Economia - undefined·03 de março de 2016

ECONOMIA: PIB encerra 2015 com retração de 3,8%, maior queda em 25 anos

<div><i>Em valores correntes, o PIB fechou o ano passado em 5 trilh&otilde;es e 904 bilh&otilde;es de Reais</i></div>

Por Agência do Rádio
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ECONOMIA: A economia brasileira encerrou 2015 em queda. O Produto Interno Bruto, PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país encolheu, no ano passado, 3,8 por cento. Essa é a maior queda registrada pelo PIB em 25 anos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE.  Em valores correntes, o PIB fechou o ano passado em cinco trilhões e 904 bilhões de Reais. Para o economista, Luiz Alberto Machado, conselheiro do Conselho Federal de Economia, o Cofecon, o resultado ruim da economia em 2015 já era esperado. Ele explica que o Brasil vive hoje, um quadro de estagflação.

SONORA
: Luiz Alberto Machado, conselheiro do Cofecon.

“Bom , eu estou escrevendo um artigo que o titulo é: Crônica de um desastre anunciado, então não há surpresa nenhuma,  então é um péssimo resultado. Se a gente combinar com uma inflação de mais de 10 por cento, de 10,61 é o pior quadro que os economistas conseguem considerar. A gente chama de estagflação, que é a economia estagnada, no caso pior que estagnada, andando para trás, com inflação elevada. Isso tem um efeito terrível para a sociedade.”

REPÓRTER
: De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, a indústria teve uma queda significativa, de 6,2 por cento. O setor de serviços também caiu, uma retração de 2,7 por cento.  Para o economista Flávio Basílio, professor da Universidade de Brasília, os resultados da economia brasileira e principalmente a retração do setor industrial podem ser explicadas por vários motivos, muitos deles, externos.

SONORA
: Flávio Basílio, professor da Universidade de Brasília

”A economia Brasileira ela tem um problema de competitividade, desde 2003 nós temos um processo muito forte de apreciação do cambio. A gente tem o fim do “boom” de commodities, nós temos uma retração da atividade econômica na china. A questão da Europa ainda não está endereçada e a gente tem incertezas importantes em relação aos países emergentes, isso não é só o Brasil.”

REPÓRTER
: A queda do PIB brasileiro foi suavizada pelo setor agropecuário que teve uma alta de 1,8 por cento em relação a 2014, puxada pela produção da soja e do milho. Além disso, segundo o IBGE, as exportações aumentaram 6,1 por cento, por conta das commodities, que são produtos básicos, com cotação internacional, como petróleo e minério de ferro.

Reportagem, João Paulo Machado
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