Educação·02 de fevereiro de 2018

RJ: Estudante técnico de Realengo se qualifica para atender indústria

<p>Regi&atilde;o Sudeste &eacute; a que mais vai demandar profissionais de n&iacute;vel t&eacute;cnico para preencher cargos industriais at&eacute; 2020</p>

Por Agência do Rádio
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Metalmecânica, Energia, Tecnologia da Informação e Construção estão entre as áreas com maior demanda por formação técnica até 2020. A informação é do último Mapa do Trabalho Industrial, que mostra que o setor vai precisar de 13 milhões de pessoas com mão de obra técnica especializada em todo o Brasil.

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A região Sudeste é a que mais vai demandar vagas para cargos na indústria. Até 2020, serão necessários mais de seis milhões e meio de profissionais qualificados. José Alves de Araújo, de 40 anos, já está nessa corrida. Morador de Realengo, na Zona Norte do Rio de Janeiro, terminou o curso superior a distância em Logística no final do ano passado, mas não quis parar por aí.

“A minha vontade era fazer o curso técnico antes da faculdade, porém não tinha muita certeza de qual curso técnico queria fazer. Acabei topando com a parte de logística, fui pesquisar, saber mais como funcionava essa parte e acabei gostando do cronograma do que eu vi.”

De acordo com o último Censo da Educação Básica, do Ministério da Educação, eram mais de 800 mil matrículas na educação profissional na região Sudeste em 2016, sendo 170 mil só no Rio de Janeiro. Pessoas com 25 anos ou mais, assim como José, eram mais de 56 mil.

Para José, fazer um curso técnico foi importante pela parte prática.

“Eu vislumbro a possibilidade, vislumbro a oportunidade de poder ver a parte prática. Uma parte muito interessante é fazer visitas técnicas em outras empresas. Para mim, isso é muito positivo.”

O gerente de Cursos e Recursos de Educação do Senai Rio, Allain Fonseca, ressalta as qualidades do estudante do curso técnico.

“Ele facilita o desenvolvimento de algumas competências que hoje são bastante valorizadas no mundo do trabalho, como a criatividade, a flexibilidade, a proatividade, a competência em solucionar situações adversas, a postura empreendedora no trabalho.”


O Brasil é o quarto país com maior dificuldade em preencher vagas com perfil técnico, perdendo para Japão, Peru e Hong Kong.

Reportagem, Jalila Arabi.
 

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