Saúde·24 de abril de 2019

SERGIPE: Diagnóstico precoce e tratamento da hanseníase são indispensáveis para evitar sequelas

No último ano, foram registrados 307 novos casos da doença no estado

Por Agência do Rádio
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Sergipe está entre os estados brasileiros que registraram crescimento no número de casos de hanseníase no último ano. O levantamento ainda é parcial, mas já foram notificados 307 novos casos da doença, segundo o governo estadual. A infecção, que é provocada por uma bactéria, é transmitida através de fluidos orais. A doença causa manchas na pele, que se não forem tratadas, podem evoluir até para deformidade de membros, como mãos e pés. Para a responsável técnica da Hanseníase da Secretaria de Saúde de Sergipe, Maria Betânia Faria, a população deve ficar atenta aos sinais do corpo e procurar uma Unidade Básica de Saúde para que haja o diagnóstico precoce.      

“O principal surgimento dessa doença é através de lesões na pele, e essas lesões vão ter alterações da sensibilidade. Então, se você tiver uma mancha que seja esbranquiçada ou avermelhada ou com perda ou diminuição de sensibilidade ao calor, à dor, ou ao tocar nesta mancha você não sentir, você pode estar com hanseníase. Então, você tem que procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua residência para que o profissional de saúde possa avaliar essa mancha e dar o diagnóstico”.

Além de enfrentar a doença, quem se depara com a hanseníase também precisa enfrentar o preconceito. A coordenadora-geral de Hanseníase e Doenças em Eliminação do Ministério da Saúde, Carmelita Ribeiro Filha, reforça que não há razão para isolamento do paciente do convívio familiar e social, já que poucos dias após o início do tratamento, a pessoa infectada deixa transmitir a doença. 

“Logo na primeira dose que ele começa a tomar, logo no primeiro mês de tratamento, o paciente já perde essa capacidade de transmissão. É importante dizer sempre isso, enfatizar que a transmissão não é tão fácil. Precisa ser da forma multibacilar e precisa estar sem tratamento, e precisa ter uma convivência longa, não é em um primeiro momento que vai transmitir. Por que a gente examina a família? Porque a família convive com essa pessoa que estava doente, sem tratamento por um longo período. Mas, precisa separar roupa? Não precisa. Precisa separar talheres? Não precisa”.

Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.

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Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase. Ministério da Saúde, Governo Federal. Pátria Amada Brasil.

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