Durante viagem oficial aos Estados Unidos, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM) defendeu um envolvimento maior dos governadores na definição da agenda das reformas. Maia deu destaque à reforma da Previdência e afirmou que o governo continua na busca pelos votos necessários para aprovação da matéria.
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“A gente sabe que uma reforma da Previdência precisa do comando do governo. Não tem como se aprovar uma reforma da Previdência se o governo não tiver uma base organizada. Isso passa pela liderança do presidente Michel Temer, dos seus principais ministros. O governo precisa reconstituir a base. Na ordem de 320 deputados. O governo deve ter, na base, algo em torno de 250, 260 deputados. Tem que recuperar para 330 para trabalhar os 308 votos.
A votação do texto da reforma está agendada para o dia 19 de fevereiro. Entre as sugestões de mudanças nas regras para se aposentar, está a que trata da idade mínimia. De acordo com a matéria, as mulheres receberiam o benefício aos 62 anos de idade. Já os homens, aos 65.
Para o economista e professor da Universidade de Brasília, César Bergo, atualmente, os brasileiros se aposentam muito cedo. Por isso, na visão do especialista, estabelecer uma idade mínima para ter acesso ao benefício é essencial para o equilíbrio das contas públicas.
“Você tem pessoas que estão se aposentando muito cedo. No mundo inteiro já se prova, através de experiências que esse não é um fator a ser desprezado para o equilíbrio das contas. Então eu colocaria a idade mínima em alguma ordem de prioridades da reforma da Previdência."
Projeções do Tesouro Nacional apontam que o rombo no setor previdenciário pode chegar a R$ 181,6 bilhões, no ano passado. Em 2016, o déficit R$ chegou a 149,73 bilhões, prejuízo 74,5% maior do que o registrado em 2015.
Reportagem, Marquezan Araújo.