Saúde - Covid-19·15 de agosto de 2020

Região Norte lidera índices de infecção e mortalidade pela Covid-19

No Nordeste, situação epidemiológica em Sergipe também chama atenção

Por Paulo OliveiraPaulo Oliveira é formado pela Universidade de Brasília (UnB), já foi repórter freelancer do jornal O Estado de São Paulo e repórter do SindSaúde DF. Como estagiário, passou pelo Jornal Destak, TV Câmara e Rede Globo.
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O último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre a Covid-19, com dados consolidados semanalmente, aponta Roraima como o estado brasileiro com a maior taxa de incidência (5.931,9 casos por 100 mil habitantes) e mortalidade (90,3 óbitos por 100 mil habitantes). O boletim contém dados sobre o novo coronavírus entre 2 e 8 de agosto.

Até quinta-feira (13), o estado somava 38.897 casos e 565 mortes por conta do novo coronavírus, segundo o governo local. Em Roraima, em 13 de agosto, o índice de isolamento era de apenas 37,4%, de acordo com o levantamento da empresa de tecnologia In Loco, sendo a sexta pior taxa em todo o Brasil. 

Segundo Valdirene Oliveira, coordenadora geral de Vigilância em Saúde de Roraima, a baixa adesão ao isolamento por parte da população é o principal fator para a alta incidência da Covid-19. “O estado não possui um isolamento eficaz. No início da pandemia, havia uma taxa de mais de 60%, mas nos últimos meses estamos verificando um déficit grande.” 

No outro extremo do país, no Nordeste, Sergipe aparece em primeiro lugar como o estado da região com a maior incidência de registros (2.796 casos por 100 mil habitantes) e de óbitos (87,1 mortes por 100 mil habitantes) da Covid-19. De acordo com a Secretaria de Saúde, o estado acumula 66.810 mil registros da doença e 1.670 mortes.

Sergipe é a menor unidade da federação do País, em comprimento. Marco Aurélio, diretor de Vigilância em Saúde do governo estadual, argumenta que a baixa extensão territorial contribuiu para os altos índices da Covid-19. “Justamente por ser um estado pequeno, a transmissão foi rápida nos municípios”, explica. 

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Hemerson Luz, médico especialista em doenças infecciosas, afirma que ao se fazer análises sobre as taxas de contaminação é preciso avaliar a progressão da doença desde o início da pandemia. “Devemos levar em conta como está ocorrendo a disseminação da doença e lembrar que, apesar de ter uma alta taxa de incidência, o Brasil possui também um índice de pacientes recuperados elevado.”

Segundo o Ministério da Saúde, até 13 de agosto, o índice de infecção da Covid-19 no país era de 1.534,6 casos e a taxa de mortalidade era de 50,2 óbitos por 100 mil habitantes. 

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LOC.: Segundo o Ministério da Saúde, até 13 de agosto, o índice de infecção da Covid-19 no país era de 1.534,6 casos e a taxa de mortalidade era de 50,2 óbitos por 100 mil habitantes . 

Reportagem, Paulo Oliveira

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Sobre a repórter

Paulo Oliveira

Paulo Oliveira é formado pela Universidade de Brasília (UnB), já foi repórter freelancer do jornal O Estado de São Paulo e repórter do SindSaúde DF. Como estagiário, passou pelo Jornal Destak, TV Câmara e Rede Globo.