LOCUTOR: Você vai ouvir, agora, uma história da saúde! E no episódio de hoje vamos acompanhar um acontecimento na vida de duas crianças, que serve de alerta para todas pelo Brasil afora.
MARIA JÚLIA: Aí garoto, mas por que é que você coça tanto essa cabeça?
ENZO: Não sei, Maria Júlia, aqui atrás da minha cabeça e até aqui pelo pescoço eu to sentindo tudo arder e coçar, não consigo parar...
MARIA JÚLIA: É, estou até vendo que tem uns pontinhos brancos que parecem que estão grudados nos fios de cabelo.
ENZO: Ontem eu achei que tinha sido picado por um bocado de mosquitos, por isso que a minha cabeça estava assim, mas hoje tá coçando demais!
MARIA JÚLIA: Já sei, vamos falar com a professora. Olha ela ali sentada, vamos lá! Tia Carol, tia Carol. O Enzo tá com a cabeça coçando muito e não quer falar, olha aqui!
PROFESSORA CAROL: Deixa eu dar uma olhadinha aqui, Enzo... Eita, mas vejam só, você está com pediculose.
ENZO: E isso é o quê, tia Carol???
PROFESSORA CAROL: Calma, garoto, você está com piolho! Não é nenhum grande problema, mas é uma coisa que temos de resolver. Quando terminar a aula eu vou conversar rapidamente com os pais de vocês para explicar algumas coisas.
LOCUTOR: Mais tarde, naquele mesmo dia...
ISABELA: Então, professora Carolina, qual o problema com as crianças?
ANTONIA: Não é possível que essas crianças tenham aprontado novamente. É difícil separar os dois, já até conversei com a Isabela para eles passarem mais tempo juntos nos fins de semana, pra ver se prestam mais atenção nas aulas.
PROFESSORA CAROL: Calma, meninas, não é nada disso! É que o Enzo está com piolho, e, como a Maria Julia está sempre com ele, pode ser que ela tenha pegado também. Então temos que tratar as crianças para evitar passar para as outras.
ISABELA: Nossa! E agora, como é que a gente acaba com os piolhos na cabeça das crianças? Qual a recomendação, professora?
PROFESSORA CAROL: A primeira coisa é lavar os cabelos deles muito bem com shampoo e depois aplicar uma loção específica para pediculose. Depois é preciso usar um pente fino para tirar todos os piolhos e as lêndeas (que são os ovos desse parasita) ou tirar manualmente, um por um, pois os medicamentos não matam os ovos do parasita.
ANTONIA: E depois disso tudo as crianças ficam livres totalmente?
PROFESSORA CAROL: Olha, Antonia, esse é o tratamento mais tradicional e eficaz, mas, além disso, pode ser usada uma mistura de água e vinagre. É só usar os dois ingredientes na mesma proporção. Passe um pedaço de algodão molhado com essa solução em três ou quatro fios de cabelo, da raiz até as pontas e repita esse processo por toda cabeleira. Essa é uma receita caseira segura, que não traz riscos à saúde.
ISABELA: E, depois desses cuidados todos, se não melhorar, é melhor levar a um médico dermatologista, certo?
PROFESSORA CAROL: Isso mesmo, Isabela! Agora podem ir, não vamos deixar as crianças esperando muito.
LOCUTOR: Alguns dias depois, durante uma aula...
PROFESSORA CAROL: Muito bem, pessoal, vamos ouvir a apresentação do trabalho da Maria Júlia e do Enzo!
MARIA JÚLIA: Então, para a gente se prevenir do piolho, é melhor não ficar emprestando roupas, toalhas, pente ou escovas de cabelo e também evitar o contato direto com pessoas que estão com o parasita.
ENZO: As crianças na escola são infectadas com mais frequência. Por isso, é importante conferir sempre a cabeça das crianças, principalmente durante o calor, que é quando o piolho se desenvolve com mais facilidade.
LOCUTOR: Essa foi uma história com final feliz. E a sua ou dos seus filhos também pode ser, mas, para isso, é importante que todos façam sua parte. É fundamental que a escola seja avisada sempre que alguma criança apresentar piolhos. Desta forma, todos podem ser tratados ao mesmo tempo e o ciclo de contaminação do piolho será interrompido. Para mais informações acesse: saúde.gov.br