Agronegócios - Agricultura·24 de janeiro de 2021

Serra da Mantiqueira: antecipação da colheita de azeitonas gera expectativa na produção de azeite

Motivo da safra estar adiantada neste ano se deve às oscilações climáticas de 2020

Por Janary Bastos DamacenaCom formação em jornalismo e pós-graduação em linguística, Janary Damacena se especializou em Narratologia e no Storytelling para reportar notícias. Com participação em redações de jornais impressos, revistas, rádios, televisão e assessorias de imprensa; alguns de seus trabalhos mais marcantes foram realizados em lugares como a Agência do Rádio Brasileiro, Rádio Nacional, Jornal de Brasília, Agência Rádio Web, Jornal Tribuna do Brasil, TV Educativa, Presidência da República, Ministério da Saúde, Revista Plano Brasília, Agência Gralha Comunicação e Vídeo e Organização das Nações Unidas (ONU).
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A produção de azeite e a colheita de azeitona estão acelerando o ritmo dos produtores da Serra da Mantiqueira desde o início deste mês. Isso porque a extração de azeites na região, que abriga municípios do sul de Minas Gerais e do norte de São Paulo, estava prevista para fevereiro, mas começou antes do esperado em parte das propriedades.

Segundo especialistas da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), o motivo da safra estar adiantada neste ano se deve às oscilações climáticas de 2020. A opinião é compartilhada pelo engenheiro agrônomo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Carlos Antônio Banci.

Para o especialista, essa antecipação da colheita é um efeito da questão climática ocorrida no ano passado, quando houve atraso nas chuvas e excesso de calor entre os meses de junho e outubro, além de um frio não tão rigoroso. Com esse calor esses tipos de plantas têm o processo de fotossíntese acelerado – o que faz a produção ser precoce. Isso traz benefícios para a qualidade da azeitona colhida nesta safra, mas pode dificultar o trabalho dos agricultores e até trazer riscos à produção.

“Como ponto positivo eu acho que pode até ser uma oportunidade de melhora nos frutos das oliveiras. No entanto, como fator negativo, pela época existe o risco de chuvas atrapalharem o processo da colheita. Isso porque nos meses de janeiro e fevereiro chove bastante”, destacou Banci.  



É importante destacar que quando se fala em frio menos intenso, queremos dizer em relação ao suportado pelas plantas. A região da Serra da Mantiqueira está repleta de oliveiras e registrou dias consecutivos com temperaturas muito baixas, próximas ou abaixo de 0°C em 2020. De acordo com o especialista Carlos Antônio Banci, essas mudanças de clima causam mais impactos nas plantas mais novas.

“As plantas mais jovens são mais suscetíveis às variações do clima, o que faz aumentar ou diminuir a produção. Isso normaliza com o passar do tempo, quando a planta fica mais velha, fica mais resistente, melhor estruturada ao solo e um maior Sistema Radicular. Por conta disso, as plantas mais velhas conseguem amenizar as variações climáticas, sobretudo, as questões hídricas como a chuva”, explicou o especialista.

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O Sistema Radicular é a parte da planta responsável pela fixação dos vegetais e ajuda na eficiência da absorção de água e nutrientes. Quanto mais desenvolvido esse sistema, maior a absorção.

As principais cultivares de azeitonas colhidas na região são a Arbequina, cultivar espanhola que se adaptou bem ao solo local; a Grappolo 541, desenvolvida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais; e a Koroneiki, de origem grega. Segundo pesquisadores da EPAMIG, é possível que o período de colheita se estenda até o mês de março, gerando uma expectativa de que a safra de 2021 supere a produção de 2020, quando a produção chegou a 50 mil litros de azeite.

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O Sistema Radicular é a parte da planta responsável pela fixação dos vegetais e ajuda na eficiência da absorção de água e nutrientes. Quanto mais desenvolvido esse sistema, maior a absorção.
Segundo pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, é possível que o período de colheita se estenda até o mês de março, gerando uma expectativa de que a safra de 2021 supere a produção de 2020, quando a produção chegou a 50 mil litros de azeite.
 

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Sobre a repórter

Janary Bastos Damacena

Com formação em jornalismo e pós-graduação em linguística, Janary Damacena se especializou em Narratologia e no Storytelling para reportar notícias. Com participação em redações de jornais impressos, revistas, rádios, televisão e assessorias de imprensa; alguns de seus trabalhos mais marcantes foram realizados em lugares como a Agência do Rádio Brasileiro, Rádio Nacional, Jornal de Brasília, Agência Rádio Web, Jornal Tribuna do Brasil, TV Educativa, Presidência da República, Ministério da Saúde, Revista Plano Brasília, Agência Gralha Comunicação e Vídeo e Organização das Nações Unidas (ONU).