Saúde·23 de novembro de 2017

NACIONAL: Força das redes sociais ajuda a salvar vidas

Por Agência do Rádio

Imagine você precisar de um transplante de medula óssea e o único doador compatível no mundo não ser encontrado. Situação difícil, não é mesmo? Há quatro anos, isso aconteceu com o advogado Gabriel Massote, de 33 anos, que teve leucemia. Para encontrar a pessoa capaz de salvar a sua vida, os amigos do Gabriel se uniram para fazer uma campanha e divulgá-la nas redes sociais. Esse apelo viajou o Brasil, até chegar a Ariquemes, município no estado de Rondônia.

“Mais difícil que o diagnóstico da doença, foi a notícia de que não estavam encontrando a doadora por estar com os dados desatualizados no sistema do governo brasileiro, né? Então toda aquela confiança, toda o otimismo, naquele momento, perdeu um pouco o foco, o sentido, a força. Hoje, eu posso dizer com muita tranquilidade que eu fui salvo por, pelo menos, diretamente, 71 pessoas. Porque só de transfusões de sangue, eu recebi 70. Ou seja, 70 pessoas foram ao hemocentro mais próximo da sua cidade e fizeram a doação. E eu recebi esse sangue. E a septuagésima primeira, vamos chamar assim, foi a que literalmente me devolveu a vida. Então, é assim. Toda vez eu me emociono quando falo isso, mas poxa, 71 pessoas salvaram a minha vida.”

Foi a partir dessa história que surgiu o “Salve Mais Um”, a primeira rede social de doação de sangue e de medula óssea do Brasil. O projeto, criado em Uberlândia, já realizou mais de trezentas campanhas, salvando mais de cinco mil vidas. Para a coordenadora do Redome, Danielli Oliveira, tão importante quanto divulgar campanhas sobre a causa é ressaltar que manter o cadastro atualizado é fundamental para localizar o doador.

“Ainda existe um desconhecimento de uma boa parte da população sobre a importância de doar, de se tornar um potencial doador de medula. Então, essas campanhas, elas são importantes porque elas ajudam a divulgar a ideia da doação de medula. O que acontece é que hoje, tão importante quanto ter novos doadores, é a gente poder localizar os nossos doadores. Porque quando ele se cadastra, o que ele fez foi dar os seus dados pessoais, dados de contato e coletar uma amostra de sangue. O que ele tá dizendo ali é o seguinte: ‘Eu tô disponível para ser um doador de medula’, mas ele não doou a medula ainda. Então, hoje, a gente divulga a importância da doação, mas pra aqueles que já são doadores, a importância de manter os seus dados atualizados.”

Inspire-se na história do Gabriel, procure já o Hemocentro mais próximo e informe-se. Esse gesto pode salvar vidas. Para ser um doador de sangue, é necessário ter de 16 a 69 anos. Menores de 18 anos devem levar a autorização dos pais ou responsáveis. Também é preciso ter mais de 50 quilos. Para ser um doador de medula óssea, é necessário ter de 18 a 55 anos e estar em boas condições de saúde. Mais informações, acesse saude.gov.br/doesangue.

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