Saúde·15 de fevereiro de 2019

SAÚDE CRÔNICA: One of a kind – fugindo do Crtl C+ Crtl V

É melhor fugir do Crtl C+ Crtl V

Por Aline do Valle
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“Ah! Copia e cola”.  Esta não é uma frase incomum no nosso dia a dia. Já parou pra pensar que enviamos cópias de praticamente tudo? Mensagens de aniversário, notícias, fotos...E olha que nem vou mencionar os trabalhos de escola, faculdade ou até os e-mails do escritório que nos dão uma imensa preguiça só de pensar em escrever tudo de novo! Na verdade, por trás do conhecido atalho Crtl C + Ctrl V – o “copia e cola” do computador –  estão essas frases: “é mais fácil, mais rápido...Para que ter trabalho dobrado? ”

Acontece que nessa onda, nosso cérebro fica preguiçoso e deixa de aprender novos caminhos, ou seja: deixa de se exercitar e usar o lindo recurso chamado pelos cientistas de neuroplasticidade – que é a capacidade que nosso cérebro tem de desenvolver novas conexões e habilidades em QUALQUER IDADE. 

Um ótimo exemplo é o senhor Nilson Isaias de 72  anos. Ele ficou conhecido como “vovô do slime” no início de fevereiro deste ano e prendeu a atenção do país ao publicar o vídeo da 6ª tentativa de fazer o slime – um tipo de massinha grudenta – por conta própria. Com uma felicidade genuína e uma simplicidade cativante ele me mostrou que ser persistente com bom humor é o que mais importa. O Nilson me mostrou que está disposto a aprender novos caminhos todos os dias. Ele deu o primeiro passo ao aprender dominar os equipamentos eletrônicos e fazer transmissões na internet (confesso que eu mesma não domino muito a área). A partir daí ele cativou mais e mais espectadores simplesmente por ser original sem os jargões comuns a vídeos da plataforma, sem tentar ser igual a outros apresentadores. O Nilson foi o Nilson e pronto. 

Ele não ficou satisfeito em copiar e colar o que a maioria das pessoas da idade dele ou da plataforma digital que está inserido faz. Ele foi atrás de construir novas habilidades, novas conexões cerebrais, novos caminhos. E, repito, mentindo uma característica impressionante – e rara nos dias atuais: a originalidade. A língua inglesa usa a expressão “one of a kind” para descrever pessoas originais. 

Algo que parece cada vez mais escasso. O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung usou uma frase que assusta, mas que reflete nosso comportamento preguiçoso de querer usar o jeito mais fácil, de apenas copiar e colar. Ele escreveu:  “nascemos originais e morremos cópias”.  Não precisa ser assim e não há nada de mal em copiar um hábito ou outro. Afinal, aprendemos a falar e a escrever justamente copiando os adultos. O risco de tornar-se cópia é deixar de aproveitar ao máximo um bem que é só seu, é único: o cérebro e com ele a capacidade de pensar, inventar, aprender e reaprender. 

Que tal começar a se desafiar hoje, agora mesmo? A Sociedade Brasileira de Neurociência nos aconselha a manter o cérebro ativo aprendendo uma atividade nova todos os dias. De preferência uma que saia da zona de conforto e da área que dominamos. Por exemplo, ler um artigo de matemática na segunda e um de biologia na terça; mudar a rota do caminho que vai pra casa; cozinhar um prato novo... Enfim, as opções são infinitas. Inclusive estou indo ali aprender algo novo. E você? 

“Ah! Copia e cola”.  Esta não é uma frase incomum no nosso dia a dia. Já parou pra pensar que enviamos cópias de praticamente tudo? Mensagens de aniversário, notícias, fotos...E olha que nem vou mencionar os trabalhos de escola, faculdade ou até os e-mails do escritório que nos dão uma imensa preguiça só de pensar em escrever tudo de novo! Na verdade, por trás do conhecido atalho Crtl C + Ctrl V – o “copia e cola” do computador –  estão essas frases: “é mais fácil, mais rápido...Para que ter trabalho dobrado? ”

Acontece que nessa onda, nosso cérebro fica preguiçoso e deixa de aprender novos caminhos, ou seja: deixa de se exercitar e usar o lindo recurso chamado pelos cientistas de neuroplasticidade – que é a capacidade que nosso cérebro tem de desenvolver novas conexões e habilidades em QUALQUER IDADE. 

Um ótimo exemplo é o senhor Nilson Isaias de 72  anos. Ele ficou conhecido como “vovô do slime” no início de fevereiro deste ano e prendeu a atenção do país ao publicar o vídeo da 6ª tentativa de fazer o slime – um tipo de massinha grudenta – por conta própria. Com uma felicidade genuína e uma simplicidade cativante ele me mostrou que ser persistente com bom humor é o que mais importa. O Nilson me mostrou que está disposto a aprender novos caminhos todos os dias. Ele deu o primeiro passo ao aprender dominar os equipamentos eletrônicos e fazer transmissões na internet (confesso que eu mesma não domino muito a área). A partir daí ele cativou mais e mais espectadores simplesmente por ser original sem os jargões comuns a vídeos da plataforma, sem tentar ser igual a outros apresentadores. O Nilson foi o Nilson e pronto. 

Ele não ficou satisfeito em copiar e colar o que a maioria das pessoas da idade dele ou da plataforma digital que está inserido faz. Ele foi atrás de construir novas habilidades, novas conexões cerebrais, novos caminhos. E, repito, mentindo uma característica impressionante – e rara nos dias atuais: a originalidade. A língua inglesa usa a expressão “one of a kind” para descrever pessoas originais. 

Algo que parece cada vez mais escasso. O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung usou uma frase que assusta, mas que reflete nosso comportamento preguiçoso de querer usar o jeito mais fácil, de apenas copiar e colar. Ele escreveu:  “nascemos originais e morremos cópias”.  Não precisa ser assim e não há nada de mal em copiar um hábito ou outro. Afinal, aprendemos a falar e a escrever justamente copiando os adultos. O risco de tornar-se cópia é deixar de aproveitar ao máximo um bem que é só seu, é único: o cérebro e com ele a capacidade de pensar, inventar, aprender e reaprender. 

Que tal começar a se desafiar hoje, agora mesmo? A Sociedade Brasileira de Neurociência nos aconselha a manter o cérebro ativo aprendendo uma atividade nova todos os dias. De preferência uma que saia da zona de conforto e da área que dominamos. Por exemplo, ler um artigo de matemática na segunda e um de biologia na terça; mudar a rota do caminho que vai pra casa; cozinhar um prato novo... Enfim, as opções são infinitas. Inclusive estou indo ali aprender algo novo.

E você? 

Por Aline do Valle

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