Brasil·18 de julho de 2020

Protocolo de atendimento à vítimas do trabalho escravo é apresentado a estados

Nos últimos 25 anos, mais de 54 mil pessoas já foram resgatadas de situações de trabalho degradantes

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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O governo federal está articulando com estados e municípios a padronização do atendimento às vítimas do trabalho escravo. Isso está sendo feito pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), a partir da divulgação do Fluxo Nacional para Atendimento às Vítimas de Trabalho Escravo a estados e municípios. O objetivo é garantir apoio especializado e humanizado às vítimas.

Elaborado com o apoio técnico da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o documento já foi apresentado aos estados de Santa Catarina, Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará e Mato Grosso do Sul.

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Na última quinta-feira (16), nove pessoas foram resgatadas em Conceição da Aparecida, em Minas Gerais. Elas estavam em situação análoga à de escravos em uma fazenda de café. O grupo não recebia salários, não tinham contrato e nem equipamentos adequados para o trabalho na lavoura. Eles também trabalhavam mais de oito horas por dia, sete dias por semana. Tudo isso sem acesso a água potável suficiente, banheiro ou espaço para refeições. A operação foi feita pela Polícia Militar de Minas Gerais em parceria com auditores fiscais do trabalho. 

Desde 1995, quando o Brasil reconheceu a existência de trabalho escravo no país, 54 mil pessoas já foram resgatadas de trabalhos forçados ou em condições degradantes. Só em Minas Gerais, foram 6.497 pessoas.

 O governo federal está articulando com estados e municípios a padronização do atendimento às vítimas do trabalho escravo. Isso está sendo feito pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), a partir da divulgação do Fluxo Nacional para Atendimento às Vítimas de Trabalho Escravo a estados e municípios. O objetivo é garantir apoio especializado e humanizado às vítimas.

Elaborado com o apoio técnico da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o documento já foi apresentado aos estados de Santa Catarina, Bahia, Rio de Janeiro, Maranhão, Ceará e Mato Grosso do Sul. 

Na última quinta-feira (16), nove pessoas foram resgatadas em Conceição da Aparecida, em Minas Gerais. Elas estavam em situação análoga à de escravos em uma fazenda de café. O grupo não recebia salários, não tinha contrato e nem equipamentos adequados para o trabalho na lavoura. Eles também trabalhavam mais de oito horas por dia, sete dias por semana. Tudo isso sem acesso a água potável suficiente, banheiro ou espaço para refeições. A operação foi feita pela Polícia Militar de Minas Gerais em parceria com auditores fiscais do trabalho. 

Desde 1995, quando o Brasil reconheceu a existência de trabalho escravo no país, 54 mil pessoas já foram resgatadas de trabalhos forçados ou em condições degradantes. Só em Minas Gerais, foram 6.497 pessoas.

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.