RIO2016: Alexandre Galgani encerra participação do tiro esportivo brasileiro nas Paralimpíadas

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REPÓRTER: O atirador paulista, Alexandre Galgani, encerrou, nesta terça-feira, a participação brasileira no Tiro Esportivo dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. Nascido em Americana (SP), e radicado em Sumaré (SP), Galgani, disputou a semifinal da carabina de ar deitado SH2 (necessidade de apoio para a arma), terminando a prova na 24ª colocação, com 628.2 pontos. Apenas os oito primeiros colocados conseguiram classificação para a final.

 

SONORA: Alexandre Galgani, atleta
“Infelizmente nas quatro primeiras séries eu não fui tão bem. Eu só consegui me achar já nas duas últimas séries e aí já era tarde. Eu fiquei quatro, cinco pontos, abaixo da média que eu tenho de competições fora, em copas do mundo. Se eu conseguisse manter minha média de pontuação em copas do mundo, eu estaria na final”.

REPÓRTER: Em 2002, quando tinha 18 anos de idade, Alexandre sofreu um acidente e acabou perdendo os movimentos do corpo.


SONORA
: Alexandre Galgani, atleta
“Eu bati a cabeça e quebrei o pescoço quando mergulhava em uma piscina. De lá para cá, eu fiz muita reabilitação. Fui no Sarah Kubitschek, na AACD, em São Paulo".

REPÓRTER: A mãe do atleta, dona Joana D’arc, contou que os médicos informaram que ele teria um prazo de, apenas, quatro anos para retomar alguns movimentos. Com isso, o pai de Alexandre abandonou o trabalho e passou a cuidar do filho. E foi durante esses dias ao lado do pai que o paulista voltou a praticar tiro esportivo, modalidade adorada pelo pai. Sérgio e Alexandre viajavam todo domingo para Americana para se divertirem no Clube do Tiro, da cidade. O Hobby praticado por pai e filho tornou-se coisa séria para Alexandre, em 2013, quando um homem que o assita atirar, o convidou para tornar-se profissional.

 

Ainda em 2013, o atirador paulista, conheceu o treinador da Seleção Brasileira, James Neto, e foi até Curitiba (PR) para receber orientações sobre o esporte. Em menos de um ano, Alexandre garantiu vaga para o Mundial de 2014, da modalidade, em Suhl, na Alemanha. Mas um drama familiar, quase tirou sua vontade de continuar no esporte. O atleta assistiu o pai sofrer um infarto e falecer ao seu lado. 

SONORA: Joana D’arc, mãe

“Meu marido acompanhava ele em todas as competições. Aí, durante um campeonato, em São Paulo, o Sérgio foi colocar uma adaptação na cadeira dele e infelizmente, ele teve um infarto ao lado do meu filho. Ele ficou muito abalado, não queria ir para o mundial. Mas no fim, ele decidiu ir para realizar o sonho do pai”.

 

REPÓRTER: Na Alemanha, Alexandre ficou com o quarto lugar na prova de Falling Target Rifle (FTR). No mesmo ano, na Copa Brasil disputada em Curitiba, o atleta ficou com o ouro na Carabina de Ar de Pé e na Carabina de Ar Deitado e foi prata na Carabina 22 50 metros.

Nos Jogos do Rio de Janeiro, o paulista disputou duas provas. Além da competição desta terça, Alexandre foi eliminado na carabina de ar em pé SH2. 

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