HPV: Natal, Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante em mobilização para vacinar meninas contra o vírus

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TEC: Trilha (BG).
 
LOC: As quatro maiores cidades do Rio Grande do Norte estão mobilizadas para aplicar a segunda dose da vacina contra o Papiloma Vírus Humano, HPV, em meninas com idades entre 9 e 11 anos. E a expectativa, nesses municípios, é melhorar as taxas de vacinação registradas na primeira fase da ação, que ocorre desde março, nas Unidades Básicas de Saúde do SUS e em escolas.O município de Natal está com a vacinação baixa. De acordo com o Ministério da Saúde, a capital do Rio Grande do Norte protegeu apenas 22 por cento das meninas na faixa etária, durante a primeira fase da vacinação.
 
TEC: Sobe e desce BG.
 
LOC: O vírus HPV é o principal causador do câncer do colo do útero, doença que mata mais de cinco mil mulheres por ano no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o Inca. Por isso, é importante que todas as jovens que já tomaram a primeira dose da vacina voltem aos postos de saúde para tomar a segunda.  A coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Natal, Aline Bezerra, pede para que as famílias procurem saber mais sobre os benefícios da vacina e não deixem de levar as garotas para se vacinarem.
 
TEC: coordenadora de vigilância epidemiológica de Natal, Aline Bezerra.
 
“Isso é bastante motivador. Essa geração que está sendo vacinada pode ser a primeira geração livre do HPV. Que a vacina pode prevenir o aparecimento do HPV que é um dos principais causadores de câncer de colo de útero em até 70%. Então, a gente convida os pais, as meninas que estão escutando, que conversem dentro de casa “olha eu to na idade”, “olha eu ouvi falar” e procurar a unidade mais próxima. E as unidades de saúde, que sintam essa necessidade de ir para dentro das escolas, que se articulem com esses equipamentos rastreais”.
 
 
 LOC: A dona de Casa,Gilvanice Maria da Silva, foi diagnosticada com câncer do colo do útero há um ano e saiu de Recife, onde morava, para buscar tratamento em Natal. A neta de Gilvanice, Gisele de nove anos, conta que a avó insiste para que ela tome a vacina contra o HPV e não deixe de se proteger enquanto há tempo. 
 
TEC: Neta de Gilvanice Maria da Silva, Gisele.
 
“Você tem que cuidar muito bem, você tem que tomar injeção também. E também ter força e não ter medo e também para quando crescer ter um futuro melhor sem tiver doença, saudável”.
 
TEC: Sobe e desce BG.
LOC: Em Mossoró, segunda cidade mais populosa do estado, todos os postos de saúde da cidade já estão com as duas doses da vacina disponíveis e os agentes devem ir às escolas para imunizar as garotas nas salas de aulas, como espera a gerente de Vigilância em Saúde do município, Geizarelle Soares.
 
TEC: gerente da vigilância da saúde de Mossoró, Geizarelle Soares.
 
“De início, a gente está com todas as salas de vacina abertas durante todo o ano para estarem recebendo essas meninas, entretanto a gente já está fechando o cronograma com as escolas da rede pública e da rede privada, para que as equipes do PSS (Projeto Saúde nas Escolas) estejam visitando, imunizando essas crianças também nas escolas que é onde encontra o nosso público alvo”.
 
LOC: Assim como Natal e Mossoró, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante também trabalham superar os índices registrados na primeira fase. Em Parnamirim, terceira maior cidade do estado, foram vacinadas apenas 40 por cento das meninas. Em São Gonçalo do Amarante, a quarta mais populosa, o índice foi um pouco maior: 52 por cento das jovens receberam a primeira dose da vacina.
 
TEC: Sobe e desce BG.
 
LOC: É importante lembrar que a vacina funciona melhor para aquelas mulheres que ainda não tiveram contato com o vírus, de preferência para aquelas que ainda não tiverem iniciado as atividades sexuais. É por isso que as vacinas são oferecidas apenas para as meninas de 9 a 13 anos de idade, como explica a presidente da Associação Brasileira de Imunização, Isabella Ballalai.
 
TEC: Isabella Ballalai, presidente da Assossiação Brasileira de Imunização.
 
“As meninas com menos de 15 anos, elas respondem muito melhor à vacina, por conta do sistema imunológico delas ser melhor do que o das mais velhas. Então para elas, a gente faz as três doses em cinco anos. Para as mais velhas, e para as mulheres, são necessárias três doses no intervalo de seis meses, em seis meses essa pessoa toma as três doses.”
 
TEC: Sobe e desce BG.
 
LOC: A vacina contra o HPV foi introduzida no calendário nacional de vacinação no ano passado para atender meninas de 11 a 13 anos de idade. Este ano, o Ministério da Saúde está priorizando a vacinação de crianças e adolescentes de 9 a 11 anos. As meninas e adolescentes com 12 e 13 anos, que ainda não tomaram a primeira ou a segunda dose, também devem procurar as unidades de saúde para atualizarem o cartão de vacinação. A criança ou a adolescente deve tomar três doses para completar a proteção. Quem tomou a primeira dose deve agora tomar a segunda dose, administrada seis meses depois da primeira e, a terceira cinco anos após a primeira dose. A meta do Ministério da Saúde é de que até o final do ano, 80 por cento das meninas com idade entre 9 e 11 anos estejam vacinadas. Se você é mãe, pai ou responsável por meninas nesta idade leve-as a uma Unidade de Saúde. Não se esqueça do cartão de vacinação. A vacina é o único meio de garantir a proteção contra o HPV pelo resto da vida. Obtenha mais informações sobre a vacina contra o câncer do colo do útero e o HPV em uma unidade de saúde mais próxima de sua casa e no portal do Ministério da Saúde na Internet, www.saude.gov.br/hpv.

TEC: Encerra trilha (BG).
 
 

 

 

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