A quantidade de casos de dengue na região metropolitana de Goiania preocupa autoridades de saúde. Entre os 17 municípios da região, Santo Antônio de Goiás é o que tem maior incidência, o número chega a 4 mil e 200. Para se ter uma comparação, o Ministério da Saúde considera críticas as regiões em que a taxa supera 500.
A circulação do vírus entre as regiões é rápida e não respeita limites geográficos, alerta o coordenador-geral de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. O mosquito pica alguém contaminado e rapidamente espalha os vírus entre as pessoas que estão próximas.
Toda a região metropolitana de Goiânia confirmou mais de 21 mil casos de dengue em 2021. Além de 144 casos de zika e 13 de chikungunya. O goiano Jeyson Cavalcante teve dengue recentemente e ainda se recupera da doença. Ele conta como foram os principais sintomas. “ Tive bastante febre nos primeiros dias, muita dor no corpo, é, perda de apetite. Foi muito ruim, nunca tinha sentido qualquer coisa semelhante. Tive manchas na pele também, tive pouca coceira, depois veio a fraqueza. Estou me recuperando agora. ”
Situação do País
O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.
O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um anoo para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.
Cuidados necessários
Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:
- Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
- Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
- Feche bem os sacos e lixo.
- Guarde os pneus em locais cobertos.
- Tampe bem a caixa-d´água.
- Limpe as calhas.
Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.
Veja no mapa a incidência de dengue no seu município
Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que ocorre a reprodução do Aedes aegypti e acarreta no aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.