Saúde - Medicamentos·04 de agosto de 2020

Preços elevados podem tirar do mercado medicamento essencial para hemodiálise, alerta ABCDT

Segundo entidade, se medidas emergenciais não forem tomadas para evitar o aumento nos preços do insumo, cerca de 140 mil brasileiros podem ser prejudicados

Por Felipe MouraFormado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.
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A Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) comunicou ao Ministério da Saúde que a heparina, insumo essencial para tratamentos de hemodiálise, pode faltar no mercado. O órgão aponta que o preço da substância está instável e pede medidas emergenciais para coibir abusos e evitar o desabastecimento do setor de diálise. 

A falta do insumo prejudicaria o tratamento de cerca de 140 mil brasileiros em curto e médio prazo, de acordo com a associação.  No ofício encaminhado ao Ministério da Saúde, a ABCDT alerta para o nível crítico da situação, após receber relatos dos principais fabricantes da heparina no Brasil, que disseram ter dificuldade para obter matéria-prima importada para fazer a substância, o que colocaria em risco a continuidade da produção. 

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Segundo levantamento da entidade, o frasco de 5 ml da substância passou de R$ 7 para R$ 23, reajuste superior a 200%. A associação afirma que esta é a terceira vez desde o início da pandemia da Covid-19 que alerta o Ministério da Saúde sobre os riscos de falta do medicamento. 

 A Associação Brasileira de Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) comunicou ao Ministério da Saúde que a heparina, insumo essencial para tratamentos de hemodiálise, pode faltar no mercado. O órgão aponta que o preço da substância está instável e pede medidas emergenciais para coibir abusos e evitar o desabastecimento do setor de diálise. 

A falta do insumo prejudicaria o tratamento de cerca de 140 mil brasileiros em curto e médio prazo, de acordo com a associação.  No ofício encaminhado ao Ministério da Saúde, a ABCDT alerta para o nível crítico da situação, após receber relatos dos principais fabricantes da heparina no Brasil, que disseram ter dificuldade para obter matéria-prima importada para fazer a substância, o que colocaria em risco a continuidade da produção. 

Segundo levantamento da entidade, o frasco de 5 ml da substância passou de R$ 7 para R$ 23, reajuste superior a 200%. A associação afirma que esta é a terceira vez desde o início da pandemia da Covid-19 que alerta o Ministério da Saúde sobre os riscos de falta do medicamento. 

Reportagem, Felipe Moura.

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Sobre a repórter

Felipe Moura

Formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), desde 2020 é repórter do Brasil 61. Durante a graduação, cobriu Política e Economia pelo jornal O Globo, além de Educação e Carreira pelo Correio Braziliense.