Programas - Pará·27 de julho de 2023

Pará possui 11 municípios listados como preferenciais para o Pronasci 2

Objetivo do programa é prevenir, reprimir e controlar a criminalidade nas 163 cidades que concentram 50% das mortes intencionais

Por Sophia SteinFormada em Jornalismo pela Universidade Paulista (Unip) desde 2022. Atuou como editora na Rede Vitoriosa de Comunicações (afiliada do SBT em Uberlândia) e foi repórter no Brasil 61. Atualmente, além de escrever, é responsável pela programação e distribuição das publicações no sistema do portal Brasil 61.
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O Pará possui 11 municípios considerados prioritários para o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, o Pronasci 2. O projeto tem como objetivo prevenir, reprimir e controlar a criminalidade nos 163 municípios brasileiros que concentram 50% das mortes violentas intencionais. Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Belém, Castanhal, Itaituba, Marabá, Marituba, Paragominas, Parauapebas e Santarém estão nesse recorte.

Júlio Hott, especialista em segurança pública, informa que grande parte das vítimas é de regiões com maior número de população negra e, por isso, há um direcionamento para municípios preferenciais. “Esse programa deve prosseguir com essa mesma linha de política, buscando sempre a segurança pública dentro de uma ação social”, afirma.

De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 47.508 vítimas de mortes violentas intencionais, ou seja, cerca de 23 mortes por 100 mil habitantes em 2022. Sobre as vítimas, 76,9% são negras, 50,2% possuem entre 12 e 29 anos e 91,4% são do sexo masculino.

Cássio Thyone, presidente do Conselho de Administração do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), explica que o planejamento e execução de políticas públicas de segurança são essenciais para a redução da criminalidade. 

“Quando você trabalha em cima de evidências, em cima de dados, você consegue direcionar melhor os seus recursos e executar ações que vão impactar diretamente na violência”, avalia.

No primeiro trimestre deste ano, o Pará registrou 467 vítimas de mortes violentas intencionais, segundo dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do estado. A categoria engloba vítimas de ocorrências de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, feminicídio, mortes decorrentes de intervenção policial e vitimização policial.

Berlinque Cantelmo, advogado especialista em segurança pública, indica que a situação da segurança pública no Pará tem semelhanças com a do Amazonas devido à sua vasta área geográfica, que apesar de não estar totalmente ocupada demograficamente, passa pela intensa atividade extrativista, principalmente na área de mineração.

“É a realidade muito própria dos estados do Norte do país dentre Pará e Amazonas, o alto crescimento de crimes violentos, sobretudo dos crimes dolosos contra a vida, em razão também de disputas territoriais, mas não só isso, em razão do grande êxodo de determinados profissionais, de determinados indivíduos voltados para a atividade de mineração”, explica.

O Pronasci 2 ainda está alinhado com o Plano Nacional de Segurança Pública, que prevê a redução da taxa nacional de homicídios para abaixo de 16 mortes por 100 mil habitantes até 2030.

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 De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2022, o país registrou cerca de 23 mortes por 100 mil habitantes. Sobre as vítimas, 76,9% são negras, 50,2% possuem entre 12 e 29 anos e 91,4% são do sexo masculino.

Reportagem, Sophia Stein
 

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Sobre a repórter

Sophia Stein

Formada em Jornalismo pela Universidade Paulista (Unip) desde 2022. Atuou como editora na Rede Vitoriosa de Comunicações (afiliada do SBT em Uberlândia) e foi repórter no Brasil 61. Atualmente, além de escrever, é responsável pela programação e distribuição das publicações no sistema do portal Brasil 61.