Foto: IBRAM
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Exportações do setor de rochas ornamentais crescem 17% no primeiro semestre

Esse é o melhor resultado nos últimos cinco anos; principais destinos das rochas ornamentais brasileiras são EUA, China e Itália.


O Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais (Centrorochas) assinou convênio setorial com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para promoção das rochas brasileiras no mercado internacional. A medida visa impulsionar mais ainda o bom desempenho do setor, que no primeiro semestre de 2021 obteve faturamento de US$ 572 milhões – o melhor resultado nos últimos cinco anos. 

Se consideramos apenas os três últimos anos, do período pré-pandemia aos dias atuais, o segmento registrou alta. Em 2019, o Brasil fechou o primeiro semestre com faturamento de US$ 489 milhões. Em 2020, no auge pandemia e indefinição dos mercados, o faturamento caiu para US$ 397 milhões. No entanto, de janeiro a junho deste ano, ainda com restrições, mas com a economia dando sinais de recuperação, o setor registrou alta de quase 17% no faturamento com as exportações.

Os principais destinos das rochas ornamentais brasileiras são os mercados dos Estados Unidos, China e Itália. Entre esses países, o mercado americano consome prioritariamente rochas manufaturas (chapas), enquanto no mercado chinês e italiano as rochas brutas (blocos) são as preferidas.

No Brasil, a região Sudeste responde por 93% das exportações nacionais. Espírito Santo (82%) e Minas Gerais (11%) se destacam entre os maiores estados exportadores, seguidos pelo Ceará (2%) e Bahia (1%).

Nos últimos dois anos, considerando o faturamento com as exportações no primeiro semestre, o Ceará computou aumento de 35% referente ao envio de rochas ornamentais para o mercado internacional. Em 2019, o estado obteve receita de US$ 10 milhões contra US$ 14 milhões neste ano.

No mesmo período, o Espírito Santo, maior produtor e exportador e que conta com atuação mais consolidada no mercado mundial, viu seu faturamento subir 17% (foram US$ 399 milhões em 2019, contra US$ 471 em 2021).

Já Minas Gerais contabilizou alta de 15% (U$S 54 milhões em 2019 e US$ 63 milhões em 2021).

De acordo com as projeções apontadas no convênio setorial It’s Natural – Brazilian Natural Stone, firmado entre o Centrorochas e a Apex-Brasil, o setor de rochas brasileiro espera crescer 4,2% em 2021 em relação ao ano passado. Segundo dados do Secex (fevereiro/2021), o segmento registrou US$ 987 milhões em faturamento em 2020 e espera, com base nas projeções, fechar 2021 com um montante de US$ 1,029 bilhão.

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