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Por Camila Costa
Entender astronomia não é tarefa fácil. Universo sideral, corpos celestes. Mas com criatividade, um grupo de alunos da unidade SESI de Cacoal, conseguiu pegar toda essa informação sobre estrelas, cometas, planetas e transformar em um aprendizado leve e lúdico. Com o auxílio de dois professores, estudantes do 5º e 6º ano, entre 9 e 11 anos, criaram a Primeira Mostra de Astronomia SESI/SENAI, dentro da própria escola. A sala virou um foguete de mais de dois metros de altura, com direito a maquete de astronauta para os visitantes. Som, iluminação, vídeos com explicações sobre o universo, uma verdadeira viagem ao espaço.
A Mostra foi um dos destaques do 3º Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI, que reuniu representantes dos Departamentos Regionais de todo o país, nos dias 29 e 30 de novembro, em Brasília. Ao todo, 20 experiências exitosas de diferentes cidades brasileiras foram destacadas durante o evento. Professor orientador do projeto, Jonis Correia de Faria, de 28 anos, conta que a ideia surgiu dos próprios alunos. Muitas sugestões foram dadas e a da exposição interativa foi a que mais entusiasmou os alunos, segundo Jonis. “As turmas são animadas, topam tudo. Pudemos incentivar a criatividade e transformar a escola em um sistema solar”, lembra.
Foram dois meses de pesquisa e mão na massa para transformar a escola. Um dos pontos mais trabalhosos foi criar o sol. Depois de tentativas, a solução veio a partir de uma bola de fazer exercícios de pilates, papel crepom e cola. Com a ajuda do pessoal da elétrica, os alunos conseguiram instalar uma lâmpada dentro da bola. Depois de muita expectativa, lá estava a estrela central do sistema solar, grande, amarela e brilhante. “Toda a construção do ambiente foi deles. Eles se responsabilizaram. Cada um falou, professor, eu vou construir as estrelas, meu grupo vai ficar com as estrelas. Eu deixei porque eles são bem autônomos”, lembra Jonis.
A metodologia usada foi a STEAM, que trabalha de forma integrada as áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática e é baseada na aprendizagem por projetos. Durante o evento em Brasília, além da apresentação das 20 melhores práticas pedagógicas de 2018 da rede SESI, os representantes dos Departamentos Regionais participaram de uma palestra sobre STEAM.
O gerente executivo do SESI, Sérgio Gutti, conta que a metodologia está dentro da rede em termos de currículo, em termos de mudança profissional, inclusive, dentro do perfil dos profissionais que são contratados. O encontro, o terceiro proporcionado pelo SESI, é um desafio, mas também uma forma de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos docentes nas salas de aula. “Tiveram engajamento e o mais importante, geraram bons resultados, melhores resultados, na questão da aprendizagem. São projetos significativos, que trazem uma diferença para a vida dos nossos alunos e que os professores se motivam cada vez mais”, explica Gutti.
O resultado, segundo Jonis, não poderia ter sido melhor. “As habilidades que eles adquiriram com o projeto foram muito além do que as habilidades que eles deveriam ter ali. Tanto habilidades na área de astronomia, que foi além, esses conteúdos que acabam sendo expostos foi muito além do que tinha planejado, habilidade artística, muitos alunos falaram, professor, não sei como fiz esse planeta. Porque exigia trabalho de pintura, coordenação motora, exigia paciência, trabalho em grupo. A maneira de trabalhar esse relacionamento com eles, então o entrosamento, o relacionamento e os conteúdos, a aprte manual, artística, então foi um trabalho muito completo”, pondera o orientador.

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