Economia - Renegociação de dívidas·02 de junho de 2022

Relp: prazo para adesão termina nesta sexta-feira (3)

O prazo foi prorrogado para esta sexta-feira (03). Mas apenas 52% do esperado aderiu ao programa

Por Angélica CórdovaJornalista, produtora de conteúdo para diferentes linguagens (texto, imagem e áudio, para web e impressos). Com 17 anos de experiência no mercado de comunicação, já atuou como repórter, editora e gestora de comunicação em agências de comunicação e veículos midiáticos. Tem mestrado em Comunicação na área de Jornalismo, suas narrativas e linguagens. Estudou a representação das mulheres do campo em veículos urbanos. Atua como professora universitária nos cursos de Jornalismo e Publicidade desde 2006. Já passou por diferentes faculdades e, atualmente, leciona no Uniceub e no IDP. Além disso, é repórter na Agência 61 de Rádio e tem uma agência de comunicação Olaria7, em que faz produção de conteúdo para contas de instituições ligadas ao setor produtivo, organizações do terceiro setor entre outras.
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O prazo para adesão ao Programa de Reescalonamento do Pagamento de Débitos no âmbito do Simples Nacional (Relp) termina nesta sexta-feira (3). Até o momento, pouco mais de 339 mil empreendedores aderiram ao programa, segundo levantamento da Receita Federal. A Receita Federal e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional esperam a adesão de 650 mil empresas ao programa, que permite o parcelamento de débitos em até 180 vezes (15 anos).

Os números de adesão estão abaixo dos 60% nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Sergipe e São Paulo (veja a tabela de adesão por UF abaixo).

Relp: adesão por UF

UF

Total de EPP e ME que podem aderir ao RELP

Adesões em 01/06

Taxa de adesão ao Relp

AC

1889

608

32,19%

AL

4197

2575

61,35%

AM

3357

1950

58,09%

AP

653

703

107,66%

BA

16180

16252

100,44%

CE

9515

11610

122,02%

DF

7727

6944

89,87%

ES

6247

5338

85,45%

GO

13213

9773

73,97%

MA

6093

4287

70,36%

MG

31057

23479

75,60%

MS

5002

2577

51,52%

MT

9092

3825

42,07%

PA

6449

4427

68,56%

PB

4786

3139

65,59%

PE

18015

6297

34,95%

PI

3735

2562

68,59%

PR

21808

15155

69,59%

RJ

26932

17243

64,02%

RN

4890

3799

77,69%

RO

2044

1930

94,42%

RR

425

380

89,41%

RS

18471

13989

75,73%

SC

15954

16151

101,23%

SE

2815

1394

49,52%

SP

97427

54058

55,49%

TO

2114

2036

96,31%

Para o gerente de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Silas Santiago, a adesão ao programa, até o momento, está "baixa". “Vai ser muito difícil ter outra oportunidade como essa. Entendemos que, pelo menos, as 340 mil micro e pequenas empresas que pediram para retornar ao Simples em janeiro, por débito, venham a optar pelo Relp. Se elas não fizerem essa opção, não vão regularizar os débitos e permanecerão fora do Simples, já que foram excluídas no ano passado, com validade para 2022”, alerta Santiago.

No Mato Grosso do Sul, apenas 51,52% dos empreendedores aderiram ao programa. O presidente do Conselho Regional de Contabilidade do estado, Otacílio Nunes, orienta a adesão. Para ele, o Relp dará fôlego para o fluxo de caixa das empresas, sobretudo as afetadas pela atual crise sanitária. “[O Relp] É uma medida de suma importância para sobrevivência dessas empresas e, consequentemente, para geração e manutenção de empregos. Os empreendedores devem se atentar para a oportunidade e fazer um planejamento do seu negócio, incluindo no seu fluxo de caixa as parcelas que serão pagas em até 180 vezes. Como anteriormente essa dívida não estava considerada no fluxo de caixa, o empreendedor deve verificar se terá condições ou criar condições para enfrentar o pagamento desse parcelamento”, pontua

O Relp oferece desconto sobre juros, multas e encargos de forma proporcional à redução de faturamento entre março e dezembro de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019. Dessa forma, quanto maiores as perdas de uma companhia por conta da pandemia da Covid-19, maiores são os abatimentos.

Relp: Percentual de desconto de acordo com as perdas 

Relp: como aderir

Se uma empresa tiver dívidas junto à Receita Federal, a adesão ao financiamento poderá ser feita por meio do Portal e-Cac, ou Portal do Simples Nacional . Já as companhias que contam com pendências junto à Dívida Ativa, a negociação é via portal Regularize (veja passo a passo elaborado pelo Sebrae).
Relp: consulta de débitos

RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS: Como saber se minha empresa está em débito com o Simples Nacional?

RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS: Como aderir ao Relp?

Para verificar se sua empresa tem dívidas do Simples Nacional em cobrança na Receita Federal é necessário acessar o portal e-CAC. Após entrar no site, o contribuinte clica na opção “Consulta Pendência - Situação Fiscal > Débitos Pendências”. O MEI ou dono de micro e pequena empresa também pode checar se tem débitos junto à União por meio do aplicativo PGDAS-D e DEFIS ao selecionar a opção “Consultar Débitos”. 

Já para quem pretende consultar se há débitos inscritos em dívida ativa da União, que estão na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o interessado deve acessar o portal Regularize e escolher a opção “Consultar dívida ativa”. Para verificar a situação fiscal de acordo com o passo a passo acima na Receita Federal e na PGFN é necessário fazer um cadastro com login e senha para usuário. Confira aqui o passo a passo disponibilizado pelo Sebrae.  

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O Relp oferece desconto sobre juros, multas e encargos de forma proporcional à redução de faturamento entre março e dezembro de 2020 na comparação com o mesmo período de 2019. Dessa forma, quanto maiores as perdas de uma companhia por conta da pandemia da Covid-19, maiores são os abatimentos. Os débitos podem ser parcelados em até 15 anos.

Se uma empresa tiver dívidas junto à Receita Federal, a adesão ao financiamento poderá ser feita por meio do Portal e-Cac, ou Portal do Simples Nacional. Já os empreendedores que contam com pendências junto à Dívida Ativa, a negociação é via portal Regularize.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

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Angélica Córdova

Jornalista, produtora de conteúdo para diferentes linguagens (texto, imagem e áudio, para web e impressos). Com 17 anos de experiência no mercado de comunicação, já atuou como repórter, editora e gestora de comunicação em agências de comunicação e veículos midiáticos. Tem mestrado em Comunicação na área de Jornalismo, suas narrativas e linguagens. Estudou a representação das mulheres do campo em veículos urbanos. Atua como professora universitária nos cursos de Jornalismo e Publicidade desde 2006. Já passou por diferentes faculdades e, atualmente, leciona no Uniceub e no IDP. Além disso, é repórter na Agência 61 de Rádio e tem uma agência de comunicação Olaria7, em que faz produção de conteúdo para contas de instituições ligadas ao setor produtivo, organizações do terceiro setor entre outras.