Saúde·22 de agosto de 2020

Entidades ligadas à saúde pedem prorrogação do orçamento de guerra para 2021

Segundo os especialistas, em 2021 SUS ainda terá que lidar com a crise causada pelo novo coronavírus

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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Um grupo de entidades da área da saúde se uniu para pedir que o SUS receba mais verba no ano que vem. O pedido do Conselho Nacional de Saúde (CNS) é que o orçamento emergencial que vigorou em 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus seja prorrogado para 2021. Isso porque, em janeiro, com o fim do “orçamento de guerra” a verba disponível para o setor vai cair em R$ 35 bilhões. 

Além do CNS, a campanha é apoiada pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). De acordo com a entidade, o próximo ano ainda será marcado pelas consequências da pandemia, com pacientes que precisarão de acompanhamento por conta das sequelas da covid-19. Além disso, as pessoas deixaram de ir ao hospital e de fazer exames durante a crise, o que deve aumentar a demanda pelos serviços de saúde no próximo ano.

Conselho Nacional de Saúde defende fim do teto de gastos

Covid-19: Municípios enfrentam dificuldade para cumprir limite de gastos com pessoal

Na prática, as entidades pedem que o teto de gastos, definido pela Emenda Constitucional 95/2016, seja contornado para permitir mais investimentos para a saúde no pós-pandemia.

Nas últimas semanas o aumento dos gastos além do que é permitido pelo teto gerou uma crise no governo federal. Enquanto alguns ministros defendem a expansão dos gastos para propiciar maiores investimentos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que burlar o teto de gastos pode levar o presidente Jair Bolsonaro a uma “zona de impeachment”. 

 Um grupo de entidades da área da saúde se uniu para pedir que o SUS receba mais verba no ano que vem. O pedido do Conselho Nacional de Saúde é que o orçamento emergencial que vigorou em 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus seja prorrogado para 2021. Isso porque, em janeiro, com o fim do “orçamento de guerra” a verba disponível para o setor vai cair em R$ 35 bilhões. 

Além do CNS, a campanha é apoiada pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. De acordo com a entidade, o próximo ano ainda será marcado pelas consequências da pandemia, com pacientes que precisarão de acompanhamento por conta das sequelas da covid-19. Além disso, as pessoas deixaram de ir ao hospital e de fazer exames durante a crise, o que deve aumentar a demanda pelos serviços de saúde no próximo ano.

Na prática, as entidades pedem que o teto de gastos, definido pela Emenda Constitucional 95/2016, seja contornado para permitir mais investimentos para a saúde no pós-pandemia.

Nas últimas semanas o aumento dos gastos além do que é permitido pelo teto gerou uma crise no governo federal. Enquanto alguns ministros defendem a expansão dos gastos para propiciar maiores investimentos, o ministro da Economia, Paulo Guedes, diz que burlar o teto de gastos pode levar o presidente Jair Bolsonaro a uma “zona de impeachment”. 

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.