Política·07 de fevereiro de 2018

RÁDIO: Após Previdência, Câmara discutirá privatização da Eletrobras e reforma tributária “fatiada”

<p>Mesmo com ano reduzido por conta das elei&ccedil;&otilde;es, agenda econ&ocirc;mica deve ser pautada na C&acirc;mara</p>

Por Agência do Rádio
Áudio · 00:02:11
Ouvir áudio · 00:02:11Copiar texto

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falou nesta quarta-feira (7) sobre as pautas que devem ser discutidas pelo legislativo após a conclusão dos debates a respeito da reforma da Previdência, prevista para ser liquidado até o dia 27 de fevereiro. De acordo com ele, entre os assuntos que passarão a ser tratados como prioritários, estão projetos de segurança pública, a privatização da Eletrobras, a reoneração da folha de pagamento, além da reforma tributária.

“A reforma tributária nós vamos começar a pensar isso. (Repórter - Mas dá tempo?) Depende do texto, se for um texto muito complexo, talvez não. Mas se a gente tentar fatiar e fazer uma parte agora, talvez a gente tenha sucesso”.

Em virtude das eleições, 2018 é tratado como um ano reduzido no legislativo, já que comumente a agenda da maior parte do segundo semestre é paralisada. Por conta disso, as pautas prioritárias já começaram a ser organizadas para discussão. Ainda nesta quarta, para examinar pedidos do Banco Central (BC), Rodrigo Maia se encontrou com o presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn.

“Discutimos a agenda dele que já está colocada desde o ano passado, o cadastro positivo, a modernização do sistema de duplicata no Brasil que é muito importante, a possibilidade dos depósitos voluntários e iniciamos muito levemente a retomada de um debate que tem até um projeto de Lei, que eu acho muito importante, que é tratar a autonomia do Banco Central”.

O Banco Central é a entidade responsável pelo sistema financeiro de um país. É o BC que emite a moeda, por exemplo. Além disso, é a autoridade monetária que fixa a taxa básica de juros, que serve como referência para os juros que os bancos cobram dos clientes. No Brasil, o presidente do Banco Central tem status de ministro, e, por isso, é escolhido e pode ser demitido pelo presidente da República a qualquer momento. Os críticos desse modelo alegam que é preciso evitar interferências políticas em decisões monetárias. E para tal, seria preciso uma condução autônoma, com mandatos definidos e sem subordinação ao Poder Executivo.

Reportagem, João Paulo Machado

Últimas notícias

Empresas

Inadimplência de empresas bate recorde e chega a 9,3 milhões de CNPJs; Sudeste concentra a maior parte

Ibovespa

Ibovespa recua 1,15% com queda da Vale e cenário externo negativo

Dólar

Dólar sobe 0,23% e fecha cotado a R$ 5,04

Obras

TCU aponta dez obras rodoviárias prioritárias que precisam de recursos para conclusão até 2027

ApexBrasil

SIAL Paris: empresas brasileiras ampliam busca por mercados externos em meio a tarifas dos Estados Unidos

Sobre a repórter

Agência do Rádio