RIO DE JANEIRO: Estado não bateu meta de vacinação da segunda dose contra HPV

Apenas 50% por cento das meninas entre 11 e 13 anos foram imunizadas com a segunda dose da vacina que está disponível nos postos de saúde, em todo estado  

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REPÓRTER: A segunda dose da vacina contra o HPV, vírus que provoca o câncer do colo do útero foi aplicada em apenas 50 por cento das meninas de 11 a 13 anos do Rio de Janeiro. O número é inferior ao da primeira fase da campanha, onde o estado ultrapassou a meta estipulada pelo Ministério da Saúde e chegou a mais de 88 por cento de cobertura.Tomar a vacina na adolescência, segundo o órgão, é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer de colo de útero.De acordo com estudos, duzentas e 70 mil mulheres, no mundo, morrem devido à doença. Neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima o surgimento de 15 mil novos casos no Brasil – 1340 apenas no estado fluminense. O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, alerta para as meninas a importância da vacina para saúde.
 
SONORA: Superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe
 
“Hoje, o Brasil fez um grande investimento. Incorporou essa vacina. Ela está disponível na rede pública de saúde. Então, é importante que as pessoas procurem os postos de saúde para se vacinarem para que garantam a efetividade da vacinação. Não é possível garantir uma eficácia de longo prazo se as três doses não forem tomadas. Então é importante que as mães conversem com as crianças e que efetivamente levem os seus filhos para vacinar e para se proteger contra uma doença que no futuro pode causar grandes problemas para a saúde”.
 
REPÓRTER: O Ministério da Saúde recomenda aos governadores, prefeitos e gestores municipais e estaduais da Saúde e da Educação adotarem a estratégia de vacinação contra o HPV nas escolas. Isso porque o público adolescente não costuma ir aos postos de saúde – mesmo que continuem a aplicar as doses. O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, reforça aos pais e meninas de 11 a 13 anos que não há motivos para terem receio, já que a vacina é segura.
 
SONORA: secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde – Jarbas Barbosa
 
“Vale lembrar que essa vacina já é usada em mais de 100 países do mundo. Essa vacina tem mais de 50 milhões de doses aplicadas na Europa, nos Estados Unidos. É recomendada, essa vacina, porque é uma vacina eficaz para prevenir o câncer do colo do útero e é uma vacina segura. Nós não tivemos nenhuma reação grave associada a essa vacina no Brasil, como não houve em nenhum lugar do mundo. Há reações adversas, como em qualquer produto injetável, reações alérgicas, reações locais. Isso é infinitamente menor que os grandes benefícios que essa vacina pode produzir”.
 
REPÓRTER: Completar as doses da vacina contra o HPV é essencial para evitar no futuro o câncer do colo do útero. Segundo dados do Ministério da Saúde, a doença mata 14 mulheres por dia no Brasil. Meninas de 11 a 13 anos devem procurar o posto de saúde mais próximo para se vacinar. E é totalmente de graça.
  
Reportagem, Victor Maciel

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