Até o dia 31 de julho, a sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, recebe iluminação especial na cor azul, para marcar do Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, comemorado no dia 30 de julho. As sedes do Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraíba e Roraima também estarão iluminadas na mesma cor. Além disso, o MPF vai utilizar suas contas em redes sociais para divulgar informações sobre o tema, utilizando a hashtag #TráficodePessoasNão.
O objetivo é sensibilizar o público para o problema e alertar potenciais vítimas de tráfico. Segundo o Relatório Global sobre o Tráfico de Pessoas 2016, lançado ano passado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), 5.800 pessoas foram identificadas como vítimas desse tipo de crime entre 2012 e 2014 apenas na América do Sul. A maioria são mulheres adultas (45%), mas o relatório aponta uma preocupante tendência: o aumento do número de crianças, que totalizaram 40% do total de vítimas identificadas no continente. Em mais da metade dos casos (57%), o crime é cometido para fins de exploração sexual. A segunda modalidade mais praticada na América do Sul é o tráfico para trabalho forçado (29% dos casos identificados). No Brasil, o crime de tráfico de pessoas está previsto na Lei 13.344/2016. O Ministério Público Federal atua quando o tráfico de pessoas é internacional ou interestadual.