Educação·31 de agosto de 2018

SERGIPE: Educação profissional no currículo é diferencial na busca por emprego

<p>O estado de Sergipe ocupou a 24&ordf; posi&ccedil;&atilde;o entre todas as unidades federativas no que se trata da educa&ccedil;&atilde;o</p>

Por Agência do Rádio
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Com os índices de desemprego em alta, a busca para conseguir trabalho é uma realidade entre os jovens brasileiros. Por isso, o setor industrial aposta no investimento, ainda na Educação Básica, em disciplinas que preparem os estudantes para o mercado de trabalho.

Dados que constam no site Ranking de Competitividade apontam que, em 2017, o estado de Sergipe ocupou a 24ª posição entre todas as unidades federativas no que se trata da educação. Além disso, em 2016, o estado ocupou a 25ª colocação em relação à taxa de abandono do Ensino Fundamental. Em relação ao Ensino Médio, ficou na 24ª posição.

Informações como essas, na avaliação da gerente de Educação Profissional do SENAI de Sergipe, Silvia Delmondes, mostram que o ensino regular não é eficiente. Por isso, ela acredita que os estudantes que escolhem fazer cursos técnicos enquanto cursam o Ensino Médio atraem benefícios que serão fundamentais durante a trajetória profissional.

“O jovem que sai com 17 anos de um Ensino Médio com educação profissional, um curso técnico, é um jovem diferenciado. Se ele entra em uma faculdade, ele se destaca. E se ele não entra em uma faculdade, ele pode ter uma carteira de trabalho e se colocar no mundo do trabalho sendo uma pessoa produtiva, podendo até pagar os seus próprios estudos.”

A professora do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB), Débora Baren, também ressalta a necessidade de mudanças no modelo de ensino atual. Mas, para ela, é preciso que o aluno também saiba quais são seus objetivos para o futuro.

“Precisamos ter efetiva melhoria no ensino, pois sabemos que existe lacuna efetiva no ensino das matérias exatas e existe lacuna do aluno ter o entendimento do que é e porque ele está aprendendo.”

De acordo com balanço feito pela CNI, em países desenvolvidos, o índice de jovens que estudam e cursam algum tipo de Educação Profissional chega a 70%. Já no Brasil, essa taxa não chega a 12%. O estudo foi feito como parte de um grupo de propostas apresentadas aos candidatos à Presidência da República, neste ano.

Com a colaboração de Marquezan Araújo, reportagem, Paulo Henrique Gomes

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