Ciência & Tecnologia - Pesquisa·20 de janeiro de 2021

Pesquisadores conseguem transformar resíduos de bauxita em condicionador do solo, para uso na agricultura do Pará

Técnica desenvolvida pela Hydro, em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais, recebe prêmio internacional

Por Paloma CustódioPaloma Custódio é jornalista, radialista e graduada em Relações Internacionais. Atuou como produtora e repórter na Rede Boa Vontade de Comunicação (LBV), integrou a equipe de comunicação da ONU Brasil, foi roteirista do Grupo Bandeirantes e repórter do Agro Estadão.
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Pesquisadores da empresa Hydro, em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM), conseguem aproveitar resíduos de bauxita da refinaria Alunorte e transformá-los em condicionador do solo, para uso na agricultura do Pará. A técnica também permite aproveitar o óxido de ferro dos resíduos e utilizá-los na produção de aço. O trabalho, firmado em 2019, foi premiado internacionalmente pela organização The Minerals, Metals & Materials Society, uma das mais importantes premiações do setor de metais.

Segundo o consultor químico da Hydro, Marcelo Montini, a pesquisa – que começou em 2019 – tem um total de quatro anos e, até agora, já foram realizadas diversas caraterizações físicas, químicas e mineralógicas de matérias-primas e testes em laboratório para selecionar e otimizar as tecnologias. “Nesse período, nosso objetivo é desenvolver essa tecnologia até sua escala piloto. Acreditamos que estamos no caminho certo, pois os resultados vêm se mostrado positivos, até o momento”, afirma.

A pesquisa é composta por uma equipe de pesquisadores do ISI-TM e da Hydro, e utiliza diversas técnicas para o aproveitamento do resíduo, como por exemplo a biotecnologia. Segundo o Instituto, a utilização do resíduo de bauxita é um desafio global, com a meta de usar pelo menos 20% do material em novas aplicações, até 2025.

O consultor Marcelo Montini destaca os benefícios do trabalho. “Esse projeto pode trazer muitos benefícios para as outras indústrias e a sociedade. Mas gostaria de destacar a substituição de materiais primas convencionais pelo produto envolvido com resíduo, promovendo ganhos ambientais para a cadeia da siderurgia e agricultura”, comenta.

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Instituto Senai

O Instituto SENAI de Inovação em Tecnologias Minerais (ISI-TM) é uma instituição de ciência e tecnologias privada, sem fins lucrativos, localizada em Belém, no Pará. O ISI-TM faz parte de uma rede de 27 institutos SENAI e atua há 5 anos na realização de projetos de pesquisa e desenvolvimentos (P&D), em busca do aumento da competitividade e sustentabilidade do setor mineral brasileiro.

O diretor do ISI-TM, Adriano Lucheta, ressalta que a parceria com a Hydro é um dos inúmeros projetos de P&D desenvolvidos com grandes empresas do setor de minérios. “Essa parceria foi iniciada em 2019 e busca a aplicação dos conceitos de economia circular para o aumento da sustentabilidade da cadeia de produção do alumínio, através da utilização do resíduo de bauxita, principal subproduto desse setor”, afirma.

Lucheta destaca a premiação internacional do trabalho pela organização The Minerals, Metals & Materials Society. “Inclusive, os recentes resultados obtidos na pesquisa foram premiados internacionalmente, reforçando a importância das parcerias entre a indústria e as instituições de pesquisa nacionais”, comenta.

Segundo o diretor, a pesquisa realizada com a Hydro também pode ser aplicada em outros países, sendo um caso de sucesso para o aumento da sustentabilidade da cadeia de produção de alumínio.

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Segundo o diretor Adriano Lucheta, a pesquisa realizada com a Hydro também pode ser aplicada em outros países, sendo um caso de sucesso para o aumento da sustentabilidade da cadeia de produção de alumínio.

Reportagem, Paloma Custódio

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Sobre a repórter

Paloma Custódio

Paloma Custódio é jornalista, radialista e graduada em Relações Internacionais. Atuou como produtora e repórter na Rede Boa Vontade de Comunicação (LBV), integrou a equipe de comunicação da ONU Brasil, foi roteirista do Grupo Bandeirantes e repórter do Agro Estadão.