ATLETISMO: Rodrigo Parreira superou muitos desafios até chegar às Paralimpíadas

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REPÓRTER: Rodrigo Parreira chegou muito perto de conquistar o lugar mais alto do pódio nesta segunda-feira (12). O brasileiro conseguiu a melhor marca do ano no salto em distância e igualou o recorde paralímpico, ao pular 5 metros e 62 na classe T36, para atletas com paralisia cerebral. Apesar do esforço, o australiano Brayden Davidson levou a melhor no critério de desempate e levou o ouro. Rodrigo, emocionado, conquistou mais uma prata para o Brasil.
 
SONORA: Rodrigo Parreira, atleta paralímpico
“Foi uma prova bem difícil, bastante acirrada. Foi até empate. Teve que desempatar o segundo melhor salto.  Foi uma prova bem acirrada até o final. Eu vim aqui para fazer o meu melhor. Eu bati o recorde paralímpico, fiquei com a prata e estou feliz demais. Eu poderia até ficar em último, mas bati o recorde paralímpico e fiz minha melhor marca do ano. Eu poderia ficar em último, que não faria diferença para mim”.  
 
REPÓRTER: Rodrigo nasceu na cidade de Rio Verde, no interior de Goiás. Quando ainda estava grávida, a mãe dele sofreu uma queda, o que causou a paralisia cerebral no atleta. Ainda criança, os médicos davam poucos dias de vida para ele, mas a família nunca desistiu. Eles se mudaram para Uberlândia, em Minas Gerais, e buscaram tratamento. Rodrigo lutou muito para superar as dificuldades. Ele ainda não sabe como vai comemorar a vitória de hoje, mas pretende continuar treinando muito, para levar o ouro em Tóquio-2020.
 
SONORA: Rodrigo Parreira, atleta paralímpico
“Eu não tenho nem ideia de como vou celebrar essa conquista. A minha cidade ainda não tinha medalhista paralímpico e eu estou levando duas medalhas, uma de bronze e uma de prata. Podia até sair o ouro, mas não saiu. Em Tóquio, no Japão, com certeza vai sair. Eu vou trabalhar para isso".  
 
REPÓRTER: As provas do atletismo terminam no domingo, dia 18, com as maratonas masculina e feminina, que acontecem no Forte de Copacabana.
 
Reportagem, Bruna Goularte. Colaborou João Paulo Machado, do Rio de Janeiro.
 

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