Saúde·16 de janeiro de 2020

Morte de macacos por febre amarela pode indicar pico da doença nas regiões Sul e Sudeste

Apenas no estado do Paraná foram registradas 34 mortes de primatas

Por Israel Medeiros
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Entre julho de 2019 e 8 de janeiro deste ano, 38 macacos morreram por febre amarela nas regiões Sul e Sudeste. Outras mil mortes de primatas com suspeita da doença foram investigadas em todo o Brasil. Os dados são do último boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a publicação, o estado do Paraná concentra 89,5% dos casos do período, com 34 mortes. São Paulo está em segundo, com 7,9%, e em seguida está Santa Catarina, com 2,6%. Desde o reaparecimento da doença na região Centro-Oeste, em 2014, a doença “avançou progressivamente no território brasileiro”, aponta o boletim.

Como consequência, a febre amarela atingiu áreas com baixa cobertura vacinal, onde a vacinação já não era mais recomendada. O estudo revela também que a chegada do vírus ao Vale do Ribeira, em São Paulo, possibilitou sua entrada em Santa Catarina e no Paraná. Estas áreas não registravam circulação do vírus há décadas.

No primeiro semestre de 2019, 14 pessoas morreram devido à febre amarela no Brasil, 12 delas no estado de São Paulo. No período entre julho de 2019 e janeiro de 2020. 

A febre amarela é uma doença causada por um vírus transmitido através da picada de mosquitos infectados. Não pode ser transmitida de pessoa para pessoa e nem através de macacos. Os primatas, por sua vez, são importantes para detectar a circulação da doença.

Ela possui dois ciclos de transmissão: silvestre, em áreas rurais e florestas, e urbano. Nas áreas urbanas, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A vacina é a principal ferramenta de prevenção contra a febre amarela e é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Só é preciso tomar uma dose durante toda a vida.

Entre julho de 2019 e 8 de janeiro deste ano, 38 macacos morreram por febre amarela nas regiões Sul e Sudeste. Outras mil mortes de primatas com suspeita da doença foram investigadas em todo o Brasil. Os dados são do último boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a publicação, o estado do Paraná concentra 89,5% dos casos do período, com 34 mortes. São Paulo está em segundo, com 7,9%, e em seguida está Santa Catarina, com 2,6%. Desde o reaparecimento da doença na região Centro-Oeste, em 2014, a doença “avançou progressivamente no território brasileiro”, aponta o boletim.

Como consequência, a febre amarela atingiu áreas com baixa cobertura vacinal, onde a vacinação já não era mais recomendada. O estudo revela também que a chegada do vírus ao Vale do Ribeira, em São Paulo, possibilitou sua entrada em Santa Catarina e no Paraná. Estas áreas não registravam circulação do vírus há décadas.

No primeiro semestre de 2019, 14 pessoas morreram devido à febre amarela no Brasil, 12 delas no estado de São Paulo. No período entre julho de 2019 e janeiro de 2020. 

A febre amarela é uma doença causada por um vírus transmitido através da picada de mosquitos infectados. Não pode ser transmitida de pessoa para pessoa e nem através de macacos. Os primatas, por sua vez, são importantes para detectar a circulação da doença.

Ela possui dois ciclos de transmissão: silvestre, em áreas rurais e florestas, e urbano. Nas áreas urbanas, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A vacina é a principal ferramenta de prevenção contra a febre amarela e é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Só é preciso tomar uma dose durante toda a vida.

Reportagem, Israel Medeiros

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