Meio Ambiente·30 de maio de 2019

Propriedades cobertas pela lama na tragédia de Brumadinho têm minério

A jazida na região, com cerca de 430 mil toneladas de ferro, pode impactar no valor das indenizações dos moradores que tiveram seus terrenos afetados

Por Cintia MoreiraEm uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.
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Os terrenos de Brumadinho que foram cobertos pela lama estão em uma área com potencial minerário. E a grande questão é que a jazida na região, com cerca de 430 mil toneladas de ferro, pode impactar no valor das indenizações dos moradores que tiveram seus terrenos afetados.

Esse potencial minerário na região vem sendo estudado pela Vale há cerca de 13 anos. As pesquisas ocorrem dentro de um processo aberto no Departamento Nacional de Produção Mineral, que foi extinto há dois anos e substituído pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Por meio de nota, a ANM informou que os dados processuais não são acessíveis ao público externo, uma vez que possuem caráter sigiloso. De acordo com o órgão, se houve pesquisa em determinado local, o proprietário da terra permitiu o ingresso dos técnicos da Vale para que os trabalhos fossem realizados. Além disso, em caso positivo de descoberta de novas jazidas, o proprietário inclusive vai ter direito à participação dos lucros, caso haja exploração das reservas.

No entanto, a transferência dos terrenos para a Vale tem sido incluída em acordos para indenizar os donos de propriedades cobertas pelos rejeitos que vazaram da barragem da mineradora na Mina do Feijão, no dia 25 de janeiro.

A Defensoria Pública de Minas Gerais, que acompanha essas negociações, informa que cerca de 20 acordos já foram concluídos e homologados pela Justiça. Nesses casos, os atingidos concordaram em repassar seus terrenos à mineradora.

Os terrenos de Brumadinho que foram cobertos pela lama estão em uma área com potencial minerário. E a grande questão é que a jazida na região, com cerca de 430 mil toneladas de ferro, pode impactar no valor das indenizações dos moradores que tiveram seus terrenos afetados.

Esse potencial minerário na região vem sendo estudado pela Vale há cerca de 13 anos. As pesquisas ocorrem dentro de um processo aberto no Departamento Nacional de Produção Mineral, que foi extinto há dois anos e substituído pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Por meio de nota, a ANM informou que os dados processuais não são acessíveis ao público externo, uma vez que possuem caráter sigiloso. De acordo com o órgão, se houve pesquisa em determinado local, o proprietário da terra permitiu o ingresso dos técnicos da Vale para que os trabalhos fossem realizados. Além disso, em caso positivo de descoberta de novas jazidas, o proprietário inclusive vai ter direito à participação dos lucros, caso haja exploração das reservas.

No entanto, a transferência dos terrenos para a Vale tem sido incluída em acordos para indenizar os donos de propriedades cobertas pelos rejeitos que vazaram da barragem da mineradora na Mina do Feijão, no dia 25 de janeiro.

A Defensoria Pública de Minas Gerais, que acompanha essas negociações, informa que cerca de 20 acordos já foram concluídos e homologados pela Justiça. Nesses casos, os atingidos concordaram em repassar seus terrenos à mineradora.

Com colaboração de Cintia Moreira, reportagem, Raphael Costa

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Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.