Educação·31 de outubro de 2017

RÁDIO: Olimpíada de educação profissional premia jovem catarinense

<p>Evento internacional deixou o Brasil na segunda coloca&ccedil;&atilde;o mundial</p>

Por Agência do Rádio
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Bruno Gruner está acostumado aos pódios. O jovem catarinense de 22 anos é formado desde 2012 em um curso técnico de mecânica e, desde então, vem acumulando medalhas e conquistas. Ele é um dos 56 jovens brasileiros que participaram da WorldSkills, a maior competição de educação profissional do planeta, realizada em outubro deste ano, em Abu Dhabi. Bruno subiu no lugar mais alto do pódio, levando a medalha de ouro em polimecânica e automação.

Mas não foi fácil para Bruno. Ele conta que a dedicação para conquistar o ouro foi exclusiva. Foram mais de dez horas de prática por dia, todos os dias da semana.

“Foi muito difícil, uma dedicação em que eu tive que deixar de lado muitas coisas para me dedicar realmente a essa competição.”

Bruno é apaixonado pelo que faz e começou um curso superior em Tecnologia em Fabricação Mecânica, mas teve que trancar para se dedicar à competição em Abu Dhabi. Hoje, ele dá aula no curso técnico em uma escola no estado e planeja o futuro.

“Agora eu pretendo continuar aqui como instrutor e, quem sabe, poder treinar um próximo competidor.”

O diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi, elogia a participação dos jovens brasileiros, que ficaram na segunda colocação no ranking geral da competição. Para ele, a educação profissional é importante na geração de empregos.

“A educação profissional técnica é algo importante na realização dos projetos de vida dos jovens brasileiros, bem como algo importante para aumentar a nossa produtividade do trabalho e aumentar a competitividade das empresas.”

Segundo dados do Senai, o Brasil terá que qualificar mais de 13 milhões de trabalhadores para vagas nas indústrias até 2020. Atualmente, 25% da força de trabalho industrial pertencem às mulheres, que já começam a ganhar mais que os homens em alguns postos. A catarinense Carmen Zanotto (PPS-SC), hoje deputada federal, acredita que é preciso dar mais oportunidade para as mulheres.

“Nós só vamos conseguir paridade de vencimentos entre homens e mulheres quando as mulheres efetivamente conseguirem se qualificar.”

Na competição de educação profissional realizada em outubro nos Emirados Árabes, o Brasil conseguiu 15 medalhas. Entre os campeões, havia apenas uma mulher. Em Santa Catarina, das mais de 61 mil matrículas na educação profissional, só 28.500 são de vagas ocupadas por mulheres.

Reportagem, Jalila Arabi.

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