Os prejuízos com a Previdência em 2017 superaram a expectativa do Governo Federal. Orçado em pouco mais de 180 bilhões de reais, o rombo aos cofres chegou a quase 270 bilhões, segundo dados do Tesouro Nacional. E o Rio de Janeiro ainda figura entre os estados com o maior rombo na previdência, segundo dados do Ipea. Rio, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul responderam, em 2015, por 62% de todo o déficit previdenciário em todo o Brasil.
O rombo nacional em 2016 ficou próximo de 150 bilhões de reais, segundo informações da Secretaria de Previdência do Ministério do Planejamento. O coordenador de Previdência Social do Ipea, Rogério Nagamine, afirma que o rombo da previdência em 2016 chegou a 4,9% do PIB.
“Os vários problemas relacionados a esse tipo de despesa e déficit incluem desde risco de sustentabilidade a médio e longo prazo, pois a gente vê alguns estados com dificuldade para pagar aposentados e pensionistas e atrasando pagamento, como também acaba diminuindo o espaço para outros gastos sociais ou mesmo investimentos de infraestrutura.”
No ano passado, a CPI da Previdência, no Congresso Nacional, aprovou por unanimidade a inexistência de rombo no sistema. De acordo com parlamentares da Comissão, não há necessidade de reforma previdenciária. A economista Solange Srour discorda.
“Isso é uma falácia completa. Os números estão aí, nos sites oficiais. Existe déficit, sim, ele é gritante. Acho um absurdo essa história de que não tem déficit quando é simplesmente saber fazer contabilidade.”
O texto da reforma previdenciária foi reduzido e vários pontos foram retirados, mas os parlamentares e governistas têm pressa em votar o texto ainda em fevereiro.
Com a colaboração de Jalila Arabi, reportagem Tácido Rodrigues