo perfeito do modelo saudita de “invisto, mas processa aqui”.
A Mesa Ministerial desta edição foi a maior da história, com representantes de mais de 100 países (incluindo todos os membros do G20) e 59 organizações multilaterais. Um resultado institucional importante foi o anúncio do Grupo Ministerial Permanente de Direção, com 19 países em sistema de rodízio, para dar continuidade às iniciativas do FMF. Além disso, o Banco Mundial, através da Vice-Presidente de Infraestrutura, Valerie Levkoff, apresentou sua nova estratégia de minerais para apoiar países fornecedores, com foco nos sete corredores de infraestrutura prioritários.
Para referência: na edição de 2025, o FMF havia facilitado 126 acordos avaliados em 107 bilhões de riais sauditas (aproximadamente US$ 28,5 bilhões).
BRASIL MINERAL - Quais as possibilidades reais de que as empresas brasileiras atraiam investidores para seus empreendimentos a partir da participação no FMF?
CARLO - As possibilidades são reais, mas é preciso entender a lógica saudita. Os sauditas não vão investir simplesmente pensando no retorno financeiro. A Arábia Saudita revisou suas prioridades dentro da Visão 2030. A estratégia para mineração ficou muito clara no FMF: eles buscam minerais críticos que alimentem três setores prioritários — transição energética, defesa e inteligência artificial. Eles continuarão investindo em setores estratégicos, mesmo em outros países, mas desde que parte da cadeia de valor seja no Reino.
Por exemplo: podem investir em minério de ferro desde que haja uma contrapartida do parceiro e a pelotização seja feita na Arábia Saudita. Ou a extração de terras raras pode acontecer no Brasil, mas a separação ou metalização deve ser feita em terras sauditas.
Ou seja, todas as conversas das empresas que foram ao FMF foram promissoras, mas com essas premissas claras. O modelo canadense ilustra bem isso: a Northern Graphite firmou parceria com a Obeikan para processar grafita na Arábia Saudita, não no Canadá.
Além disso, é necessário ter contatos e relacionamento local. A cultura árabe não é transacional, é relacional. E os sauditas são ainda mais assim. Por isso é tão relevante que empresas brasileiras de serviços, como a GeoSol, estejam estabelecendo escritórios no Reino. Quem quer fazer negócio com saudita precisa estar lá, com frequência, construindo confiança.
Empresas que foram ao FMF com projetos sólidos — como a Viridis com o projeto Colossus, a Meteoric com Caldeira, ou mesmo projetos de ouro como os apresentados pelo Ouribank — saíram com portas abertas. Mas fechar negócio requer presença constante, paciência e disposição para adaptar a estrutura do projeto às prioridades estratégicas do Reino.
O Brasil tem o que a Arábia Saudita busca: diversificação, minerais críticos para a transição energética, credenciais ESG naturais, e escala. Somos o segundo maior detentor de reservas de terras raras do mundo, com apenas 23% do subsolo mapeado. O FMF é o palco onde essas vantagens se conectam diretamente ao capital global e às decisões geopolíticas que estão redesenhando as cadeias produtivas mundiais. A GIN Capital levou um portfólio de projetos que foi muito bem recebido por instâncias governamentais sauditas, investidores institucionais e family offices. Saímos de Riade com reuniões já agendadas para dar seguimento às conversas. (Por: Francisco Alves)
Copiar o textoO Serviço Geológico do Brasil (SGB) acaba de lançar um novo estudo com informações inéditas e atualizadas sobre os recursos minerais destinados à construção civil na Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina (RIDEGT). A publicação reúne informações de mais de 100 ocorrências minerais e indica novas áreas promissoras com condições favoráveis para aproveitamento econômico. Além disso, o estudo traz mapas geológicos e de potencial mineral elaborados para a região.
O trabalho mostra resultados de levantamentos de campo sistemáticos, análises laboratoriais e integração de dados em Sistema de Informações Geográficas (SIG), o que permite uma visão abrangente do potencial mineral da região. “Mesmo diante da intensa ocupação do solo e da competição por áreas, o trabalho demonstra que ainda existe um expressivo potencial mineral para insumos da construção civil, capaz de atender à demanda regional de forma técnica e planejada”, explicam as pesquisadoras do SGB Angélica Batista e Klaryanna Alcântara, autoras do estudo.
A região do RIDEGT tem ocorrências de areia, argila, brita, saibro, cascalho e arenito silicificado. As pesquisadoras apontam o diferencial do Informe de Recursos Minerais (IRM) - Materiais de Construção da Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina está em consolidar e qualificar esse conhecimento. “O IRM organiza, qualifica e atualiza esse conhecimento, associando as ocorrências ao contexto geológico regional, avaliando o potencial real dos depósitos e indicando novas áreas promissoras, o que não existia de forma integrada para toda a RIDEGT”, afirmam.
Os dados da publicação permitem saber detalhes sobre a qualidade e aplicabilidade dos insumos e, entre os destaques, está o potencial da RIDEGT para arenitos silicificados usados para a confecção de paralelepípedos. As propriedades físicas e mecânicas desses arenitos, como elevada resistência, baixa porosidade e alta durabilidade, tornam o recurso uma alternativa regional estratégica, com impactos positivos na redução de custos logísticos, na geração de emprego local e no fortalecimento da cadeia produtiva da construção civil. Outro ponto relevante é a identificação e delimitação de oito áreas com condições favoráveis ao aproveitamento mineral, considerando o potencial geológico e também restrições ambientais, áreas urbanizadas e riscos geológicos. Essa abordagem reforça a importância do estudo para o planejamento territorial e a tomada de decisão, apoiando o desenvolvimento regional sustentável do estado do Piauí. Os dados do IRM da região piauiense estão disponíveis aqui.
Copiar o texto
Baixar áudioA primeira parcela de janeiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi repassada às prefeituras na sexta-feira (9). Ao todo, os municípios partilham cerca de R$ 6 bilhões, valor aproximadamente 7% maior do que o transferido no mesmo decêndio de 2025.
O especialista em orçamento público, Cesar Lima, reforça que, apesar do avanço e das boas perspectivas para 2026, é fundamental que os gestores municipais ajam com cautela e apliquem os recursos de forma eficiente. Segundo ele, muitos municípios ainda enfrentam um cenário de endividamento, com dificuldades para manter a folha de pagamento e as despesas com fornecedores em dia.
“Esses valores se referem a uma arrecadação realizada nos últimos dez dias de 2025. Eles chegam em um bom momento, já que vários municípios enfrentam dificuldades até mesmo para o pagamento da folha salarial dos seus funcionários, e esse recurso pode ajudar a atravessar esse período”, destaca.
“Além de poder ser utilizado para o pagamento da folha salarial, o FPM também pode servir para quitar dívidas que, eventualmente, não foram pagas em 2025 e ficaram para 2026. Como há um resultado melhor do que o registrado em janeiro do ano passado, isso pode trazer algum alívio e permitir um certo ajuste das contas dos municípios com seus fornecedores”, complementa Lima.
Um levantamento divulgado no fim do ano passado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), aponta que 1.202 prefeituras (28,8%) enfrentam atrasos no pagamento de fornecedores. O estudo também indica que a escassez de recursos tem reflexos adicionais nas contas públicas. Segundo a CNM, 1.293 prefeituras (31%) empurraram despesas de 2025 para 2026 sem a devida previsão orçamentária, configurando os chamados restos a pagar.
No Sudeste, os municípios do estado de São Paulo concentram o maior volume de recursos entre todas as regiões do país, com um total de R$ 748 milhões. Entre as cidades beneficiadas estão Jundiaí, Itaquaquecetuba e Guarujá.
Na Região Centro-Oeste, Goiás é o estado com o maior repasse. Os municípios goianos vão dividir cerca de R$ 195 milhões, destinados a cidades como Caldas Novas, Catalão e Itumbiara.
PPPs em saneamento podem levar R$ 20,3 bilhões a mais de 470 municípios em 2026
Mercado de energia limpa avança no campo e ajuda produtores a economizar
No Norte do país, o Pará lidera o recebimento, com aproximadamente R$ 172 milhões, que serão distribuídos entre municípios como Paragominas, Redenção e Tucuruí.
Já no Nordeste, a Bahia é o estado que receberá o maior montante, com mais de R$ 486 milhões. Entre as cidades beneficiadas estão Juazeiro, Jequié e Ilhéus.
No Sul, o destaque é o Rio Grande do Sul, cujos municípios vão partilhar mais de R$ 383 milhões. Entre as cidades com maiores repasses, estão Alegrete, Bagé e Bento Gonçalves.
Até o último dia 7 de janeiro, apenas o município de Dom Silvério (MG) estava com o repasse do FPM bloqueado, segundo informações do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi).
De acordo com o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diversos motivos, como:
Considerado a principal fonte de receita de cerca de 80% dos municípios brasileiros, o FPM é um repasse previsto na Constituição Federal. Os recursos do fundo correspondem a 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
O valor recebido por cada município varia conforme o número de habitantes e é atualizado anualmente com base nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que 58 municípios terão aumento de arrecadação neste ano em razão da elevação dos coeficientes do FPM, motivada pelo crescimento das faixas populacionais.
As informações constam na Decisão Normativa nº 219/2025, que estabelece os coeficientes do FPM para 2026. Confira a lista:
Normalmente, os repasses do FPM ocorrem nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. Quando a data coincide com fim de semana ou feriado, a transferência é antecipada para o primeiro dia útil anterior.
Copiar o texto
Baixar áudioOs municípios brasileiros recebem, nesta terça-feira (30), o terceiro decêndio de dezembro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No total, os entes locais partilham R$ 5,8 bilhões. O valor representa um aumento de cerca de 3% em relação ao montante repassado no mesmo período do ano passado, quando foram distribuídos R$ 5,7 bilhões.
Ao longo de 2025, os municípios brasileiros partilharam cerca de R$ 196,2 bilhões. O montante representa aumento de 14,6% na comparação com 2024, quando os municípios receberam R$ 171,2 bilhões.
O especialista em orçamento público, Cesar Lima, destaca que o avanço nos repasses ao longo de 2025 em relação ao ano anterior foi relevante para o desenvolvimento das cidades. “O que, com certeza, fez muita diferença nos cofres dos municípios”, menciona Lima.
Na Região Norte, o estado que receberá mais recursos será o Pará, com cerca de R$ 166,8 milhões. O valor será distribuído entre municípios como Ananindeua, Santarém e Barcarena.
No Sul do país, o destaque vai para o Rio Grande do Sul. Os municípios gaúchos partilham mais de R$ 369,7 milhões. Entre as cidades com maiores repasses, estão Alvorada, Caxias do Sul e Viamão.
Já no Nordeste, a Bahia lidera o recebimento de recursos, com um total superior a R$ 469,4 milhões. Entre os municípios beneficiados no estado, estão Alagoinhas e Teixeira de Freitas.
Na Região Centro-Oeste, Goiás recebe o maior repasse, com quase R$ 189 milhões destinados às cidades goianas. Entre elas estão Anápolis e Rio Verde.
No Sudeste, os municípios do estado de São Paulo concentram o maior montante de recursos entre todas as regiões. O total chega a R$ 722,2 milhões. O valor será repassado a cidades como Campinas e Limeira.
Até o dia 28 de dezembro de 2025, dois municípios estavam com o repasse do FPM bloqueado. Confira quais:
Dom Silverio (MG)
Para desbloquear o repasse, o gestor municipal deve identificar o órgão responsável pelo bloqueio, verificar o motivo da restrição e regularizar a pendência.
Lima reforça a importância dos gestores buscarem entender os motivos do bloqueio e a solucionar as pendências.
“Em relação aos municípios bloqueados é imperioso que eles procurem saber o motivo desse bloqueio, se é algum débito previdenciário ou não pagamento de algum empréstimo feito com a aval da União ou mesmo a não entrega daqueles relatórios obrigatórios pela lei de responsabilidade fiscal. Pode também ser problema no alcance dos mínimos constitucionais de saúde e educação. E para que ele consiga desbloquear esses valores ele precisa resolver o problema relativo para que este recurso caia no cofre do município”, ressalta.
Quando os municípios estão nessa condição, os recursos não são perdidos de forma definitiva. Os valores permanecem apenas congelados até que a situação seja resolvida.
O Fundo de Participação dos Municípios é um repasse previsto na Constituição Federal. Os recursos que compõem o fundo correspondem a 22,5% da arrecadação da União com o Imposto de Renda (IR) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
O valor destinado a cada município é alterado conforme o número de habitantes e é atualizado ano a ano baseado nos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Copiar o texto

Ranking ABES 2025 mostra que menos de 3% das cidades analisadas atingiram o nível mais avançado, enquanto a maioria está longe da cobertura plena
Grupo de cidades envia quase 5 mil toneladas de lixo por dia para aterros licenciados ou autorizados. O volume corresponde a 72% de todos os resíduos sólidos urbanos gerados em Goiás, segundo levantamento da Semad
Boletim da Fiocruz aponta aumenta das hospitalizações por SRAG no Amazonas e no Acre; vacinação já começou na região
Boletim da Fiocruz aponta alta das hospitalizações no Nordeste e reforça importância da vacinação
Índice voltou a renovar a máxima histórica intradia durante a sessão, apoiado por ‘pesos pesados’ e pela fuga de capital estrangeiro para o país
O preço do suíno vivo apresenta estabilidade em MG, RS e SP; o frango resfriado e o congelado apresentam estabilidade
Sessão conjunta em 2 de fevereiro marca prioridades do Executivo e rito tradicional no Legislativo
Proposta em análise na Câmara dos Deputados imputa crime de responsabilidade para gestores municipais que falharem em deixar dados disponíveis na internet
Fiocruz recomenda vacinação nessas regiões, enquanto o cenário nacional é de estabilidade
Resolução do Cofen detalha regras, amplia rastreabilidade e reforça a prescrição baseada em protocolos no SUS e na rede privada
No Rio Grande do Sul, o tempo permanece aberto e estável, com poucas nuvens desde o litoral até o interior do estado, sem previsão de chuva ao longo do dia
Em Mato Grosso, as chuvas mais intensas atingem municípios da região médio-norte e noroeste do estado. Há previsão de pancadas de chuva fortes em Porto dos Gaúchos, Brasnorte e Nova Maringá, com possibilidade de trovoadas
O preço do café arábica volta a cair, enquanto o açúcar apresenta reajustes
A soja apresenta baixa no Paraná e em Paranaguá; o trigo sofre reajustes
LOC.: O preço do café arábica abre esta sexta-feira (23) em baixa de 1,31%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 2.107,84 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve queda de 0,54% no preço, sendo comercializado a R$ 1.276,76.
Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve desvalorização de 0,07% e é cotada a R$ 104,59.
Em Santos (SP), a mercadoria teve valorização de 0,04%, sendo negociada a R$ 112,98 na média de preços sem impostos.
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,72, após baixa de 0,48%.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.
LOC.: O valor da saca de 60 kg da soja abre esta sexta-feira (23) em baixa, tanto no interior do Paraná quanto no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão teve desvalorização de 0,89% e é negociado a R$ 123,14; na segunda, a mercadoria teve desvalorização de 0,29% e é cotada a R$ 129,34.
O preço do trigo, por sua vez, registra desvalorização de 0,03% no Paraná e de 0,19% no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.184,94, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.051,80.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.
LOC.: O preço do boi gordo abre esta sexta-feira (23) em alta de 0,66%. A arroba é negociada a R$ 321,20, no estado de São Paulo.
Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram estabilidade, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 7,25, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,32.
A carcaça suína especial também volta a apontar estabilidade no preço, sendo negociada a R$ 11,68 por quilo nos atacados da Grande São Paulo.
O preço do suíno vivo registra estabilidade em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, desvalorização de 1,83% em Santa Catarina e valorização de 0,53% no Paraná. As mercadorias variam entre R$ 7,52 e R$ 7,92.
Os valores são do Cepea.
Reportagem, Henrique Fregonasse.