Economia - Indústria·04 de março de 2021

MT: produção industrial do estado acumula queda de 5,8% até novembro de 2020

O segmento mais afetado foi fabricação de produtos de madeira, que registrou perda de 24,7%

Por Lincoln FreitasLincoln Freitas é jornalista desde 2008. Atuou como produtor, editor e repórter, na área de Comunicação Social, na Record TV, SBT, TV Justiça e TV Senado. Trabalhou como assessor de imprensa e repórter setorista no Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Tribunal Superior Eleitoral. É especialista em planejamento e produção de reportagens para TV, rádio, Impresso e mídias digitais.
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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o setor da indústria, no Mato Grosso, acumulou queda de 5,8% na produção até novembro de 2020. O segmento mais afetado foi fabricação de produtos de madeira, que registrou perda de 24,7%. Já para os produtos alimentícios a redução foi de 2,4%. O único resultado positivo foi para fabricação de produtos químicos, que teve alta de 2,4%.

Segundo o superintendente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), Mauro Santos, o desempenho do setor no estado esteve em linha com o nacional, que teve recuo de 5,5% no acumulado de 2020. Para ele, com essa baixa, os consumidores tiveram que pagar mais por produtos cujas matérias primas sofreram impacto no valor.

“Essa falta de matéria-prima impacta nos preços, porque aumenta os custos da indústria, e esse custo é repassado ao consumidor final. Isso porque diversas matérias-primas tiveram aumento no preço que varia de 30% a 70%. Cito o exemplo do TDI poliol e do aço, que aumentaram mais de 100%, contribuindo para a alta nos preços dos produtos acabados”, explica.

Apesar disso, Santos projeta que, para 2021, haja um crescimento da produção industrial motivados pelo consumo de alimentos, de combustíveis e pela dinâmica da construção civil, que está incentivada por juros mais baixos e um estoque que atende às demandas.

Setor frigorífico

Considerado um dos mais representativos dentro da agroindústria de Mato Grosso, o setor frigorífico perdeu 8,06% de produção no mesmo período. A informação é do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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Ao todo, foram abatidas 4,8 milhões de cabeças até novembro do ano passado. Na avaliação do presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos (Sindifrigo/ MT), de Paulo Bellicanta, a tendência é de continuidade na queda em 2021.

“É claro e natural que o seu impacto foi o aumento no preço da carne para o consumidor final. Isso é inevitável. É uma lei de mercado: oferta e procura. De setembro em diante, houve uma escassez significativa na alta de preços, com a influência que eu acabei de dizer”, relata.

Ainda segundo Bellicanta, a demanda continua e isso é notado com a elevação nos preços da carne. “A situação só deve se normalizar a partir do segundo semestre de 2022, quando finaliza o ciclo da pecuária, que leva de dois a três anos de duração”, afirma.

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Ainda segundo Bellicanta, a demanda continua e isso é notado com a elevação nos preços da carne.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

NOTA

Dados divulgados pelo IBGE revelam que o setor da indústria, no Mato Grosso, teve queda de 5,8% na produção até novembro de 2020. O segmento mais afetado foi fabricação de produtos de madeira, com perda de 24,7%.

Segundo o superintendente da FIEMT, Mauro Santos, o desempenho do setor esteve em linha com o nacional e essa baixa levou os consumidores pagar mais por produtos cujas matérias-primas sofreram impacto no valor.

O setor frigorífico perdeu 8,06% de produção no mesmo período. Foram abatidas 4,8 milhões de cabeças até novembro do ano passado. Segundo o presidente do Sindifrigo, Paulo Bellicanta, a tendência é de continuidade na queda em 2021.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

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Sobre a repórter

Lincoln Freitas

Lincoln Freitas é jornalista desde 2008. Atuou como produtor, editor e repórter, na área de Comunicação Social, na Record TV, SBT, TV Justiça e TV Senado. Trabalhou como assessor de imprensa e repórter setorista no Congresso Nacional, Palácio do Planalto e Tribunal Superior Eleitoral. É especialista em planejamento e produção de reportagens para TV, rádio, Impresso e mídias digitais.