CIPÓ (BA): Município não alcança meta de vacinação contra o vírus HPV. Índice está em menos de 23%

De acordo com o Ministério da Saúde menos de 23% das meninas entre 11 e 13 anos foram vacinadas.

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REPÓRTER: Segundo Instituo Nacional do Câncer, o vírus HPV é a principal causa de câncer do colo do útero. Por isso, o Ministério da Saúde implantou no calendário vacinal, a dose contra o vírus HPV para diminuir o alto índice da doença. O Ministério iniciou a campanha de vacinação contra o vírus em 2014 com a primeira dose. A segunda dose da vacina está disponível para a população de Cipó desde setembro do ano passado, mas a procura pela vacina foi baixa. Informações erradas sobre possíveis efeitos colaterais da vacina foram veiculados em jornais de todo o Brasil e assustaram os pais das meninas entre 11 e 13 anos do município. Dados do Ministério apontam que menos de 23% das adolescentes de Cipó, foram imunizadas. A meta do Ministério da Saúde é vacinar no mínimo 75% das jovens da região. O diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, explica os possíveis efeitos colaterais da vacina contra o vírus HPV.  

 
SONORA:Diretor de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch.
"Qualquer vacina, por ser uma injeção, ela pode produzir efeito colateral. Qualquer injeção pode produzir algum tipo de reação inflamatória no local de aplicação. Pode ficar um pouco vermelho, pode ficar um pouco dolorido, no entanto isso não representa qualquer gravidade. Assim como qualquer injeção pode provocar a reação em quem não gosta, em quem tem medo ou em quem reage a tomar injeção. Pode ser uma reação de dor, pode ser uma reação de nervosismo, pode até ser uma reação de desmaio, que aconteceria com qualquer injeção, e não por ser uma injeção que contém a vacina contra o HPV”.
 
REPÓRTER: De acordo com o Ministério da Saúde, a vacinação contra o vírus HPV tem três etapas. Após a aplicação da primeira dose, a menina deve tomar a segunda dose seis meses depois. A terceira dose, que é o reforço, tem que ser aplicada cinco anos depois. O Ministério pondera que somente com as três doses, a proteção vai estar completa. Os pais das meninas entre 11 e 13 anos precisam estar cientes da importância da vacina contra o vírus HPV. A aplicação é segura e não dói.As adolescentes podem procurar qualquer uma das seis unidades de saúde espalhadas pelo município.As unidades estão abertas a população de segunda a sexta-feira, entre oito da manhã e cinco da tarde. As jovens não precisam da autorização dos pais para tomar a vacina. Mas é necessário que elas levem o cartão de vacinação ou um documento com foto.
Com colaboração de Guilherme Pesqueira. Reportagem, Henrique Carmo

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