Enquanto Jair Bolsonaro participa do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente da República em exercício, Hamilton Mourão, deu uma declaração polêmica nesta terça-feira (22). Em entrevista coletiva, o militar afirmou que o único problema do senador eleito Flávio Bolsonaro é o sobrenome.
“O senador Flávio, né....o único problema do senador Flávio qual é? O sobrenome, né? O problema é dele, né? Mas o quê que acontece? Há esta repercussão toda pelo sobrenome dele, né? Agora, assim como ele, tem mais outros 25 deputados lá, da Assembleia Legislativa, investigados por problemas similares.”
De acordo com um Relatório de Inteligência Financeira, produzido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, 22 procedimentos foram abertos para investigar servidores lotados em gabinetes de 27 deputados estaduais do Rio de Janeiro.
Um deles é justamente Flávio Bolsonaro. Segundo a documentação, o ex-assessor do parlamentar Fabrício Queiroz realizou movimentações consideradas atípicas, que envolvem 1 milhão e 200 mil reais.
Segundo o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem, essa análise é complexa, uma vez que o fato de o servidor ter sido vinculado ao gabinete de um deputado não significa necessariamente que o parlamentar tenha envolvimento na movimentação financeira.
Reportagem, Cintia Moreira