Saúde·12 de março de 2020

São Paulo registra 18 mil casos prováveis de dengue em 2020

O estado foi a Unidade da Federação com o maior número de notificações, de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. De acordo com o levantamento, duas mortes foram confirmadas no estado em decorrência da doença, em Presidente Venceslau e Osvaldo Cruz

Por Cristiano GhorgomillosCristiano Ghorgomillos é jornalista experiente na cobertura política no Congresso Nacional. É responsável pela produção de matérias sobre o dia a dia das comissões temáticas e da atuação dos parlamentares nos plenários do Senado e Câmara dos Deputados. @ghorgomillos
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Em São Paulo, mais de 18 mil casos prováveis de dengue preocupam as autoridades de saúde. O estado foi a Unidade da Federação com o maior número de notificações, de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. De acordo com o levantamento, duas mortes foram confirmadas no estado em decorrência da doença, em Presidente Venceslau e Osvaldo Cruz. 

De acordo com a secretaria de saúde paulista, mais de 42% das notificações estiveram concentrados em 10 cidades: Ribeirão Preto, Votuporanga, Catanduva, Potim, Mococa, Guararapes, Lorena, Cruzeiro, Lucélia e São Paulo. 

O superintendente de Controle de Endemias, do estado de São Paulo, Marcos Boulos, estima que, em 2020, a enfermidade tenha maior incidência nos municípios do estado, em comparação com o ano passado.

“A expectativa é que tenhamos em fevereiro e março, níveis mais altos de dengue. Ou seja, a epidemia atrasou um pouquinho. Então, a perspectiva é de que nós teremos um maior número de casos a partir de agora”, disse. 

Em janeiro, o Ministério da Saúde declarou que 11 estados brasileiros correm o risco de sofrer surto de dengue. Além de toda a região Nordeste, a população do Rio de Janeiro e Espírito Santo deve ficar atenta para o possível surto do sorotipo 2 da dengue. O coordenador-geral de Vigilância em Arbovirose do Ministério da Saúde, Rodrigo Said, pede que a população dos estados siga as orientações e entre no enfrentamento ao Aedes aegypti. 

“Hoje, mais de 80% dos criadouros do mosquito são domiciliares. Então, a ação de controle é necessária, integrada de atividades do poder público, tanto do Ministério da Saúde, como das secretarias estaduais e municipais, de saúde, aliado as ações de mobilização da população”, ressaltou. 

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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Cristiano Ghorgomillos

Cristiano Ghorgomillos é jornalista experiente na cobertura política no Congresso Nacional. É responsável pela produção de matérias sobre o dia a dia das comissões temáticas e da atuação dos parlamentares nos plenários do Senado e Câmara dos Deputados. @ghorgomillos