Educação·31 de janeiro de 2018

Região Sudeste é a que mais demanda profissionais técnicos para indústria

<p>At&eacute; 2020, o Brasil precisa qualificar 13 milh&otilde;es de pessoas; dessas, mais de 6 milh&otilde;es est&atilde;o na regi&atilde;o Sudeste</p>

Por Agência do Rádio
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Por Jalila Arabi

Com o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, o Rio de Janeiro acumulou, só em 2015, 23,6% de participação industrial. Dos mais de R$ 550 bilhões do PIB total, R$ 131,3 bilhões foram de atividades relacionadas à indústria, com destaque para construção, extração de petróleo e gás natural e derivados de petróleo e biocombustíveis.

A atividade de extração foi a que mais registrou crescimento no estado. Entre 2007 e 2015, o setor subiu 3,7 pontos percentuais em participação industrial, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Aliás, profissões ligadas a essa atividade, como técnico ou supervisor de produção em indústrias químicas, petroquímicas e afins, têm vaga garantida no mercado de trabalho. O problema, segundo a multinacional de recrutamento ManpowerGroup, é que faltam profissionais qualificados para ocupar essas vagas.

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Até 2020, o Brasil vai precisar qualificar 13 milhões de profissionais técnicos para atender a demanda da indústria. Entre as áreas que mais vão pedir formação profissional estão construção, com demanda de quase quatro milhões de técnicos; meio ambiente e produção, com 2,4 milhões; metalmecânica, com 1,7 milhão, e alimentos, com 1,2 milhão, de acordo com o último Mapa do Trabalho Industrial.

“A formação técnica facilita o desenvolvimento de algumas competências que hoje são bastante valorizadas no mundo do trabalho, como a criatividade, a flexibilidade, a proatividade, a competência em solucionar situações adversas, a postura empreendedora no trabalho”, enumera o gerente de Cursos e Recursos Educacionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) do Rio, Allain Fonseca.

Segundo ele, os cursos com maior procura no estado são Mecânica, Logística, Segurança do Trabalho e Automação Industrial. “São cursos que não estão direcionados a um único setor econômico, possibilitando a inserção do aluno em diversos setores”, explica o gerente.

Prática

No Rio, o número de matrículas em cursos de educação profissional chegou a quase 170 mil em 2016, segundo dados do último Censo Escolar, do Ministério da Educação (MEC). As pessoas com 25 anos ou mais eram em 56,3 mil, como é o caso de José Alves de Araújo, de 40 anos. Morador de Realengo, na Zona Norte do Rio, José se formou recentemente no curso superior de Logística. Sedento por mais prática, procurou um curso técnico no mesmo ramo. “Minha vontade era fazer o curso técnico antes da faculdade. Porém, não tinha muita certeza de qual curso técnico queria fazer. Acabei topando com a parte de logística, fui pesquisar mais e acabei gostando do que vi”, explica.

MAIS: Estudante técnico de Realengo se qualifica para atender indústria

Casado e pai de uma menina de cinco anos, José disse não ter encontrado dificuldade dentro de casa para estudar. “Sempre tive apoio em casa. Minha esposa me ajuda, compreende e me entende nesse aspecto”, elogia.

Trabalhando há sete anos em uma siderúrgica, ele já vislumbra ocupar um cargo voltado para sua área de formação. José acredita que ter um curso técnico no currículo pode abrir mais portas.

“Como fiz meu curso superior à distância, com o técnico posso vislumbrar mais a parte prática. Uma parte muito interessante é poder fazer visitas técnicas em outras empresas, isso é muito positivo”, salienta o estudante.

Qualificação


Segundo o Mapa do Trabalho Industrial 2017-2020, a região Sudeste é a que mais vai precisar de profissionais técnicos para atender às demandas da indústria até 2020. Até lá, serão necessários 6,7 milhões de pessoas em ocupações industriais. As áreas com maior demanda por formação, segundo o estudo, são Meio Ambiente e Produção, Metalmecânica, Energia, Tecnologias de Informação e Comunicação, Construção e Petroquímica e Química – juntos, os setores somam 1,6 milhão de vagas para profissionais técnicos.
 

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