O governo Temer tem pressa em votar uma reforma no setor previdenciário. A discussão foi retomada há alguns meses e a expectativa da base governista é de que o texto da reforma seja votado no plenário ainda neste ano. Uma das medidas mais discutidas é a da idade mínima para aposentadoria. Hoje, o Brasil não tem idade definida. Com a proposta, passaria a ser de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres.
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Outro ponto da proposta era aumentar o tempo de contribuição para a previdência, passando de 15 para 25 anos. Com a polêmica, o ponto foi modificado. Para o especialista em finanças Marcos Melo, a população tem uma ideia errada em relação ao benefício. Para ele, a previdência não deve ser considerada como premiação.
“As pessoas estão considerando a previdência como um prêmio. ‘Ah, eu vou trabalhar até os meus 55 anos, porque depois disso eu não vou mais trabalhar e vou receber.’ Mas com 55, 60 anos você ainda está com grande produtividade hoje em dia. No passado não, mas hoje você está ainda com grande produtividade.”
Segundo dados do Tesouro Nacional, o Brasil deve fechar 2017 com um déficit de mais de 181 bilhões de reais na previdência. Com o aumento no número de idosos e da expectativa de vida dos brasileiros, divulgados pelo IBGE, os gastos com aposentadorias devem subir. O economista Newton Marques comenta.
“Todas as vezes que existe um aumento na esperança de vida da população, o sistema de Previdência tem que ser revisto.”
Em relatório divulgado recentemente pela OCDE, a projeção para 2050 é de que o Brasil gaste 17% do PIB só com pagamento de aposentadorias, caso seja mantido o sistema atual de previdência. De 43 países, o Brasil foi o que alcançou a maior taxa.
Reportagem, Jalila Arabi.