Operação Segurança e Paz prende mais de 40 pessoas em 7 comunidades do Rio de Janeiro

Também foram apreendidos armas, munições, carros, motos, rádio transmissores e drogas

 

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O Rio de Janeiro amanheceu, nesta terça-feira, com mais uma operação integrada contra o crime organizado. A nova fase da Operação Segurança e Paz  prendeu mais de 40 pessoas de 7 comunidades. Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a ideia é fazer operações mais abrangentes e com melhores resultados.

"Importante dizer que, sem que se disparasse um tiro, sem que nós tivéssemos nenhuma vítima até o presente momento, esta operação resultou de modo satisfatório. Nós não vamos recuar um milímetro e, cada vez mais, nós estaremos fazendo operações mais abrangentes e com melhores resultados."

O intuito é que as tropas continuem nas comunidades até que todos os mandados de prisão sejam cumpridos pela polícia. O porta-voz do Comando Militar do Leste, coronel Roberto Itamar, falou sobre o vazamento de informações para bandidos feito por um soldado do Exército. De acordo com ele, a prisão do soldado é consequência de uma série de investigações que tem sido feitas entre as forças de segurança.

"Estas investigações acontecem e continuarão acontecendo para identificar pessoas ou procedimentos que possam comprometer o sigilo ou a obtenção do fator surpresa."

A operação reúne cerca de 6 mil homens das Polícias Civil e Militar, Polícia Federal, Forças Armadas, Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e a Agência Brasileira de Inteligência. O subsecretário de Comando e Controle, Rodrigo Alves, disse que os resultados positivos deste trabalho integrado virão com o tempo.

"Os resultados não são imediatos. Não se tem a pretensão de fazer uma operação hoje e amanhã nós sentarmos aqui e dizermos que o crime organizado acabou. Não é isso. Agora, é importante que a gente tire essas pessoas de circulação, pessoas que colocam em risco a sociedade, que tiram a paz social."

Nesta última operação foram apreendidos armas, munições, carros, motos, rádio transmissores e drogas.

Reportagem, Cintia Moreira.
 

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