Ciência & Tecnologia·06 de novembro de 2020

RN: Mapeamento do Ecossistema de Inovação lançado pela FIERN visa expandir capacidade tecnológica das empresas

O projeto identifica e caracteriza todos os atores do ecossistema de inovação no Rio Grande do Norte. Um dos objetivos é estimular a estratégia inovadora das empresas

Por Flávio MacedoFlávio Macêdo faz parte da produção de reportagem do Brasil 61 desde janeiro de 2020. Antes disso, teve passagem como freelancer pelo SBT Brasília, Prezz Comunicação e fez estágio na redação da TV Band, em Brasília.
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Com a velocidade que o mercado evolui, é fundamental que a inovação seja uma prática adotada corriqueiramente pelas empresas, principalmente para que o desenvolvimento econômico e social do País seja alcançado. Nesse contexto, com o objetivo de ampliar a produção e aumentar a geração de emprego e renda, a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN) lança o Mapeamento do Ecossistema de Inovação no Rio Grande do Norte.

A inciativa foi criada por meio do Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação no Estado do Rio Grande do Norte (NAGI-RN), com apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas doestado (SEBRAE/RN). Segundo o diretor de Inovação da FIERN, Djalma Barbosa, o intuito da ação é expandir a capacidade das empresas no que diz respeito a evolução tecnológica.

“O propósito do documento é focar a organização de dados referentes a ações de ciência e tecnologia desenvolvidos no estado do Rio Grande do Norte, através de um mapeamento estruturado das ‘instituições-chave’, que integram o ecossistema de inovação local, seus respectivos papéis e escopos de atuação quanto à ciência e à tecnologia vigentes e suas inter-relações”, explica

O projeto identifica e caracteriza todos os atores do ecossistema de inovação no Rio Grande do Norte. A ideia é estimular a estratégia inovadora das empresas, assim como expandir a efetividade das políticas de apoio à inovação por meio da interlocução construtiva e duradoura entre a iniciativa privada e o setor público. Essa relação, na avaliação de Barbosa, é capaz de aumentar a competitividade desses empreendimentos.

“A estratégia inicial apontada no documento, refere-se a dar conhecimento para as empresas dos atores deste ambiente representado por atores da iniciativa pública e privada, bem como contribuir favorecendo espaços de discussão para tratar da gestão da política de inovação, transferência de tecnologias, desenvolvimento de competências – recursos humanos especializados, estudos e pesquisas relacionados ao ecossistema de inovação do Rio Grande do Norte, como proposta futuras”, destaca o diretor de Inovação da FIERN.

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O ambiente mapeado caracteriza os atores e as instituições, que podem ser públicas ou privadas, assim como as ações macros desenvolvidas no âmbito da inovação. A iniciativa dá prioridade ao conhecimento sobre as práticas inovadoras que produzem competição nos mercados externo e interno.

O resultado que se busca é a construção de um ambiente de negócios apropriado para aplicação de avanços científicos, com diversificação e aprimoramento de produtos e serviços com valores agregados.

“O mapeamento dá condições de entender todos os atores envolvidos no ecossistema de inovação do estado, sua atuação e como estão conectados ou podem se conectar com as empresas do estado. Esse entendimento sobre o papel de cada ator no processo de implantação de inovação é fundamental para ter um retrato das fragilidades e oportunidades nesta área, bem como para saber quais competências cada instituição possui e pode oferecer para consolidar a inovação nas empresas”, pontua Djalma Barbosa.

Divisão por etapas

O documento publicado compreende duas fases. Na primeira delas, busca-se identificar os atores no estado que desenvolvem atividades de inovação, no conceito de tríplice hélice: ICTs, órgãos governamentais e iniciativa privada.

Na segunda etapa, por sua vez, o intuito é realizar uma pesquisa para atualizar o Diagnóstico Setorial das Empresas de Tecnologia da Informação da Grande Natal, produzido pelo SEBRAE RN em 2008, mapeando o ecossistema de startups, empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de games, por exemplo.

Essa última fase permite uma visão do desenvolvimento desse ecossistema nos últimos anos e reúne informações essenciais para o planejamento das instituições que atuam no ecossistema.

Diagnóstico Setorial

Além desta ação, o SEBRAE/RN realizou o chamado Diagnóstico Setorial das Empresas de Tecnologia da Informação da Grande Natal. A iniciativa também foi contemplada no documento digital, elencando o ecossistema de startups, empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), de games, de provedores de internet e outras vinculadas.

No estado potiguar, as empresas da área de tecnologia têm o predomínio de 55,5% do ecossistema inovador, além das startups (35,9%) e dos provedores de internet (7,7%).

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Além desta ação, o SEBRAE/RN realizou o chamado Diagnóstico Setorial das Empresas de Tecnologia da Informação da Grande Natal. A iniciativa também foi contemplada no documento digital, elencando o ecossistema de startups, empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), de games, de provedores de internet e outras vinculadas.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

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Flávio Macedo

Flávio Macêdo faz parte da produção de reportagem do Brasil 61 desde janeiro de 2020. Antes disso, teve passagem como freelancer pelo SBT Brasília, Prezz Comunicação e fez estágio na redação da TV Band, em Brasília.