Saúde - Mosquito·03 de fevereiro de 2022

NORDESTE: Com período chuvoso, aumentam riscos de dengue, zika e chikungunya

O Aedes aegypti encontra na água parada melhores condições para se desenvolver e transmitir as doenças

Por Daiane Garcez
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Até maio, o período chuvoso é uma realidade na maior parte do país. O meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Mamedes Luiz Melo, conta que, para fevereiro, a previsão para a região Nordeste é de redução no volume.

“A parte norte entre o Piauí até o Ceará, pegando até mesmo o Noroeste do Rio Grande do Norte a tendência é de chuva. Mas ligeiramente abaixo da média, não quer dizer que não vai chover, mas essa chuva não deve ser grande para cobrir a média que caía no mês de fevereiro. Para março o cenário praticamente não muda”, explica o especialista.

Neste cenário, há um alerta. Isso porque a chuva é um prato cheio para disseminação da dengue, zika e chikungunya, visto que as larvas do Aedes aegypti, quando entram em contato com a água parada, encontram as condições para se desenvolver, picar e proliferar as doenças. Os ovos já podem estar contaminados ou a contaminação do mosquito ocorrer quando ele pica alguém que está doente. 

Por isso, é importante ficar de olho nos criadouros e adotar simples atitudes que fazem a diferença, como explica o coordenador-geral de Vigilância em Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

“Qualquer frasco, pote, vaso, que acumule água, é um potencial criadouro para mosquitos. Encontrou um pote com água parada, mesmo que não seja muito grande, pode ser um criadouro do mosquito. (colar) A campanha desse ano traz à tona a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho e utilizar dez minutos da sua semana para que ele faça uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e elimine esses criadouros, não deixe que o mosquito nasça”, orienta.

Municípios de Cotegipe registram mais de 300 casos de zika e dengue entre moradores

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um anoo para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

Evite água parada. Não pare essa luta contra o mosquito. O combate à dengue, zika e chikungunya é uma tarefa de todos e de todos os dias.

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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Neste cenário há um alerta. Chuva é um prato cheio para dengue, zika e chikungunya. As larvas do Aedes aegypti, já contaminadas, quando entram em contato com a água parada, encontram as condições para se desenvolver, picar e proliferar as doenças. Entende a importância de ficar de olho nos criadouros? Simples atitudes fazem a diferença, como explica o coordenador-geral de Vigilância em Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

Evite água parada. Não pare essa luta contra o mosquito. O combate à dengue, zika e chikungunya é uma tarefa de todos e de todos os dias

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