Brasil·15 de março de 2018

RÁDIO: Crianças mais velhas aguardam adoção na esperança de ter um novo lar

<p>No Distrito Federal, a propor&ccedil;&atilde;o &eacute; de 493 pessoas aptas para adotar, para 57 crian&ccedil;as que j&aacute; podem deixar as institui&ccedil;&otilde;es de acolhimento</p>

Por Agência do Rádio
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Quando ouvimos dizer que o amor não está ligado ao sangue, mas sim ao coração, paramos para pensar nas crianças e adolescentes que sonham em fazer parte de uma família, mesmo que não seja a biológica.

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Atualmente, no Brasil, mais de 8 mil crianças e adolescentes vivem em unidades de acolhimento, aguardando para serem adotadas. Mas percebemos que há um problema quando o número de famílias que pretendem adotar passa de 40 mil.

No Distrito Federal, a proporção é de 493 pessoas aptas para adotar, para 57 crianças que já podem deixar as instituições de acolhimento. Os dados constam no Cadastro Nacional de Adoção.

O supervisor da Seção de Adoção da Vara da Infância e da Juventude do DF, Walter Gomes, explica que esse impasse ocorre porque a maioria das crianças foge do padrão idealizado pelas famílias que desejam adotar.

“As adoções não acontecem em maior quantidade, em razão das exigências apresentadas pelas famílias que se habilitam. Essa é a resposta real. As famílias hoje habilitadas não querem acolher em adoção os disponibilizados porque têm idade mais avançada e muitos deles fazem parte de grupos de irmãos.”

Mesmo imaginando que poderia esbarrar em alguma dificuldade, a professora de alemão, Marina Gagliard, abriu o coração e resolveu estender a mão a quem tinha menos esperança. A moradora de Brasília adotou irmãs gêmeas de quatro anos de idade e conta que foi a experiência mais emocionante que teve na vida.

“Elas são bebês grandes, pois não tiveram aquela vivência. E eu fazia questão de tratá-las assim, porque do mesmo jeito que elas não tiveram essa vivência de bebê, eu não tive elas quando eram bebês. Então eu acho que foi uma troca para nós todos. E a adoção tardia tem uma vantagem: a criança já entende mais facilmente o que está acontecendo e ela reage muito rápido”

A psicóloga Samia Salomão corrobora com o pensamento de Marina e reforça que a adoção tardia tem benefícios, principalmente em relação à educação das crianças. 

“Ela me dá muito mais elementos do que um bebê daria para mostrar como ele está vivenciando os lutos, as dificuldades, as dores. No caso de um bebê, essa ruptura também existe. É muita ilusão dos pais acharem que eu posso começar do zero e ignorar a história anterior dessa criança, por mais que essa história tenha durado alguns dias, algumas semanas, alguns meses apenas”"

Diante disso, podemos dizer que adotar uma criança mais velha vai além de um gesto de coragem. É um ato de amor que te coloca diante de um obstáculo, em que você tropeça e pode cair num mar de felicidades. Caso você tenha interesse em conhecer o processo de adoção e queira realizar o sonho de uma criança mais velha de ter um lar, acesse: adocaotardia.agenciadoradio.com.br

Reportagem, Marquezan Araújo
 

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