SANTARÉM (PA): Vacinação contra HPV continua baixa no município. Meninas entre 11 e 13 anos devem procurar postos de saúde

Apenas 23% das meninas entre 11 e 13 anos tomaram segunda dose da vacina contra HPV, em Santarém. Adolescentes devem procurar postos de saúde para se proteger do câncer do colo do útero 

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REPÓRTER: Meninas de 11 a 13 anos, só estão protegidas contra o HPV, vírus causador do câncer do colo do útero, depois de tomar a terceira dose da vacina. Aqui em Santarém, quase duas mil e quinhentas doses foram aplicadas. Pode parecer muito, mas representa apenas 23 por cento das adolescentes, de 11 a 13 anos. A situação do Pará é delicada, quando o assunto é câncer do colo do útero. Pesquisa feita pelo Instituto Nacional do Câncer, indica que, em 2015, cerca de mil mulheres devem ser diagnosticadas com a doença no estado. Para o diretor de Imunização, de Santarém, João Alfredo Pereira, falta conhecimento por parte dos pais sobre a gravidade da doença. Ele faz um alerta para que as adolescentes não desistam do tratamento.
 
SONORA: João Alfredo Pereira, diretor de vacinação
 
"Que todo pai e toda mãe leve sua filha enquanto há tempo, 11,12 e 13 anos. Porque depois ela não vai mais poder tomar. Não perca essa oportunidade, isso é um benefício. A melhor forma de se prevenir a doença é através dos imunes-biológicos, de vacina. Quem tiver dúvida, que procure ler sobre HPV. A vacina é segura. O Ministério da Saúde não ia colocar um produto como experiência no mercado, o ministério já põe as coisas quando tem pesquisa. Essa vacina foi cara, o custo que custou para o ministério. Então, que cada pai e cada mãe não perca essa oportunidade e leve a sua filha em um posto de vacina."
 
REPÓRTER: A campanha de vacinação contra o HPV pretende imunizar cerca de, cinco milhões de meninas entre 11 e 13 anos, em todo país. De acordo com o ginecologista, Olímpio Ferreira de Almeida, do Instituto Nacional do Câncer, a falta de conhecimento sobre os males causados pelo vírus HPV dificulta a imunização nas adolescentes. Ele afirma que, a população precisa de informação clara sobre a doença e deixa um recado para os pais quanto aos efeitos da vacina.
 
SONORA: Médico, Olímpio Ferreira de Almeida
 
“A vacina, ela não tem problema, não faz mal. Os efeitos que ela tem são mais de fundo emocional. Às vezes, tem pacientes que só o fato de aparecer sangue, ela desmaia. Esses efeitos, que saem às vezes na imprensa, que poderiam ser associados à vacina, não existem. A vacina não dá efeitos colaterais. O máximo que ela dá é dor local ou alguma vermelhidão local. E isso aí, todas as vacinas podem produzir esses efeitos.”
 
REPÓRTER: Outra medida importante na prevenção contra o câncer do colo do útero é a realização do exame papanicolau, pelas mulheres em idade adulta. O Ministério da Saúde espera vacinar cerca de, cinco milhões de meninas entre 11 e 13 anos.

Reportagem, Rodrigo Santos

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