Brasil·27 de fevereiro de 2020

Para dar fim ao motim de PMs no Ceará, governo e entidades negociam termos

Comissão de negociação é formada por representantes da OAB, Executivo, Judiciário e Legislativo

Por Daniel MarquesJornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.
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Com três batalhões e uma base policial ainda fechados, o Ceará entra no décimo dia de paralisação de policiais militares. Governo e entidades tentam dar uma solução ao impasse. O executivo local pediu ao Governo Federal que os militares do Exército, que estão no estado desde a última sexta-feira, tenham a atuação prolongada. A previsão inicial é que o reforço ficasse apenas por uma semana, indo embora nesta sexta-feira. 

Em outra frente, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE), Erinaldo Dantas, pediu aos lideres do motim uma lista de reivindicações. O documento será apresentado ao governo do Ceará em uma tentativa de negociação. A OAB faz parte de uma comissão de representantes dos três poderes e da sociedade civil que se reuniram pela primeira vez na quarta-feira para tentar achar uma saída para o impasse.

Durante o motim, 47 policiais foram presos, a maioria por deserção. Na última semana, o governador do Ceará, Camilo Santana, disse que não vai conceder nenhum tipo de anistia aos policiais militares envolvidos em atos de vandalismo e insubordinação. 

Com a falta de policiamento, a insegurança atingiu as ruas. O número de homicídios registrados desde o início do movimento beira os 200, a maior taxa de assassinatos desde 2012.

Com três batalhões e uma base policial ainda fechados, o Ceará entra no décimo dia de paralisação de policiais militares. Governo e entidades tentam dar uma solução ao impasse. O executivo local pediu ao Governo Federal que os militares do Exército, que estão no estado desde a última sexta-feira, tenham a atuação prolongada. A previsão inicial é que o reforço ficasse apenas por uma semana, indo embora nesta sexta-feira. 

Em outra frente, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE), Erinaldo Dantas, pediu aos lideres do motim uma lista de reivindicações. O documento será apresentado ao governo do Ceará em uma tentativa de negociação. A OAB faz parte de uma comissão de representantes dos três poderes e da sociedade civil que se reuniram pela primeira vez na quarta-feira para tentar achar uma saída para o impasse.

Durante o motim, 47 policiais foram presos, a maioria por deserção. Na última semana, o governador do Ceará, Camilo Santana, disse que não vai conceder nenhum tipo de anistia aos policiais militares envolvidos em atos de vandalismo e insubordinação. 

Com a falta de policiamento, a insegurança atingiu as ruas. O número de homicídios registrados desde o início do movimento beira os 200, a maior taxa de assassinatos desde 2012.

Reportagem: Daniel Marques

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Sobre a repórter

Daniel Marques

Jornalista brasiliense formado pela Universidade de Brasília (UnB), com passagens em redações da capital. Trabalhou como repórter no Correio Braziliense e Rádio CBN, além de agências de comunicação. Atualmente, integra a redação do Brasil 61 com pautas de saúde e política.