MINAS GERAIS: Estado registra mais de 6,6 mil casos suspeitos de contaminação por vírus Zika

Seis mil 693 suspeitas de contaminação por vírus Zika no estado. O vírus é uma preocupação especialmente para as gestantes porque ele pode causar microcefalia no bebê quando ele ainda está na barriga da mãe.
 

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REPÓRTER: A situação de casos suspeitos de Zika é preocupante em todos os estados brasileiros. Em Minas Gerais não é diferente. Entre fevereiro e o dia 2 de abril, foram registrados seis mil 693 suspeitas de contaminação por vírus Zika no estado. A informação é do primeiro boletim sobre Zika do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira, dia 26. No Brasil, já foram notificadas mais de 91 mil e 300 suspeitas de Zika. A proporção é de aproximadamente 44,7 casos suspeitos para cada 100 mil habitantes. O vírus é uma preocupação especialmente para as gestantes porque ele pode causar microcefalia no bebê quando ele ainda está na barriga da mãe. Microcefalia é quando a cabeça de uma pessoa tem um tamanho menor do que o esperado para a idade. É uma doença sem cura e que exige cuidados permanentes. O Ministério da Saúde alerta que nem toda mulher infectada pelo Zika durante a gravidez dará à luz um bebê com microcefalia. A prevenção contra o Aedes aegypti continua sendo a melhor forma de se proteger do Zika e das outras doenças que ele transmite: a febre chikungunya e a dengue. O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, explica como o mosquito nasce e fala sobre as formas de combate ao inseto.
 
SONORA: Cláudio Maierovitch, diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde
 
“A principal forma de eliminar o mosquito Aedes aegypti, que transmite pelo menos três vírus, que são muito importantes no Brasil - vírus que causa a dengue, que causa a chikungunya e que causa zika - é evitando que o mosquito nasça evitando a proliferação dos mosquitos. O mosquito precisa de água para colocar seus ovos e para que surjam novos mosquitos. Então é importante eliminar qualquer recipiente que contenha água parada.”
 
REPÓRTER: O primeiro caso de infecção pelo Zika contraído dentro do Brasil foi confirmado em abril de 2015, na cidade de Camaçari, na Bahia. Por isso, estados e municípios estão intensificando as ações de combate ao Aedes, inclusive com visitas a imóveis feitas por agentes de saúde e endemias. Como não há vacina contra o Zika, a maior continua sendo mesmo a prevenção. O coordenador de Mobilização Social da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, Joney Fonseca, reforça o cuidado que todos devem manter.
 
SONORA: Joney Fonseca, coordenador de mobilização social da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais
 
“Temos que fazer a prevenção. Vamos olhar se tem água parada, se tem pratinho de planta com água parada, se tem lixo exposto no quintal. Ou seja, aquelas informações que nós já conhecemos, mas às vezes, não pomos em prática”.
 
REPÓRTER: Para saber mais sobre dengue, chikungunya e Zika, acesse o site do Ministério da Saúde. O endereço é: combateaedes.saude.gov.br
 

 

Reportagem, Karina Chagas

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