Economia - Orçamento·25 de outubro de 2026

Orçamento de 2027: divergência entre governo e IFI sobre repasses a estados e municípios chega a R$ 63,7 bilhões

Projeto do governo projeta R$ 610,6 bilhões em transferências obrigatórias, enquanto órgão do Senado calcula R$ 674,3 bilhões para o próximo ano

Por Marquezan AraújoFormado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) desde 2013, atua no Brasil 61 como setorista do Congresso Nacional e em campanhas de utilidade pública produzidas em parceria com o Ministério da Saúde. Também cobre assuntos relacionados à educação, economia, meio ambiente e infraestrutura.
Áudio · 00:01:31
Ouvir áudio · 00:01:31Salvar imagemCopiar texto
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil·Foto: Brasil 61

O valor que a União deve repassar a estados e municípios em 2027 tem uma diferença de R$ 63,7 bilhões entre os cálculos do governo e os da Instituição Fiscal Independente (IFI). Enquanto o Projeto de Lei Orçamentária Anual do Executivo prevê a divisão de R$ 610,6 bilhões em impostos e receitas com governos locais, a IFI estima que esse repasse obrigatório deve alcançar R$ 674,3 bilhões.

Os dados constam no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF 116), divulgado em setembro de 2026. A instituição ressalta que os montantes dizem respeito ao acumulado global das transferências obrigatórias e não representam valores efetivamente distribuídos ou estimativas individuais por ente federativo ou fundo específico, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Queda na representatividade do PIB e impactos da Reforma Tributária

A trajetória dos repasses aos entes subnacionais mostra uma retração proporcional na economia. No relatório do terceiro bimestre de 2026, a estimativa de transferências era de R$ 643,6 bilhões (4,7% do PIB). Já no PLOA 2027, o percentual cai para 4,1% do PIB. 

VEJA MAIS:

A IFI observa com ressalva esse recuo, lembrando que a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO 2027), apresentada em abril, previa um montante de R$ 640 bilhões (4,4% do PIB).

Ajustes nas receitas petrolíferas e incerteza federativa 

Apesar de prever maior repasse global, a IFI baseia sua estimativa de arrecadação em números mais favoráveis para as verbas derivadas da exploração de recursos naturais e dividendos de estatais, sustentados pela previsão do preço médio do barril de petróleo. 

Por outro lado, a entidade chama a atenção para o fato de que a transição do sistema tributário, especialmente a criação do Fundo de Compensação de R$ 33,8 bilhões aos estados em razão da substituição do IPI pelo Imposto Seletivo, trará novas dinâmicas para as finanças estaduais e municipais, exigindo maior previsibilidade no planejamento fiscal dos entes federados.

A estimativa de repasses federais para estados e municípios apresenta uma diferença de SESSENTA E TRÊS BILHÕES E SETECENTOS MILHÕES DE REAIS entre o projeto do governo e a projeção da Instituição Fiscal Independente. 

A proposta orçamentária do Executivo prevê SEISCENTOS E DEZ BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE REAIS em transferências obrigatórias, enquanto a IFI projeta SEISCENTOS E SETENTA E QUATRO BILHÕES E TREZENTOS MILHÕES DE REAIS.

A comparação consta no relatório de acompanhamento publicado em setembro pelo órgão do Senado. Os valores somam o total das transferências por divisão de receitas tributárias e não representam cálculos individuais para cidades ou fundos específicos, como o Fundo de Participação dos Municípios, o FPM.

O estudo destaca que a fatia dos repasses em relação à economia nacional está em queda. Ao longo de 2026, a previsão de transferências equivalia a QUATRO VÍRGULA SETE POR CENTO do PIB. Na proposta para o próximo período, esse percentual recua para QUATRO VÍRGULA UM POR CENTO.

A IFI indica projeções mais altas de arrecadação com royalties do petróleo e dividendos de estatais. Por outro lado, lembra que o orçamento precisará acomodar o repasse de TRINTA E TRÊS BILHÕES E OITOCENTOS MILHÕES DE REAIS ao Fundo de Compensação dos Estados, exigido com as mudanças da reforma tributária.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

Últimas notícias

Obras

TCU aponta dez obras rodoviárias prioritárias que precisam de recursos para conclusão até 2027

Eleições 2026

Flávio Bolsonaro ou Lula: brasileiros escolhem presidente neste domingo (25); veja horários, candidatos e o que levar para votar

Loteria

Resultado da Lotofácil 3813 (24/10/2026): números sorteados

Região Sul

O TEMPO E A TEMPERATURA: frio e chuva com trovoadas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul no domingo (25)

Sobre a repórter

Marquezan Araújo

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) desde 2013, atua no Brasil 61 como setorista do Congresso Nacional e em campanhas de utilidade pública produzidas em parceria com o Ministério da Saúde. Também cobre assuntos relacionados à educação, economia, meio ambiente e infraestrutura.