Educação - Pandemia·01 de agosto de 2020

Plataforma desenvolvida pela UFSC ajuda alunos e professores de Santa Catarina durante a pandemia

O MAZK é gratuito e já ajuda nas aulas remotas de toda a rede pública de ensino de seis municípios do estado

Por Luciano MarquesJornalista há 20 anos, com experiência em diversas mídias, passando por rádio e a TV, mas, mais especificamente, nos principais jornais impressos da capital, Correio Braziliense e Jornal de Brasília. Além disso, exerceu a profissão em importantes órgãos, como Ministério da Educação, Procuradoria Geral da República, Ministério da Saúde, Banco Central e Ministério do Meio Ambiente. Em todos eles, desempenhou as funções de redação, edição, revisão de textos, fotojornalismo, assessoria, entre outros.
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Cerca de 20 mil alunos e professores de escolas públicas de seis municípios de Santa Catarina resolveram o problema da distância na pandemia com uma plataforma criada pelo Laboratório de Tecnologias Computacionais (LabTeC) da Universidade Federal do estado (UFSC). O MAZK foi testado em 2017, em um grupo de pesquisa, e hoje é a principal ferramenta educacional do extremo sul de Santa Catarina neste momento de pandemia.

Além da possibilidade de o professor introduzir todo o material da aula, entre textos, fotos e vídeos, a plataforma gratuita conta ainda com um chat para interação entre alunos e professores, videoconferência e uma novidade: Inteligência Artificial para acompanhamento do desempenho do aluno e auxílio do professor.

Eliane Pozzebon, professora do departamento de computação da Universidade Federal de Santa Catarina e coordenadora do LabTec, explica que os testes no município de Forquilinha, em 2018, foram promissores e com a chegada da pandemia seis outros municípios adotaram o sistema em toda a rede municipal de ensino. Ela conta que muitos professores tiveram dificuldade de trabalhar com a tecnologia e foi necessário montar um grupo para auxiliá-los com assistência e cursos, o que acabou por contribuir com a inclusão digital desses docentes. “Aquelas professoras que não trabalhavam com tecnologia, fizemos a inclusão digital. Foi importante, inclusive, para a autoestima desses profissionais”, ressalta.

Apoio exclusivo

Os professores, alunos e pais dos alunos que atualmente estão utilizando o MAZK continuam tendo apoio do suporte realizado via WhatsApp e a disponibilização de vídeos tutoriais em um canal do Youtube, que é atualizado com videoaulas das professoras Edilene Valeriano e Susi Oliveira, da Rede Municipal de Educação de Araranguá.

Edilene Valeriano dá aulas em turmas da pré-escola ao 5º ano e trabalha com o MAZK desde 2018. Quando a pandemia foi declarada, tanto ela quanto os alunos já estavam preparados para a tarefa de educação remota. A professora explica que no momento da suspensão das aulas ela sabia que os alunos que já utilizavam a plataforma não teriam dificuldades, mesmo com o afastamento social.

“No primeiro dia enviei as aulas e já fizemos videoconferência. Nossos alunos saíram na frente porque o aprendizado não parou em momento algum.”
Voluntária no projeto, Eliana usa a sua experiência na plataforma para ensinar outros professores da região que também estão precisando da tecnologia para administrar as aulas pela internet. No início da pandemia, ela foi responsável por ensinar os professores de Araranguá e posteriormente capacitou professores de Sombrio e Arroio do Silva.

“Os professores têm essa necessidade, têm o direito de aprender, de alguém que os ensine de maneira pedagógica. Como a gente sabe das necessidades que eles têm em sala de aula, os resultados das capacitações são bem positivos”, pontua.

Inclusão digital

Já Susi Oliveira participou do projeto piloto, quando dava aulas na rede municipal em Forquilinha, em 2017. O MAZK foi utilizado primeiro em apenas duas turmas, mas em 2018 todas as escolas do município passaram a se beneficiar com a ferramenta. Ela acredita que a introdução da tecnologia já deveria ser comum na educação e a pandemia serviu para evidenciar isso.

“Hoje não tem mais como deixar a tecnologia fora da educação, porque nós educamos os nativos digitais. Nós temos de fazer um trabalho agora para que tanto os professores quanto os alunos fiquem na mesma frequência, que sejam letrados digitalmente”, destaca.

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Participam também do projeto do MAZK os alunos de graduação em Engenharia de Computação da UFSC Araranguá, Nicolas Baumle e Julio Carraro, responsáveis pela orientação e esclarecimentos de dúvidas dos alunos e professores que estão utilizando o MAZK; Vinicius Capistrano, Luiza Castilho e Jimy Li Yan, pela autorização de novos usuários (professores) e pela edição dos vídeos e divulgação dos tutoriais; Felipe Zago Canal e Tobias Rossi Müller, pelo desenvolvimento do sistema. 

A equipe do LabTeC disponibilizou na internet um Canal no Youtube (https://www.youtube.com/MAZKLabTeC) com apresentação da plataforma, videoaulas e tutoriais para que gestores, professores e alunos em todo o país possam conhecer e utilizar a ferramenta gratuita criada pela Universidade Federal de Santa Catarina.

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A equipe do LabTeC disponibilizou na internet um Canal no Youtube com apresentação da plataforma, videoaulas e tutoriais para que gestores, professores e alunos em todo o país possam conhecer e utilizar a ferramenta gratuita criada pela Universidade Federal de Santa Catarina. Basta acessar a plataforma de vídeos e buscar pelo nome do projeto: MAZK.

Reportagem, Luciano Marques
 

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Jornalista há 20 anos, com experiência em diversas mídias, passando por rádio e a TV, mas, mais especificamente, nos principais jornais impressos da capital, Correio Braziliense e Jornal de Brasília. Além disso, exerceu a profissão em importantes órgãos, como Ministério da Educação, Procuradoria Geral da República, Ministério da Saúde, Banco Central e Ministério do Meio Ambiente. Em todos eles, desempenhou as funções de redação, edição, revisão de textos, fotojornalismo, assessoria, entre outros.